Quarta, 25/05/2022
Joinville - SC

Vereadores buscam explicações e soluções para filas na saúde

fevereiro 8, 2022
Vereadores buscam explicações e soluções para filas na saúde
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Os vereadores da Comissão de Saúde se reuniram na tarde desta segunda-feira (7) e discutiram com representantes das Secretarias de Saúde municipal e estadual a situação das filas para cirurgias eletivas (procedimentos de baixa e média complexidade que podem ser programados). Na reunião, os parlamentares também receberam ofícios de hospitais privados da cidade sobre a exigência de passaporte vacinal nas unidades de saúde.

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Em Joinville, pelo menos 8,4 mil pessoas aguardam uma cirurgia eletiva. Os dados foram apresentados pelo representante da Secretaria de Saúde do governo estadual. Desse grupo, 4,8 mil pacientes já estão regulados (nome usado no Sistema Único de Saúde para dizer que um determinado paciente já tem definida a unidade de saúde para tratamento).

Conforme o secretário de Saúde de Joinville, Jean Rodrigues da Silva, a expectativa é que o município consiga realizar perto de 600 cirurgias eletivas por mês até junho. O secretário utilizou como base para a estimativa a previsão orçamentária para esse tipo de cirurgia.

O número apresentado pelo secretário veio após questionamento do vereador Cassiano Ucker (Cidadania) sobre a tendência de ampliação das atuais filas. Ucker estimou, a partir de dados de janeiro apresentados pela secretaria municipal, que, enquanto o município não chegar a 500 cirurgias eletivas mensais, perto de mil pacientes estão entrando na fila no mesmo período.

Presidente da Comissão de Saúde, o vereador Wilian Tonezi (Patriota) observou que as filas podem se tornar ainda maiores, caso haja mutirões para a realização de consultas com médicos especialistas, o que poderia resultar em novas indicações de pacientes para cirurgias eletivas.

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Rodrigues observou que a situação é diferente conforme a especialidade. Embora seja uma fila numerosa, a da oftalmologia, que inclui cirurgias como a de catarata, possui uma rotatividade rápida, tendo poucos casos de espera por tempo muito longo e chegando a ser zerada em alguns momentos, conforme o secretário.

Jean Rodrigues defendeu a necessidade de mais investimentos para a redução das filas da saúde, e afirmou que esse investimento deve ser feito por meio da contratação de serviços na rede privada de saúde, especialmente dos serviços eletivos ou de baixa e média complexidade. Conforme Jean, uma ampliação da rede própria da Prefeitura nesses setores acarretaria outras despesas, como as de zeladoria e segurança. Também acompanharam a reunião os vereadores Brandel Junior (Podemos) e Henrique Deckmann (MDB).

Exigência de vacinação

Um tema que estava na pauta da reunião de hoje era a exigência de comprovação da vacina para visitas em unidades hospitalares e entre os convidados estavam representantes do Hospital Dona Helena e do Centro Hospitalar Unimed.

Porém, ambos os hospitais encaminharam ofícios explicando que, a partir de decisão de seus comitês voltados à prevenção da covid-19, evitam encaminhar representantes a reuniões presenciais fora do hospital.

Em ofício assinado pelo diretor-geral José Tadeu Chechi, o Hospital Dona Helena comunicou que desde janeiro de 2020 toma medidas de combate ao espalhamento da covid-19, tendo suspendido visitas nos primeiros meses. O hospital adotou a prática de dar os boletins médicos por via telefônica ou virtual, e só voltou a receber visitantes à medida que a vacinação foi se ampliando.

Em janeiro de 2022, conforme o documento, o hospital passou a exigir a comprovação das duas doses de vacina para covid-19 ou testes RT/PCR negativos de até 3 dias.

As medidas são semelhantes às que o Centro Hospitalar Unimed têm adotado. Conforme o ofício assinado por Glauco Adriano Westphal, diretor-geral do hospital, um comitê avalia a evolução da doença semanalmente, e a exigência de comprovação de vacinas se aplica a terceiros, bem como a apresentação de testes RT/PCR de até 3 dias.

O debate estaria relacionado ao Projeto de Lei nº 293/2021, de Wilian Tonezi (Patriota), que “proíbe a adoção de medidas discriminatórias restritivas, bem como a aplicação de sanções aos servidores, agentes públicos e munícipes que recusarem” a vacina.

Prestação de contas

Os vereadores definiram também a data da audiência pública de prestação de contas da Secretaria de Saúde sobre o 3º quadrimestre de 2021. O encontro deve ser realizado no dia 28 de fevereiro, às 14h.

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