Sexta, 24/09/2021
Joinville - SC
janeiro 17, 2020
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Uma doença infectocontagiosa, de evolução lenta, que se manifesta principalmente por meio de sinais e sintomas relacionados a lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés. Trata-se da hanseníase, causada por uma bactéria, o Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, um parasita.

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A contaminação da hanseníase ocorre por meio de tosse e espirro de uma pessoa doente e sem tratamento. Não é transmitida no abraço, aperto de mão ou carinho, nem no contato com roupas, pratos, talheres e copos do doente. Pode atingir pessoa de qualquer idade.

Mundialmente, a data de combate à Hanseníase é o último domingo de janeiro, que será o dia 26 este ano. O objetivo é alertar a sociedade sobre a doença e contribuir para a diminuição do preconceito contra as pessoas afetadas e seus familiares.

Em Joinville, as ações são promovidas no trabalho diário das equipes de saúde. Em 2019 foram registrados 15 casos novos de hanseníase no município. De acordo com a enfermeira Aline Rios Simões, do Setor de Hanseníase e Hepatites, do Centro de Vigilância em Saúde, esse número parece baixo, mas 10 deles apresentam elevado grau de incapacidade e alta carga bacteriana, o que significa infecção ativa na cidade. Nos casos de diagnóstico, são examinados os contados de familiares e sociais da pessoa doente.

Os sinais e sintomas da doença são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda de sensibilidade ao calor, à dor e ao tato, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos de braços, mãos, pernas e pés. Por comprometer os nervos periféricos, uma característica principal é provocar incapacidades físicas que podem, inclusive evoluir para deformidades e problemas psicológicos.

“Por isso é importante o diagnóstico para medicar e para prevenir o contágio de outras pessoas”, reforça Aline. O tratamento é feito com poliquimioterapia e, já nas primeiras doses, via oral, a pessoa deixa de ser transmissora da doença. Dependendo da classificação da doença, o tratamento pode durar de 6 a 12 meses.

Em caso de suspeita de contaminação ou dúvidas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde mais próxima de sua casa, ou a Unidade Sanitária, que fica na rua Abdon Batista, 172, Centro. Mais informações pelo telefone (47) 3417.1377, das 7 às 13 horas.

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