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Plantas Carnívoras : Floricultura de Joinville faz sucesso no Brasil

março 25, 2022
Plantas Carnívoras : Floricultura de Joinville faz sucesso no Brasil
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Plantar e comercializar plantas e flores é comum em qualquer parte do mundo. Um comércio que gira milhões de reais, principalmente dependendo do tipo de planta ou flor. Porém, existe um ramo curioso que é o plantio de carnívoras.

 

E um exemplo fica aqui, em Joinville. O casal, Valdemar Schossland e Cristiane Feliciano, abriu a floricultura em 1995, seguindo o mesmo padrão de todas as outras floriculturas do ramo. Valdemar relata que sempre gostou de plantas exóticas, mas tinha uma atenção especial com as plantas carnívoras que eram entregues por fornecedores de São Paulo.

“Daí vinha a frustração de que ninguém sabia ao certo como cultivar. Então, tratei de estudar e peguei o gosto pelo hobby e tornar nossa loja especializada em plantas carnívoras. Foi a consequência natural”, disse. A partir disso, começou um intenso trabalho de cultivo, surgindo então essas espécies: nepenthes, dionaea, pinguiculas, sarracenias, droseras, utricularias, esporadicamente cephalotus e heliamphoras.

Os preços variam conforme espécie. Para quem deseja ter uma ideia, pode acessar a página no www.plantascarnivorasbrasil.com.br. Os cuidados variam um pouco conforme a espécie. A dionaeas e a sarracenias recebem sol direto (em nossa região), e substrato sempre úmido. Nepenthes sempre em meia sombra.

As Dionaeas estão com tamanho pequeno, medindo aproximadamente entre 03 a 05 cm de diâmetro ou mais. Planta em formato de roseta de estatura baixa. Possui um rizoma que fica enterrado por onde nascem as folhas armadilhas. A quantidade de armadilhas (boquinhas) varia sendo a média entre 6 a 10 armadilhas.

Tem cor predominantemente verde, podendo ficar com o interior das armadilhas avermelhadas se expostas ao sol direto (entre outros fatores). Na natureza, esta espécie de planta carnívora é encontrada em regiões pantanosas da Carolina do Norte e Carolina do Sul (Estados Unidos).

 

Para sobreviver no solo pobre em nutrientes, a natureza dessas plantas desenvolveu, ao longo de milhares de anos, folhas modificadas em forma armadilhas (“bocas”), com o objetivo de complementar sua nutrição com pequenos insetos, já que o solo tem índices baixos de nutrientes.

A captura de insetos funciona assim: as folhas-armadilhas produzem néctar. O inseto é atraído por esse néctar e, ao entrar na armadilha, esbarra em finos pelos em seu interior, acionando assim a armadilha, como um gatilho. O inseto fica aprisionado e é usado como alimento pela Dionaea muscipula. Após alguns dias, a armadilha reabre e fica pronta para capturar outro inseto. Vale informar que a Dionaea muscipula, assim como as demais plantas carnívoras, também realizam fotossíntese, e não dependem exclusivamente da captura de insetos.

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