Segunda, 16/05/2022
Joinville - SC

PSICOLOGIA DO ESPORTE melhor dos piores, ou pior dos melhores? by Carlos Alberto Hang

março 21, 2022
PSICOLOGIA DO ESPORTE melhor dos piores, ou pior dos melhores? by Carlos Alberto Hang
Compartilhar
Ouvir publicação
Podemos afirmar aqui que a PSICOLOGIA E A FILOSOFIA DOS RESULTADOS ESPORTIVOS tem várias nuances a se considerar, seja em que placar resultar, isso se quisermos obter resultados melhores, ou pelo menos mantivermos algum a contento.
Muitos, amadoramente ou por limitada visão, comemoram certos resultados que pouco se tem para comemorar, ou se entristecem com outros que pouco se teria para tal.
Ganhar e perder sofrem avaliações relativas e que dependem de várias questões que tornam o ganho ou a perda de determinado tamanho.
Muitas vezes, quando temos visão de sabedoria, aprendemos mais com as perdas do que vencendo.
Vencer um jogo ou atingir o ouro como medalha, mesmo que possa e deva ser comemorado, merece reflexão e pé no chão e visão de presente e futuro sobre tal.
Diante da perda ou ganho no placar, é preciso utilizar sempre questionamentos como o de que nível se tratava os concorrentes, por exemplo.
Pode-se sair vencedor até por W.O., por exemplo, ou por estar numa campeonato com times ou atletas muito fracos diante de nós.
Pode-se perder por estar competindo com times ou atletas fortes, que neste caso realmente merece ser comemorado, mesmo com outros questionamentos a serem feitos para que se aprimore o próprio desempenho diante disso, como o que levou um time tão forte, com imensa estrutura perto do meu, perder para o meu time? Será que eu fiquei mais forte que ele ou ele ficou mais fraco? será que venci apenas por distração alheia ou pela técnica melhor que eu tenho?
Matematicamente, claro que o que importa são os resultados, mas quem comemora e se empolga com qualquer resultado em soma, tende a ser frustrado diante disso em seguida, pois não se trata de uma base resultante de resultados positivos conquistadas de fato, alguma das vezes, mas por sorte ou deslize alheio, e vive-se então, como sempre digo, no balanço da roleta russa de resultados. Vai ficar esperando a boa sorte ou a falha alheia para conquistas melhores resultados?
Basta vencer alguns jogos, que começa a alimentar a fantasia de que é o melhor, e que tem tudo para ganhar um campeonato. Doutro lado, basta perderem alguns jogos, que buscam um bode expiatório para culpabilizar, e geralmente é o técnico, que pateticamente os times profissionais com visão amadora, depositam nisso, diretamente, como uma suposta mudança vir a ocorrer se for trocado de profissional desta área, e pode estar para muito além os problemas de fato ou até este técnico ser um dos poucos ponto positivos que ainda mantinham resultados melhores.
Isso é falta de visão ética, profissional e de psicologia, na maioria das vezes, além de assinarem atestado de incompetência e de profissionalismo em saber lidar com situações difíceis, em avaliar resultados e desempenhos, logo utilizam métodos infantilmente mais fáceis para fazer de conta que tomaram ação, simplesmente buscando um culpado e o penalizando para dizerem que estão fazendo algo pelo time.
É deveras importante avaliar o desempenho dos seus concorrentes e se preparar técnica e psicologicamente para enfrentá-los, mas mais do que isso, é preciso ter foco no próprio desempenho, na própria evolução, e o que vier de resultado, será a consequência disso tudo.
A visão depende do nível de profissionalismo de cada qual, pois tem gente que se contenta em ser o MELHOR DOS PIORES e outros preferem ser o PIOR DOS MELHORES.
Geralmente os primeiros tendem a se basearem em ilusão, fantasia e vivem regidos pelo próprio ego, e os segundos passam a alimentar uma paixão mais elevada, conceitual e realista diante de tal.
Enquanto a diretoria e presidência de um clube, bem como seus atletas, não tiverem pé no chão, visão de sabedoria, humildade na avaliação de todo e qualquer resultado que obtiverem, se manterão no amadorismo e viverão regidos pela boa sorte, pela esperança da falha alheia, e festejarão e se sentirão poderosos ao vencerem os fracos, e doutro lado, punirão os não culpados por perderem dos fortes, tendo um caminho repleto de frustração e mediocridade esportiva.
(conteúdo trabalhado em minha palestra ESPORTE & PSICOLOGIA: um casamento perfeito e necessário)
Quem é o autor deste artigo: Carlos Alberto Hang, Psicólogo, Doutor e Mestre, Jornalista (SC03991); especialista/pós-graduado em psicologia do esporte, hipnose clínica, sexologia, dependência química, MBA em Liderança e Coaching, psicopedagogia, psicanálise, terapia cognitivo comportamental, educação infantil, e Ciências da Religião, com graduação também em Teologia, Filosofia, História, Letras e formação em hipnose transformacional; International Master Premium em Hipnose; Master PNL Practitioner (NLPEA Association of Excellence/USA); e escritor. Embaixador pela Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix (Genebra/Suíça), é Cônsul de Joinville – Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo, e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de MG na cadeira 148.  INSTAGRAM: @carlosalbertohang  TWITTER: @hangjornalista  FACEBOOK: @opiniaodeumlivrepensadorbyHANG

Block