Sexta, 24/09/2021
Joinville - SC
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Não somente por parte de muitos torcedores e jogadores, mas principalmente na equipe técnica, que percebemos uma postura egocentrista diante dos resultados obtidos, ajudando a desestruturar todo o conjunto de trabalho.

 

Quando vence uma partida ou conquista um título, muitos acreditam ser devido a sua participação em especial. Já quando empata, buscam dividir a condição com os demais, por falta de destaque maior ter esta condição. Mas quando perde a competição, a culpa é sempre alheia.

Tais atitudes contribuem para uma desestabilização do trabalho em equipe e do desenvolvimento do mesmo.

Está para muito além dos resultados, como vencer, empatar ou perder, as conquistas que se pode obter com eles, quando os usam para reflexão, revisão, aprimoramento e fortalecimento da união de todos os envolvidos, sendo desta maneira, possibilidades de amadurecimento e de resultados melhores provavelmente advirão.

Este sistema de egocentrismo geralmente não é percebido por seus agentes, por estarem mergulhados no próprio eu. É o psicólogo do esporte que percebe e analisa esta dinâmica,s e procura mediar tais situações, trabalhando com os sujeitos, tanto acionantes destes lemas antiesportivos, quando aos que sofrem com eles humilhação e desânimo.

A beleza da prática esportiva está em aprender a vencer e perder, e comungar as vitórias e as derrotas com toda a equipe, sem condenações, mas como ferramentas de aprimoramento de todos.

Se for só conquistas, o que está bom, pode sempre ficar melhor. Se for somente derrotas, o que não está funcionando, pode ser suplantado com um trabalho de equipe séria e dinâmica, com grandes possibilidades de transformação positiva. Somente atitudes egoicas não produzem efeito positivo algum.

(by Carlos Alberto Hang; psicólogo, jornalista (SC03991)  coach)

conteúdo trabalhado em minha palestra ESPORTE & PSICOLOGIA: um casamento perfeito e necessário)

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