Segunda, 27/06/2022
Joinville - SC

PSICOLOGIA DO ESPORTE: é preciso aprender a perder e a ganhar…

maio 23, 2022
PSICOLOGIA DO ESPORTE: é preciso aprender a perder e a ganhar…
Compartilhar
Ouvir publicação

Existem vencedores derrotados e derrotados vencedores entre os vencedores e perdedores, pois o que sinaliza a balança entre eles é a intensidade da experiência vivenciada.

Claro que o que se busca no esporte é por resultados positivos numa competição, que permitam subir no pódio, mas muitas vezes estes resultados não são obtidos por não ter, tanto o atleta quanto a comissão técnica, aprendido a perder.

 

Aprender a perder não é simplesmente aceitar a derrota e entender que o outro lado foi melhor, ou que se teve um desempenho abaixo do que poderia ser apresentado.

 

Saber perder é aprender com a perda e aproveitar a oportunidade para rever estratégias, técnicas, postura mental e os objetivos, que nem sempre parece estar bem claros para cada qual para além de um discurso pronto.

 

Percebemos que um time que “acostumou a perder” sem ter “aprendido a perder”, geralmente tem uma linha decadente de conquistas, ficando no limbo das competições, ora com aparência de reação positiva (que ocorre, muitas das vezes, por falha do adversário e não por conquista do vencedor), mas que logo volta a cair.

 

Não tem como, grande parte dos técnicos, assumirem o papel de psicólogo esportivo, que é analisar os fatos e promover mudanças mentais dentro deste contexto, e consequentemente, comportamentais, nos atletas. É misturar os papéis, e geralmente quem está na linha técnica, não tem capacidade de compreensão clara das demais questões, muito menos de atuar nela, querendo ensinar seus atletas uma nova postura mental.

 

Muitas vezes quem perdeu um jogo ou campeonato, saiu muito mais vencedor do que o primeiro lugar, pois soube aproveitar, bem orientado por um psicólogo do esporte e pela equipe técnica, a perda ocorrida, voltando muito mais forte do que dantes, e muito melhor do que o vencedor daquela oportunidade.

 

Existe uma cultura também de que o segundo ou terceiro lugares não devem ser comemorados e nem se sentir orgulhoso por eles, sendo que vemos até atletas recusarem usar as medalhas destas categorias quando as recebem, mostrando total desencontro com a ética esportiva, com o bom senso, com o profissionalismo, além de ficar claro que perderam por despreparo mental, e que possivelmente irão perder novamente.

 

Até mesmo o ato de vencer parece ser fácil de ser aproveitado, mas nem sempre, pois em muitos cria a falsa impressão que é insuperável e que não precisa de aprimoramento, mas apenas de comemoração, permanecendo numa postura egoica despropositada.

 

Até porque, muitos vencem não por serem excelentes atletas, mas por terem competido com atletas despreparados, física ou psicologicamente, e que não passam, os tais vencedores, de medíocres ou até apenas se trata de sortudos naquele momento.

 

Seja na derrota, seja na vitória, é importantíssimo e mostra inteligência e profissionalismo, usar do ocorrido para analisar a atuação e aprimorá-la.

 

A meta é ser o número 1, mas é preciso saber conquistar este lugar no pódio, e tanto quem vence, quanto quem perde, faz-se necessário que saiba vencer e perder, pois ambas as posições exigem visão de sabedoria para que se tornem alavancas para melhores rendimentos e conquistas maiores.

 

(conteúdo trabalhado em meu livro LIDERANÇA: AUTORIDADE & PODER, aguardando impressão na editora e na minha palestra ESPORTE & PSICOLOGIA: um casamento perfeito e necessário)

 

Quem é o autor deste artigo: Carlos Alberto Hang, Psicólogo, Doutor e Mestre, Jornalista (SC03991); especialista/pós-graduado em psicologia do esporte, hipnose clínica, sexologia, dependência química, MBA em Liderança e Coaching, psicopedagogia, psicanálise, terapia cognitivo comportamental, educação infantil, e Ciências da Religião, com graduação também em Teologia, Filosofia, História, Letras e formação em hipnose transformacional; International Master Premium em Hipnose; Master PNL Practitioner (NLPEA Association of Excellence/USA); e escritor. Embaixador pela Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix (Genebra/Suíça), é Cônsul de Joinville – Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo, e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de MG na cadeira 148. INSTAGRAM: @carlosalbertohang TWITTER: @hangjornalista FACEBOOK: @opiniaodeumlivrepensadorbyHANG

Block