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PSICOLOGIA DO ESPORTE: Síndrome de Burnout by Carlos Alberto Hang

novembro 3, 2021
PSICOLOGIA DO ESPORTE: Síndrome de Burnout by Carlos Alberto Hang
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Burnout é uma síndrome multidimensional, e enquanto tal, um conjunto de sintomas proveniente de esgotamento do indivíduo, ocorrendo perda de energia física e mental, exaustão, fadiga, desânimo, desistência e afins, geralmente provenientes a grandes cargas de pressão interna e externa sofridas por longo período de tempo, com pouca resistência sobre tal ou em associação a demais problemas que ocorrem na vida do sujeito.
Pode ser originada por uma exigência, não somente externa, mas do próprio indivíduo sobre si mesmo diante de aspiração em alcançar objetivos grandiosos demais para si em determinado momento e em caráter imediatista, como também por pressão da sociedade e família, relacionamento dificultoso com a equipe técnica e com demais atletas, ou até mesmo pela mídia e torcida.
Problemas de postura do treinador, treinamentos repetitivos e monótonos, competitividade entre o grupo de atletas afins, competição exagerada, busca por perfeição a todo custo, consciência dos limites das próprias habilidades esportivas que não consegue suplantá-las, decepção diante dos resultados esperados por terceiros e por si mesmo, problemas de ordem financeira, falta de reconhecimento profissional, descrença da família e demais sobre a capacidade do atleta, falta de apoio familiar, sexualidade confusa ou descontrolada, uso de entorpecentes e droga lícitas que corroboram com a queda de rendimento esperado, gerando frustração que não consegue lidar adequadamente, sentimento ou realidade de isolamento diante do grupo, fazendo com que não se sinta pertencente ou de grande importância para o mesmo, falta de perspectiva de crescimento no clube a que pertence, etc.
Além do clássico quadro de exaustão emocional, ocorre um processo de despersonalização e de perda de realização pessoal, que muitas vezes acarreta ni rompimento do trabalho ou desistência total dele pela baixa crença de superação, além de um estado de apatia ou de agressividade oscilante e sobre aspectos fúteis.
Várias são as manifestações decorrentes desta síndrome, como sonolência constante ou não conseguir dormir, indiferença ou inquietude constante, sentimento de impotência ou cansaço, depressão, isolamento, ataques de fúria, descontrole emocional constante, não saber mais o que se quer, perda de objetivos, não consegue lidar positivamente com frustração ou com reprimendas ou críticas, sexualidade à flor da pele, apelando para práticas abusivas ou perigosas, ate a apatia diante do sexo, perdendo o desejo ou o gozo, abuso de drogas licitas ou uso de ilícitas, perda total de motivação mesmo diante de bons resultados, não acredita mais no próprio potencial, etc.
O ser humano precisa ter autonomia, ter relações humanas saudáveis e nível adequado de competência para alcançar os objetivos que projetam, e esta trindade é prejudicada pela síndrome de bournout, e precisa o seu detentor buscar ajuda ou ser orientado a tal, quando não percebe estar acometido desta síndrome, pois naturalizou tais comportamentos ruins.
O tratamento é prolongado geralmente, pois ele estende a várias dimensões do ser humano, bem como é preciso um trabalho de fortalecimento para que não ocorra uma recaída durante ou pós-tratamento, que pode ser pior do que a anterior.
Muitos atletas, bem como treinadores, acabam desistindo das carreiras por acreditarem não terem potencial para tal, por perderem a crença em si mesmo diante da distorção conceitual de si mesmo que tal síndrome promove neles, até mesmo por não se perceberem adoentados por ela, acreditando que faz parte das próprias limitações naturais deles.
Eis mais um exemplo prático do quando, qualquer time de futebol profissional de fato, deve ter em sua equipe um profissional da psicologia do esporte, formado em psicologia e especializado na área tal, e muito bem remunerado, e não um mero gestor motivacional que só maquia um trabalho sério que não sabe fazer.
O psicólogo do esporte, além de trabalhar com controle e tratamento, opera principalmente na questão preventiva, numa tentativa de evitar o adoecimento dos atletas, treinadores e equipe técnica, para que cada qual esteja apta a dar o melhor de si diante suas potencialidades.
Nenhum time de futebol, como atleta de ponta, pode realmente ser considerado profissional e competitivo neste século 21, se não tiver em sua equipe um psicólogo de esporte muito bem preparado, e não existe quem possa substituir este profissional nos demais integrantes da equipe técnica, sendo isso amadorismo e falta de responsabilidade pelo trabalho sério que deve ser produzido no esporte competitivo do atual século.

(conteúdo trabalhado em minha palestra ESPORTE & PSICOLOGIA: um casamento perfeito e necessário)

Quem é o autor deste artigo: Carlos Alberto Hang, Psicólogo, Doutor e Mestre, Jornalista (SC03991); especialista/pós-graduado em psicologia do esporte, hipnose clínica, sexologia, dependência química, MBA em Liderança e Coaching, psicopedagogia, psicanálise, educação infantil, e Ciências da Religião, com graduação também em Teologia, Filosofia, História, Letras e formação em hipnose transformacional; International Master Premium em Hipnose; Master PNL Practitioner (NLPEA Association of Excellence/USA); e escritor. Embaixador pela Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix (Genebra/Suíça), é Cônsul de Joinville – Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo, e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de MG na cadeira 148.  INSTAGRAM: @carlosalbertohang  TWITTER: @hangjornalista  FACEBOOK: @opiniaodeumlivrepensadorbyHANG

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