Quarta, 29/06/2022
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Secretaria de Saúde alerta sobre o aumento de casos de doenças respiratórias entre crianças

maio 25, 2022
Secretaria de Saúde alerta sobre o aumento de casos de doenças respiratórias entre crianças
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Com a proximidade da estação mais fria do ano, aumenta a preocupação em relação a circulação de vírus que causam doenças respiratórias nas crianças. Nas últimas semanas, tem crescido o número de consultas de crianças com sintomas respiratórios, e a taxa de ocupação de leitos de UTI pediátrico para tratamento de síndromes respiratórias em crianças no Estado tem alcançado índices de 100%.

O Governo do Estado de Santa Catarina está empenhado em garantir o atendimento pleno aos pacientes pediátricos, diante do momento sazonal de aumento de casos de doenças respiratórias, que provocam grande demanda de leitos hospitalares infantis, causando uma sobrecarga no sistema de saúde. No entanto, alerta a toda a população catarinense sobre a importância das medidas de prevenção e proteção contra doenças respiratórias nas crianças, em especial contra a gripe (influenza) e a Covid-19.

Gripe (Influenza)
Conforme o último boletim epidemiológico da gripe, já foram confirmados 157 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por influenza em Santa Catarina, dos quais 28 evoluíram para óbito. A maior parte dos casos de SRAG foi causado pelo subtipo Influenza A (H3N2), responsável por 113 casos e 23 óbitos.

Em relação as crianças de 0 a 9 anos, foram registrados 36 casos e 2 óbitos, sendo 28 casos e 2 óbitos causados pelo vírus Influenza A(H3N2).

Cabe lembrar que a vacina contra influenza trivalente que está sendo utilizada na campanha de vacinação contra gripe protege contra três tipos de vírus: Influenza A (H1N1), Influenza A(H3N2) e Influenza B. Portanto, é de suma importância para a proteção das crianças a vacinação contra influenza.

A segunda etapa da campanha de nacional de vacinação contra gripe (influenza) teve início no dia 02 de maio, com a inclusão de novos grupos prioritários, entre eles as crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade e as gestantes e puérperas (mães até 45 dias após o parto).

As crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade fazem parte dos grupos prioritários para vacinação por apresentarem riscos de desenvolver complicações graves e até mesmo óbito. A vacinação das crianças além de protege-las contra formas graves da gripe, contribuem para reduzir a sobrecarga dos serviços de saúde e a reduzir a ocorrência de surtos nesse público, principalmente nas escolas.

Além disso, as crianças e adolescentes maiores de 5 anos de idade que sejam portadores de comorbidades, como doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas e diabetes) além de outras condições de risco como obesidade, imunossupressão, transplantados e portadores de trissomias também são considerados grupos prioritários.

A vacinação das gestantes e puérperas, além de proteger as mães que possuem alto risco para desenvolverem formas graves de gripe que podem levar a hospitalização e óbito, também protege o bebê nos primeiros meses de vida, por conta da transferência de anticorpos maternos durante a gestação e a amamentação.

As crianças que estão sendo vacinadas pela primeira vez contra a influenza devem receber uma segunda dose, com intervalo de 30 dias após a primeira dose. Já aquelas que foram vacinadas em anos anteriores, devem receber apenas uma dose (dose única).

A vacina influenza tem um excelente perfil de segurança e são bem toleradas. Os possíveis efeitos adversos-pós vacinais são raros, mas se ocorrerem são em sua grande maioria leves, como dor no local da aplicação, febre e dor no corpo, que pode durar até 48 horas. Caso ocorra algum sintoma diferente ou persistente, deve-se procurar um serviço de saúde.

Covid-19
Aos poucos a Covid-19 tem reduzido seu potencial de causar quadros graves e mortes, apesar de ainda se manter uma doença altamente transmissível. Isso ocorre por conta das elevadas coberturas vacinais, que foram capazes de reduzir o impacto do vírus SARS-CoV-2 e suas diferentes variantes em relação a gravidade dos casos.

Assim como adultos, as crianças podem ficar muito doentes após contrair Covid-19, além de apresentarem risco de problemas de saúde de curto e longo prazo, incluindo a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). Após contrair a Covid-19, as crianças podem experimentar uma ampla gama de problemas de saúde novos, recorrentes e contínuos em até quatro semanas após a infecção inicial, como fadiga, tosse, dores musculares e articulares, dor de cabeça, dificuldade para adormecer e problemas de concentração. Esses problemas podem afetar a qualidade de vida das crianças durante um longo período.

As crianças que possuem condições clínicas como asma ou doenças pulmonar crônica, diabetes, obesidade ou doença falciforme ou que tem um sistema imunológico mais fraco estão mais propensas a desenvolverem as formas graves da Covid-19. No entanto, mesmo as crianças sem nenhum tipo de comorbidade podem apresentar quadros graves da doença.

Desde o início da pandemia já foram confirmados 69.797 casos de Covid-19 em crianças de 0 a 9 anos, com 1.257 registros de SRAG por Covid-19 nas quais foi necessária a internação hospitalar e 48 óbitos. Em 2020 foram 15.054 casos com 249 internações por SRAG por Covid-19 e 9 óbitos. Em 2021 foram 29.821 casos com 572 internações por SRAG por Covid-19 e 29 óbitos. E em 2022, até o dia 15 de maio já foram confirmados 24.922 casos de Covid-19, com 436 internações de SRAG por Covid-19 e 10 óbitos.

As crianças a partir dos 5 anos de idade fazem parte dos grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19. Para esse grupo, duas vacinas estão disponíveis: a vacina pediátrica do laboratório Pfizer e a vacina CoronaVac do laboratório Sinovac/Butantan, esta para crianças a partir dos 6 anos de idade. Todas são vacinas seguras e eficazes, aprovadas pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária para uso no Brasil. Possíveis efeitos colaterais da Vacina Covid-19 em crianças são raros, mas quando ocorrem, os mais comuns são leves e duram pouco tempo, como febre, dor de cabeça, dor no braço e cansaço. Caso ocorra algum sintoma diferente ou persistente, deve-se procurar um serviço de saúde.

As gestantes e puérperas também são considerados grupos prioritários, e sua vacinação além de servir para protege-las contra as formas graves, ajuda a proteger o bebê pela transferência de anticorpos pela placenta e amamentação. Para este grupo, estão autorizadas vacinas do laboratório Pfizer e a vacina CoronaVac do laboratório Sinovac/Butantan.

Cobertura vacinal de influenza e Covid-19 ainda é baixa nas crianças
Em relação a vacinação contra a gripe (influenza), até o momento já foram aplicadas pouco mais de 89.447 doses de vacinas contra influenza em crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade, das quais 15.489 foram primeira dose, 474 foram segunda dose e 73.484 doses únicas. Isso equivale a uma cobertura de 20,3%, muito abaixo da meta a ser alcançada de 90% de cobertura até o final da campanha.

Já em relação as gestantes e puérperas, já foram aplicadas pouco mais de 9.976 doses de vacinas contra influenza em gestantes (13,6% de cobertura) e 12.017 doses em puérperas (14,5% de cobertura).

Quanto à Covid-19, já foram aplicadas pouco mais de 397.560 doses em crianças de 5 a 11 anos, das quais 271.660 (cobertura de 42,3%) foram como primeira dose e 125.990 doses (cobertura de 19,6%) foram de segunda dose, completando o esquema vacinal. E um total de 82.400 doses já foram aplicadas em gestantes e puérperas, das quais 36.894 foram primeira dose, 33.930 segunda dose e 11.358 dose de reforço.

 

Medidas de prevenção ajudam a reduzir as taxas de transmissão de doenças respiratórias nas crianças
É sempre bom manter as atitudes de prevenção que tanto auxiliam na contenção da transmissão de doenças respiratórias, com o a gripe e a Covid-19.

Evitar espaços mal ventilados e aglomerações, manter distanciamento físico, lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool gel 70%, praticar a etiqueta da tosse cobrindo o rosto com o antebraço ao tossir ou espirrar, evitar frequentar ambientes coletivos em especial salas de aula se estiver com sintomas respiratórios e usar máscara de forma adequada cobrindo o nariz e a boca sempre que estiver num ambiente público nesse momento de alta transmissão de doenças respiratórias são medidas importantes que devem ser adotadas na rotina.

Além disso, uma alimentação saudável, a prática de atividade física e a ingestão de líquidos ajuda a manter o sistema imunológico ativo. E lembre-se, se estiver com sintomas gripais como febre, tosse, coriza, congestão nasal, dor de garganta entre outros, procure um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento, use máscara e evite circular em espaços públicos enquanto permanecer sintomático.

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