Quinta, 23/09/2021
Joinville - SC
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 “King of the kings”

Chegamos ao final das reflexões das comemorações da Semana Santa que temos em nosso calendário anual, a qual veio para que reflitamos a respeito da passagem, neste Planeta Água, do Mestre Jesus, O qual teve a vida mais “sui generis” que temos conhecimento.

EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA!

 

Recebi mensagem de minha querida amiga e atriz (ex Rede Globo e agora Record) Claudia Alencar, a qual atribuo intensa admiração. Ela me relatou que, enquanto lia meus artigos jornalísticos e digitava para mim, o som do teclado do computador dela era acompanhado com o tiroteio que estava havendo no Rio de Janeiro, ao lado de onde mora, na Favela da Rocinha, que conheci quando eu estava indo para o apartamento da atriz, que fica no bairro São Conrado. Sabemos e entendemos sobre a necessidade do “escândalo” (coisas insatisfatórias), mas mesmo que Jesus tenha afirmado isso, Ele acrescentou: “mas ai daquele que seja a causa deste escândalo“.

Que vivemos num mundo repleto de celerados e facínoras por todos os lados, isto temos ciência, mas não é contraditório, ou pelo menos entristecedor, que isso e outras ações bárbaras e esdrúxulas estejam acompanhando estes dias tão santos e santificadores como da Páscoa, feito apáticos ao sentido da festividade e alheios aos exemplos Daquele que entregou sua vida por eles também?

Páscoa, do hebreu “Peseach“, significa a passagem da escravidão à liberdade, isto é, das mentes trevosas para as lucíferas (repletas de luz). Mesmo que saibamos que estas comemorações detêm mais de 3275 anos com o evento do Êxodo, em que Moisés atravessou o Mar Vermelho (figurativamente falando a respeito da libertação do povo Hebreu do Egito, comemorações estas que eram feitas com sacrifícios de cordeiros e uso de pães ázimos, e que tinham sentido de agradecimento sobre a libertação e uma renovação da aliança com Deus), e que os cristãos agora celebram a passagem de Jesus aqui na Terra, sendo essa visão que quis oferecer durante estes meus artigos acerca destas reflexões, sinalizando que nada adianta rituais e cultos religiosos, e nem trocas de gentilezas, sem que ocorra de fato a renovação da mente, a saída da mente do estado nebuloso.

Está escrito no Livro da Vida: Renovai o mundo, renovando a sua mente. Mas como poderemos ter um Novo Céu e uma Nova Terra se o Homem segue como uma “mula empacada” diante de suas próprias mudanças em direção à luz?

Diante do estigma da corrupção dos seres humanos, falta verdadeiros sentimentos de indulgência, humildade, júbilo, pelo muito e pelo pouco que temos e somos, e que seja feito extremo esforço em si mesmo para acabar com os labéus impregnados em suas almas. Por isso estamos rastejando neste planeta insignificante diante do Universo em sua totalidade.

De que adianta abrirmos nossos ouvidos aos auspícios de muitos mestres, e até compreendermos seus aforismos, se nossa posição é unilateral diante disso tudo, isto é, só o que é conveniente ao nosso ego atribuímos como verdade e a vimos como tal, mesmo que as coisas do ego não pareçam ser do ego algumas das vezes. Como está escrito: enganar a si mesmo, eis o maior pecado.

 As reflexões sobre a passagem de Jesus devem servir para que removamos os obstáculos e eliminemos o “Maya” (ilusão) de nossas mentes que obstam a entrada de Deus em nossas vidas. O que Cristo veio fazer (pois afirmou ser o Caminho) é nos mostrar as setas, mas só nós, através do nosso livre arbítrio, poderemos aceitar a indicação. Nem milagres Deus faz sem permissão, tanto que, toda vez que Jesus curou dizia ao curado: Tua fé o salvou! 

Nenhuma religião ou ritual terá poder sobre isso, mas você apenas, e é através de uma atitude de reavaliação de suas maiores certezas, e de agir com atos acima dos que tem alicerçado sua vida, pois se assim não fosse necessário, sua vida estaria plena de realizações, a não ser que esteja já perfeita, se é que isso for possível em nosso plano terreno. Mas não se apavore, pois todos nós estamos aqui rumo a essa direção (Licht, de Goethe), a não ser os seres Mestres Iluminados que aqui vieram para mais que receber, doar.

Como Jesus mesmo disse: Eu não vim ao mundo para ser servido e sim para servir. No texto “Mal estar na civilização”, Freud nos afirma que: A maior causa de sofrimento do homem é o relacionamento com outros homens. Portanto este é nosso maior desafio, a convivência entre os humanos, pró nosso desenvolvimento neuropsicosocioespiritual, como toda ciência o é nos dias atuais.

Sei que, muitas das pessoas que leram meus artigos sobre a Semana Santa, podem não ter gostado de muita coisa que expus, mas como posso estar equivocado, também posso estar certo, e meu propósito maior não é criar dogmas, mas criar pensadores que criam conceitos próprios, conforme seu entendimento seja protagonistas de suas próprias crenças. E muitas vezes, ao “cego de nascença” que nos indaga a respeito de algo, ou desejamos lhe dar noção de como são as nuvens do céu, poderá acreditar, raciocinando a respeito ou não, pois não teremos como comprovar que as nuvens pairam sobre a sua cabeça, muito menos que são formadas por cristais ou gotículas de gelo, e ainda sobre seus formatos e tonalidades.

Devemos ter fé, mas lembre-se que fé vêm do Grego “pistia” e do latim “fides“, e tem conotação de ter crença, mas também fidelidade. Seja fiel ao propósito de teu aperfeiçoamento e tenha sempre em mente que A Fé sem obras é morta, como nos afirma a Bíblia em Tiago 2,16. E meditemos com Santo Agostinho que, no solilóquio dele com Deus, escreve: Agostinho, eu te criei sem ti, mas não posso te salvar sem ti!. Por isso, depende nós, de um desejo de mudanças de atitudes diante da vida, principalmente das coisas mais prazerosas ao ego, para que o Deus aja em nós.

Sabemos, e isso é bem certo, que o Reino de Deus não virá como atribuem muitos, pois ele está dentro de cada qual, basta que mergulhemos nas profundezas de nossas almas e procuremos o autoconhecimento para haver a autodescoberta, e para que ocorra a verdadeira autorrealização em Emmanuel, o Deus ConoscoFaçamos como nos orientou o grande filósofo da antiguidade através da grande máxima que estava gravada no portal do templo de Apolo, em Delfos, na Grécia: Nosce te ipsum (do latim, Conheça-te a ti mesmo!).


“Eu estarei convosco todos os dias, até o final dos tempos!”

Termino esta série de reflexões acerca da Semana Santa, com a tradução da prece ecumênica do Pai Nosso, direto do Aramaico. Ela está escrita numa pedra de mármore no Monte das Oliveiras, em Jerusalém. Lembremos que aramaico era o idioma usado por Jesus em Seu tempo.

 Esta foi a maneira pela qual quis oferecer uma Feliz Páscoa aos que me são imensamente caros. Que Deus realmente ressurja dentro de cada um de nós e em nós permaneça para todo o sempre.  Peço que façam esta oração do “Pai-Mãe Nosso” com toda a fé e conhecimento que possuam, e que maravilhas ocorram em suas vidas. 

Que as bênçãos do Alto estejam com todos vocês e com seus entes amados. Amém e Amém!

“Quem tem olhos de ver, veja!”

“Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos ! Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil. Ajude-nos a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor. Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas. Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades. Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo. Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda,  E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento. Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento de que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza. Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações. Que assim seja!”

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