Quinta, 23/09/2021
Joinville - SC
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Um atleta que atua com receio de cometer erros, não ousa em ação, e tem seu rendimento inapropriadamente conservador. Mas o medo tem diversas ações, conforme sua intensidade.

De um lado temos o problema com o atleta que tem autoconfiança sem medida e é desprovido de medo, o qual geralmente acaba cometendo erros que provocam perdas consideráveis na competição, pois atua muito por instinto, sem Inteligência Emocional (IE), sendo confiante demais, sem medir possíveis e consideráreis consequências de seus atos e compreender a dinâmica contextual da ação pretendida.

Temos aquele atleta que tem medo demais de ousar, transformando sua atuação numa ação conservadora e limitante, tornando-se medíocre seus resultados e um atleta sem expressão.

Mas temos aqueles que têm adequadamente dosado o seu medo, o qual é usado para evitar exageros, ousar ações que provoquem possivelmente erros e perdas consideráveis, é o medo que o traz para a realidade, que o protege, que o afasta de ações instintivas.

Seja mediante a medo exagerado, seja mediante a falta de medo, faz-se necessária a atuação em caráter emergencial do psicólogo do esporte numa possível busca de equilíbrio, aliviando os sintomas desta falta ou demasia do medo sentido.

Treinadores e técnicos devem também evitar ao máximo as críticas severas aos atletas que cometem erros e perdem jogadas importantes por terem ousado em ação competitiva, pois conforme a composição mental do atleta, tenderá a jogador recriminado a evitar ações necessárias de ousadia em jogo, sem as quais perde possivelmente a possibilidade de fazer a diferença no placar final ou alcançar a medalha desejada.

O que é preciso ser feito é analisar os atos cometidos e suas consequências, o que foi feito de errado, o que poderia ser feito para não ocorrer o erro, entre outras análise que promovam o aperfeiçoamento da atuação ousada.

É deveras importante que, nos treinamentos, ocorram oportunidades de exercícios que contemplem atos ousados, para que o cérebro esteja acostumado ao inusitado, e saiba o jogador medir melhor as consequências dos mesmos.

Vale destacar que uma decisão de maior risco promovida pelo atleta que não deu o resultado esperado, não é culpa totalmente dele, pois pode depender também do nível da equipe de trabalho dele mesmo naquela jogada, bem como do preparo do time adversário para tal situação inusitada.

Que o medo esteja presente sim, mas na medida necessária para que sirva de ferramenta para a acolhida de bons resultados.

(conteúdo trabalhado em minha palestra ESPORTE & PSICOLOGIA: um casamento perfeito e necessário)

 

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