Domingo, 16/01/2022
Joinville - SC

Saúde investiga se morte de menina de 13 anos tem relação com vacina contra Covid-19

janeiro 13, 2022
Saúde investiga se morte de menina de 13 anos tem relação com vacina contra Covid-19
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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), órgão da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, investiga o caso de uma menina de 13 anos que morreu dias após receber a primeira dose da vacina da Pfizer.

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A notícia de uma adolescente de 13 anos, que teria apresentado reações adversas graves após ter sido vacinada com uma dose da vacina contra a Covid-19 viralizou nas redes sociais e causou muita comoção. A mãe da adolescente, Alice Romano Martins, moradora da cidade de Araranguá, no sul do estado, fez uma publicação nas suas redes sociais para contar o que teria acontecido.

Em entrevista à imprensa local, a mãe contou que a menina recebeu a primeira dose da vacina Pfizer no dia 9 de novembro, em um posto de vacina da cidade da cidade de Orleans, onde morava com o pai. Cinco dias depois, a jovem começou a vomitar e ter paralisia em um dos lados do rosto. Levada ao médico, foi diagnosticada com paralisia de Bell, que pode ser causada por infecções ou pelo sistema imunológico.

A menina recebeu tratamento com corticoides, mas os sintomas se agravaram, apresentando fraqueza muscular e lentidão de movimentos e fala.  Para saber o que estava acontecendo, a mãe da adolescente procurou atendimento no Hospital Regional de Araranguá. No dia 29, após uma piora no quadro de saúde, ela foi novamente atendida no hospital, apresentando depressão respiratória.

Ela foi intubada e transferida dia 02 de Janeiro, para o Hospital Infantil Joana de Gusmão, de Florianópolis, onde, segundo a mãe, após vários exames realizados foi detectada uma infecção no cérebro da filha, mas sem uma causa definida.

“O médico disse que estavam tratando ela com antibióticos, mas que não estavam conseguindo baixar a febre. A pressão da minha filha começou a baixar; eles tentaram a noite toda, mas durante a manhã o quadro dela se agravou, então me chamaram na ‘salinha’ e falaram que nada mais poderia ser feito, pois a infecção atingiu uma parte importante do cérebro. Às 10h15 minha filha faleceu”, disse a mãe, afirmando que sua filha não possuía problemas de saúde. “Minha filha sempre foi saudável e agora está morta e ninguém achou a causa”, afirmou Alice.

Após oito dias internada, a adolescente, acabou falecendo na manhã de segunda-feira, dia 10. A direção do Hospital Infantil Joana de Gusmão informou que não poderia repassar informações sobre pacientes, somente a Secretaria de Estado da Saúde poderia falar sobre o caso.

A DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde Santa Catarina de Santa Catarina, em breve nota enviada ao Portal Agora, disse que já foi notificada sobre o óbito da adolescente, e que está investigando se a causa da morte está relacionada com a vacina contra a Covid-19.

Nota na íntegra

“A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC) informa que recebeu a notificação do óbito de uma menina de 13 anos, na capital, nesta segunda-feira (10). O caso foi notificado pelo município como possível Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV), temporalmente associado a aplicação da vacina. No entanto, considerando que a notificação de qualquer EAPV deva ocorrer em um prazo de até 30 dias após o recebimento da vacina, é necessário avaliar com cautela essa informação, pois o óbito pode estar associado a outras causas e não necessariamente à vacina. Sendo assim, o caso está sendo investigado“.

 

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