Segunda, 20/09/2021
Joinville - SC
janeiro 2, 2020
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No verão todos querem aproveitar para descansar, se divertir e comer tudo o que tem vontade, não é mesmo? Se você é uma dessas pessoas, fique atento à escolha dos alimentos e dos locais em que fará suas refeições. É preciso cuidar com a higiene, especialmente, para não correr o risco de uma intoxicação alimentar.

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A intoxicação alimentar é uma reação causada pela produção de toxinas que se dá durante a multiplicação de algumas bactérias em alguns alimentos, principalmente, quando mal acondicionados.

No Brasil não há dados oficiais recentes, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) releva o problema mundial e crescente da intoxicação alimentar. Números de 2015 do órgão mostram que no mundo, anualmente, 582 milhões de pessoas adoecem e, destas, 351 mil morrem por ingerirem alimentos contaminados. As regiões mais afetadas são a África e o Sudeste Asiático. Mais de 40% dos doentes são crianças com menos de 5 anos. Estima-se que nos EUA ocorram 179 milhões de casos, desses 487 mil são necessárias hospitalizações e 6200 falecem por ano.

Mas o que é a “intoxicação alimentar”? Segundo Dr. Gileade Fagundes, médico de família e comunidade do Hospital das Nações, é o resultado da ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias ou suas toxinas, vírus, parasitas ou produtos químicos. Entre as bactérias mais conhecidas podemos citar a Escherichia Coli, Salmonella SP, Shigella, Clostridium Botulinum e Vibrio Cholerae. Dos vírus, temos o Rotavírus e o Norovírus.

“Os sintomas clínicos da intoxicação alimentar são as náuseas, vômitos e diarreia, de início súbito; entretanto, a perda de peso, a dor abdominal e as manifestações neurológicas também podem estar presentes”, explica o médico.

De acordo com o especialista, a boa notícia é que a maioria dos casos são leves, autolimitados e melhoram somente com medidas suportivas (controle dos vômitos e hidratação). Alguns casos tem potencial para agravar, podendo levar os pacientes a óbito.

Por isso, é preciso prevenir-se do problema e a melhor forma de prevenção, segundo Dr. Gileade, é consumir alimentos frescos, de origem conhecida e controlada. “Se houver dúvida sobre como foi preparado o alimento ou manipulado, deve ser evitado o consumo”, alerta. “Lembrando que no verão deve-se ter maior atenção a refrigeração adequada, já que as baixas temperaturas diminuem a velocidade de multiplicação das bactérias e da produção de suas toxinas”, orienta. “Para os vírus, além desses cuidados, há vacinação contra o Rotavírus, que já é contemplada no Calendário Vacinal fornecido pelo SUS”, informa o médico.

Cuidados no verão: Intoxicação alimentar.

Fatores de risco

A intoxicação alimentar pode apresentar desde sintomas leves até sintomas graves.
Sintomas leves: dor abdominal, náuseas e poucos vômitos.
Sintomas moderados: vômitos incoercíveis associados a dor abdominal intensa, com diarreia volumosa e consequente desidratação.
Sintomas graves: quadros abdominais graves com risco de paralisia muscular e paralisia de musculatura respiratória, com consequente parada respiratória.
Como prevenir?
As dicas de prevenção são essenciais para evitar a intoxicação alimentar nas crianças, bem como em toda família. Confira:
  1. Lavar bem os alimentos antes do consumo, e também os utensílios em que eles serão preparados.
  2. Evitar a ingestão de alimentos com procedência e armazenamento duvidosos, principalmente se estiverem crus (a maior parte das bactérias e suas toxinas é destruída com temperaturas de cozimento (> = 100°C);
  3. Caso faça refeições fora casa, é importante verificar as condições de higiene do local;
  4. Se for ingerir alimentos embutidos, verificar prazos de validade e condições de armazenamento e, nos casos dos enlatados, nunca ingerir alimentos provenientes de latas que estejam “estufadas”, sinal de proliferação inadequada das bactérias.

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