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Servidores indiciados por fraudar diárias

Uma investigação da Diretoria Estadual de Investigações Criminais – DEIC- da Polícia civil revelou um esquema de fraude contra os cofres públicos praticados por pelo menos 38 servidores públicos, das cidades de Rio Negrinho e São Bento do Sul. A utilização indevida do dinheiro público teve início em 2004, apenas um vereador chegou a embolsar mais de R$ 75 mil.



De acordo com a polícia, os vereadores participavam de cursos de qualificação organizados por três empresas do Paraná que não eram ministrados. Os servidores iam até a sede das empresas, realizavam a inscrição, assinavam a lista de presença e não retornavam mais. Um dos investigados se inscreveu por duas vezes em menos de quatro meses para participar destas qualificações.

A investigação durou mais de dois anos, e durante o processo foi constatado que listas de presença eram disponibilizadas pelas empresas contratadas para comprovar os gastos que ultrapassa R$ 1 milhão nas duas cidades. Em 2015, uma das empresas que disponibilizava estes cursos já foi alvo de uma investigação na cidade de Tijucas, onde atuava da mesma maneira. O dinheiro investido nas diárias dos servidores era gasto para uso pessoal.

O investimento para participar destes eventos era de R$ 400, este valor era depositado na conta da empresa que ministrava estes cursos,  o valor das diárias era de R$ 500,00, durante três dias, os servidores permaneciam no hotel, fazendo turismo na cidade.

A câmara de vereadores de São Bento do Sul investiu nestes cursos R$66.488,00. Em Rio Negrinho este valor foi de R$ 615.099,03.  De acordo com Gustava Diniz, que é o Delegado da DIC, dos 38 indiciados pelos crimes de peculato e falsidade ideológica, 12 são ex vereadores, sendo que 2 continuam exercendo o mandato.

Artêmio Corrêa, vereador pelo MDB de Rio Negrinho recebeu 75.206,23, já César Augusto Godoy (PSB), vereador da cidade de São Bento do Sul, recebeu R$ 3.276 em diárias. O ministério Público e o poder judiciário já receberam a denúncia.

Cesar Godoy informou que confirma que fez as inscrições, mas que achou o curso fraco e, por isso, não frequentou todas as aulas, ele também considera que o valor que recebeu é pequeno, se comparado aos demais indiciados. A câmara de Rio Negrinho está colaborando com a investigação realizada pela polícia civil.

 

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