Sexta, 30/07/2021
Joinville

PRF deflagra operação contra envolvidos no acidente que matou 19 pessoas na BR-376

maio 25, 2021
PRF deflagra operação contra envolvidos no acidente que matou 19 pessoas na BR-376
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A Polícia Civil do Paraná deflagrou uma operação contra envolvidos em um acidente que matou 19 pessoas na BR-376, em Guaratuba, no litoral do estado, em janeiro deste ano. Mandados são cumpridos, na manhã desta terça-feira (25), no Pará e em Santa Catarina.

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De acordo com as investigações, o alvo da operação é uma organização criminosa envolvida no transporte clandestino de passageiros. Agentes cumprem 15 mandos de busca e apreensão.

Segundo a polícia, o laudo pericial do acidente feito pela Polícia Científica do Paraná apontou que o motorista trafegava em alta velocidade e que o freio funcionava parcialmente, no momento do acidente.

O delegado Edgar Santana disse que o veículo trafegava a 96 km/h a 250 metros do ponto do acidente. A velocidade permitida para o trecho é de 60 km/h.

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“O motorista no depoimento foi categórico ao afirmar que a causa determinante do acidente foi a falta de freios. No entanto, os peritos constataram que 10 segundos antes da colisão com a mureta de contenção, o ônibus reduziu a velocidade de 96 km/h para 54 km/h, o que evidencia a atuação do sistema de freio”, afirmou.

O laudo apontou ainda que uma das causas do acidente foi a falta de manutenção do veículo.

Segundo o delegado, o proprietário do veículo estava ciente da possibilidade do acidente e colocou em circulação um ônibus sem condições de trafegar. O investigado deve responder por homicídio com dolo eventual.

Ainda conforme as investigações os passageiros foram transportados de forma clandestina, após a Polícia Civil constatar que as informações presentes na licença de viagem emitida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não corresponderem à realidade.

Santana afirmou que, diferentemente do que havia sido informado, a viagem não se trata de fretamento turístico ou eventual, mas sim de transporte clandestino de passageiros.

“O transporte realizado por essas pessoas não tinha nenhuma finalidade turística ou eventual. O que ocorreu foi a venda de passagens, atuando essas empresas como se fosse o transporte rodoviário interestadual de passageiros”, afirmou.

Para o delegado, a conduta da empresa se encaixa nos crimes de usurpação de função pública e organização criminosa, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão.  Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em Ananindeua (PA) e Belém, além de Florianópolis. litoraneafm

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