Segunda, 04/07/2022
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Psicóloga do Sistema Hapvida elenca boas práticas para o bom relacionamento em tempos de comunicação digital priorizada

fevereiro 18, 2022
Psicóloga do Sistema Hapvida elenca boas práticas para o bom relacionamento em tempos de comunicação digital priorizada
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Da noite para o dia, em 2020, empresas de todo o mundo se viram obrigadas a adaptar as suas rotinas para o mundo digital em virtude da necessidade de distanciamento social. Ainda hoje, em 2022, há muitos profissionais que estão trabalhando em casa. E a tendência é que, mesmo após o fim da pandemia de covid-19, que esperamos ocorrer neste ano, muitas organizações não voltem integralmente para a rotina presencial e adotem modelos híbridos.

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de Whatsapp Aconteceu em Joinville

Thaize de Faveri, psicóloga do Sistema Hapvida

O ganho da proteção contra o coronavírus teve um efeito colateral emocional: um estudo publicado no “Journal of Applied Psychology” abordou os impactos psicológicos negativos deixados pelo excesso de videochamadas. Alguns cuidados podem ser adotados para preservar a saúde emocional neste novo cenário de comunicação digital priorizada.

As reuniões on-line, por exemplo, devem ser mais curtas e realizadas com mais pausas. É possível utilizar outras ferramentas, como e-mail, mensagens de texto e áudio. Na hora de fazer o agendamento de reuniões, é essencial ter o cuidado com o outro de preservar os intervalos, para não sobrecarregar o colega de trabalho. Precisa falar com ele por telefone? Que tal marcar um horário ou enviar uma mensagem antes, perguntando sobre a disponibilidade da pessoa?

Não tenha dúvidas de que vale a pena ser empático, educado, flexível, ético, saber ouvir e resolver conflitos. Ter habilidades comportamentais gera um bom vínculo nas relações interpessoais. Seja no mundo virtual ou presencial, são grandes diferenciais para o mercado de trabalho e para a vida.

É preciso aprender a entender e respeitar o tempo do outro, que tem outras tarefas a desempenhar e não está sempre disponível. Com a facilidade das mídias as pessoas se tornaram muito imediatistas e, assim, acabam tendo dificuldades em esperar. Todas as atividades demandam um tempo de execução, no trabalho não é diferente, mas o ideal é, após o recebimento da mensagem, que ela seja respondida dentro de 24 horas, se for possível.

Uma boa prática é estabelecer horário de início e fim para tudo que é relacionado ao trabalho. No WhatsApp, é possível retirar o modo “visualizado e visto por último” para ajudar a não se sentir na obrigação de responder; e colocar no status a informação dos dias e horários de expediente. Como o uso do aparelho é pessoal também, essas ações ajudam a estabelecer limites, que são necessários.

Moderação e bom senso nunca são demais, inclusive nos conteúdos postados nas redes sociais. Organize os pensamentos antes de escrever e se coloque no lugar de quem irá ler. Considere a ferramenta que você está utilizando. E-mails geralmente são mais formais e no WhatsApp, por exemplo, é possível ser mais informal. Se for mandar áudio, lembre-se de que nem sempre o receptor está com tempo e um local adequado para ouvir longas mensagens. E não se esqueça de que o excesso de informação e o teor dela também podem ser tóxicos. Filtrar os conteúdos do seu feed é uma boa forma de ter autocuidado.

Outro risco que precisamos estar atentos é o do isolamento. Não é raro vermos pessoas reunidas entre si fisicamente, mas cada um atento à tela do próprio smartphone. A escolha por priorizar relacionamentos virtuais em detrimento das experiências presenciais traz consigo a possibilidade de prejuízos à saúde emocional e às relações com as pessoas próximas. Relacionamentos virtuais podem afastar as pessoas do contato presencial e, com o tempo, a pessoa se percebe sozinha, com sentimentos de tristeza e angústia. Outro risco é desenvolver dificuldade de se relacionar com as pessoas de forma presencial pelo fato de no mundo virtual conseguir lidar melhor com a timidez, por exemplo.

Percebo uma grande necessidade nas pessoas de estarem sempre conectadas nas mídias e com o celular o tempo todo por perto. Esse comportamento tem o potencial de gerar uma grande dependência e prejudicar as relações entre as pessoas. As tecnologias são ferramentas que podem auxiliar muito, desde que usadas de forma saudável, com moderação e consciência.

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