Segunda, 16/05/2022
Joinville - SC

PSICOLOGIA DO ESPORTE: falta de rendimento esperado… by Carlos Alberto Hang

fevereiro 2, 2022
PSICOLOGIA DO ESPORTE: falta de rendimento esperado… by Carlos Alberto Hang
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Pesquisados descobriram que, os maiores erros ocorridos durante as guerras, se devem por soldados que não souberam lidar com o MEDO e o PÂNICO, diante de situações inusitadas e estressantes, fazendo com que tomassem ações equivocadas e apressadas, sem o adequado domínio da razão, do raciocínio.

A Marinha dos EUA tem um rigoroso trabalho de avaliação e seleção dos soldados através de provas em que são acometidos por MEDO e PÂNICO. Um dos exercícios é colocar os soldados no fundo de uma piscina e tirar o tubo de oxigênio deles e amarrar os tubos que levariam ar para eles, deixando com que deem um jeito nesta situação, a qual gera imensa carga estressante acionada pela falta de ar e medo de morrer afogado. Isso os ajuda a aprender a lidar movidos mais pela razão durante eventos de medo e pânico.

Sobre este contexto, descobriram que, nem sempre os mais fortes, mais rápidos, mais inteligentes e mais preparados tecnicamente, passavam, pois lhes faltava o essencial para não neutralizar todas estas características, que é aprenderem a agir durante o estado de medo e pânico, de situações estressantes.
O alto comando percebeu que, muitas das vezes, era um soldado que veio de uma vida pacata de um sítio do interior, sem grande nível escolar e sem destaque físico, que vencia os demais e era aprovado, pois lidava mais naturalmente diante de situações de conflito e medo, por lidar com tais fatores estressantes com os animais, lagos e rios, muitas vezes durante a vida.

Dentro da perspectiva da neurociência, é a AMIGDALA a primeira que é acionada no cérebro diante de fatores estressantes provocados pelo medo, e depois o córtex pré-frontal, com a diferença que na primeira ocorrem reações automáticas, enquanto no segundo ela passa pelo raciocínio. Na amigdala temos uma espécie de centro de memória do medo, enquanto no córtex pré-frontal parece servir de amenizador dos efeitos da amígdala durante estados de medo, pois diminui a atividade dela.

É preciso treinar o atleta para que ele saiba lidar com uma e com a outra, e melhor utilizar o recurso do córtex pré-frontal, e isso pode ser feito com a ajuda do psicólogo do esporte, com exercícios de condicionamento dos sinais da amígdala, aprendendo também a reprimir o medo e o pânico, os quais fazem com que ele aja de maneira errada durante uma competição, pois faz perder o foco da técnica e do contexto real vivido no momento.

O grande MICHAEL JORDAN afirma que seus lances mais marcantes em quadra foram ensaiados mentalmente antes. Sim, ele agiu corretamente, pois é preciso gerar uma perspectiva futura, treinar as jogadas possíveis através do pensamento, imaginar situações inusitadas, vendo-as e vivenciando-as como reais, para que na hora da jogada de fato, o cérebro esteja mais apto a tomar o melhor comando possível.

Craques como Pelé, ao jogar, tinha esta linha de perspectiva ampla, conseguindo analisar a jogada para além do momento estressante, mas visualizava toda a jogada, tanto que, quem o assistia, sentia a segurança dele em seus passes, como se soubesse realmente o que estava fazendo, se conhecesse de fato as jogadas alheias e brincasse com ela, feito um balé sincronizado em campo. Isso é saber lidar com o estresse, o medo, o pânico, racionalmente, e para tal se treina mentalmente através de diversos exercícios que o psicólogo do esporte pode sinalizar conforme cada caso e atleta.

O cérebro tem amplo efeito de plasticidade, e vai se aperfeiçoando na medida em que enfrenta problemas, contextos diferenciados. Sendo assim, é preciso que o treino dos atletas seja feito em diferentes perspectivas, em situações nada comuns diante da maioria de seus habituais treinos, não sendo mais novidade muita coisa que os pegaria, como popularmente dizemos, de CALÇAS CURTAS. E este exercício deve ser praticado em campo com a equipe técnica, e com o psicólogo do esporte, a nível mental, podendo ser usadas as ferramentas da PNL e da HIPNOSE para tal.

Finalizando por hoje este assunto que renderia muito mais reflexões, devemos ter sempre em mente que nem sempre é o atleta mais talentoso, rápido e preparado física e tecnicamente, que apresenta melhores resultados, mas o que aprendeu a controlar o seu medo, ansiedade e pânico, principalmente durante uma competição, que tem o melhor preparo psicológico a ser a favor dele, e não contra ele, e isso está bem claro em times e clubes e atletas profissionais de fato e que podem competir como tais, seja nacionalmente, seja internacionalmente, e por isso contratam um psicólogo do esporte realmente preparado para ajudá-lo neste sentido.

(conteúdo trabalhado em minha palestra ESPORTE & PSICOLOGIA: um casamento perfeito e necessário)

Quem é o autor deste artigo: Carlos Alberto Hang, Psicólogo, Doutor e Mestre, Jornalista (SC03991); especialista/pós-graduado em psicologia do esporte, hipnose clínica, sexologia, dependência química, MBA em Liderança e Coaching, psicopedagogia, psicanálise, terapia cognitivo comportamental, educação infantil, e Ciências da Religião, com graduação também em Teologia, Filosofia, História, Letras e formação em hipnose transformacional; International Master Premium em Hipnose; Master PNL Practitioner (NLPEA Association of Excellence/USA); e escritor. Embaixador pela Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix (Genebra/Suíça), é Cônsul de Joinville – Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo, e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de MG na cadeira 148.  INSTAGRAM: @carlosalbertohang  TWITTER: @hangjornalista  FACEBOOK: @opiniaodeumlivrepensadorbyHANG

 

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