Domingo, 16/01/2022
Joinville - SC

Vereadores aprovam atendimento preferencial à pessoa com fibromialgia e mobilidade reduzida em Joinville

dezembro 15, 2021
Vereadores aprovam atendimento preferencial à pessoa com fibromialgia e mobilidade reduzida em Joinville
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A Câmara de Vereadores de Joinville aprovou na sessão ordinária desta quarta, 15, o projeto de lei do vereador Pastor Ascendino Batista, propondo atendimento prioritário a pessoas com fibromialgia em estabelecimentos comerciais e órgãos públicos de Joinville.

No Brasil, quase 150 cidades têm a legislação em vigor, entre elas as catarinenses Jaraguá do Sul, Blumenau, Balneário Camboriú, Tubarão, Siderópolis e Balneário Arroio do Silva. A síndrome crônica causa dores pelo corpo, distúrbios do sono, fadiga excessiva, perda de memória, problemas psicológicos, entre outros sintomas.

De acordo com o texto do PL, o benefício seria concedido a munícipes com mobilidade reduzida ocasionada pela doença, após comprovação por meio de diagnóstico médico. A Secretaria Municipal de Saúde emitiria um cartão de identificação, a exemplo das credenciais para idosos e pessoas com deficiência. Além do atendimento preferencial em filas, as pessoas com fibromialgia e dificuldade de locomoção também teriam direito a estacionar em vagas já destinadas aos deficientes.

“É fundamental o reconhecimento da enfermidade para que quem convive com a fibromialgia tenha a sua dignidade respeitada. A aprovação deste projeto por parte da prefeitura seria uma forma de minimizar a exposição e o sofrimento que essa população é submetida diariamente”, destaca o vereador.

O projeto de lei segue para sanção ou veto do prefeito Adriano Silva.

Sobre a fibromialgia

Segundo o reumatologista Pedro Weingrill, a síndrome está associada a uma desregulação do sistema modulador da dor, afetando principalmente os músculos. A dor costuma ser difusa, se manifestando em várias partes do corpo. De causa ainda desconhecida, a fibromialgia acomete a maioria mulheres, entre os 30 e 50 anos de idade. O diagnóstico se baseia nas manifestações clínicas, não havendo exames específicos para a doença.

“Pacientes com fibromialgia passam a ter dor sem um fator que a provoque ou sentem dor a estímulos externos, geralmente indolores, como um simples toque na pele. A pessoa, por vezes, pode ter dificuldade de movimentos por causa da dor, que oscila entre períodos de piora e de melhora”, explica o doutor.

De acordo com a delegada regional Sul da Associação Nacional de Fibromiálgicos e Doenças Correlacionadas (Anfibro), Flavia Mesquita, estima-se que 4% da população joinvilense tenha a doença. “Somos incompreendidos muitas vezes pela classe médica e pela sociedade, que não enxerga essa patologia invisível dentro de um corpo aparentemente saudável. O avanço do entendimento da síndrome e a compreensão, são fundamentais para a melhoria de vida das pessoas com fibromialgia”, garante ela, que também sofre com a doença.

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