Sabado, 13/08/2022
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Projeto proíbe cigarros eletrônicos e narguilés em locais públicos

julho 2, 2022
Projeto proíbe cigarros eletrônicos e narguilés em locais públicos
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Com 21 votos favoráveis e 19 contrários foi aprovado projeto de lei proibindo o consumo de cigarros eletrônicos e narguilés em espaços públicos fechados, parques e praças. O projeto foi apresentado por integrantes da Escola Raul Pompéia, de Campo Erê, que participam da 29ª edição do Parlamento Jovem e a votação ocorreu na tarde de quinta-feira (30), no Plenário da Assembleia Legislativa.

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Segundo os propositores da lei aprovada, o narguilé pode causar intoxicação por monóxido de carbono e o ácido benzóico, presente nos cigarros eletrônicos, causa inflamações nos pulmões, aumentando o risco de pneumonias graves.

Ordem do dia: votação dos projetos de lei e moção FOTO: Vicente Schmitt/Agência AL

“O cigarro eletrônico está em alta, há uma febre, com 10 minutos utilizando são 30 mg de nicotina ingeridas, equivalente a um maço e meio de cigarros, é muito prejudicial à saúde”, informou a deputada Bruna Isadora Gerhardt. 

Cigarro eletrônico: o perigo está cada vez mais no ar

Os cigarros eletrônicos são compostos, no geral, de uma lâmpada de LED, bateria, microprocessador, sensor, atomizador e cartucho de nicotina líquida.

Os dispositivos funcionam a partir do aquecimento do líquido, que produz o vapor inalado pelos usuários. Além disso, é comum que esse líquido contenha outras substâncias além da nicotina, como acroleína, propilenoglicol, glicerina e aromatizantes. E vale ressaltar que essas substâncias estão presentes mesmo nos cigarros eletrônicos que não contêm nicotina.

Cigarro eletrônico faz mal à saúde?

Não há estudos que comprovem todos os malefícios dos cigarros eletrônicos. Ainda assim, pesquisas apontam que os dispositivos podem fazer mal à saúde, mesmo no caso das opções sem nicotina e mesmo que possam ser menos nocivos que os convencionais, já que não produzem alcatrão ou monóxido de carbono, que causam doenças pulmonares e câncer.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o vapor emitido pelos aparelhos pode causar ou aumentar as chances de infecções pulmonares (como enfisema pulmonar). O Inca reforça que os dispositivos não são seguros, podendo também causar dermatite, doenças cardiovasculares e até mesmo câncer.

Além disso, o Instituto alerta para o risco de experimentação do cigarro convencional, que pode ser três vezes maior para pessoas que usam cigarro eletrônico. Sendo quatro vezes maior o risco de que a pessoa se torne usuária do cigarro convencional, o que acarretaria outros prejuízos à saúde, já conhecidos e relacionados à prática.

 

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