Sabado, 28/05/2022
Joinville - SC
novembro 5, 2020
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Espetáculos sem intervalo, para evitar aglomerações, medição de temperatura, fornecimento de álcool gel, uso obrigatório de máscaras pelo público e músicos, até a entrada no palco, uso de ambiente natural, sem condicionador de ar, nas apresentações em locais fechados.

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Único grande evento cultural deste estranho 2020, o 3º Pianístico de Joinville, confirmado para o período de 3 a 6 de dezembro, tem uma boa receita para fechar, com arte e beleza, um ano tão difícil e complexo. Uma das novidades é a realização de dois concertos transmitidos no formato de lives, pelas redes sociais do festival (detalhes na programação, mais abaixo). Todas as atividades, presenciais ou on-line, terão acesso gratuito – em breve, informações sobre os ingressos.

Nesta edição, o festival será um pouco mais restrito – mas pleno. Começa em 3 de dezembro, às 20h, no Teatro Juarez Machado, em noite dedicada à ajaezada música brasileira e à magia de uma carreira de 49 anos de um memorável trio de músicos geniais. “Tributo ao Zimbo Trio”, com Amilton Godoy, fundador do grupo, traz alguns emblemas dessa inesquecível trajetória, como o primeiro arranjo do Zimbo feito para “Garota de Ipanema” e o hino brasileiro “Aquarela do Brasil”.

E, para relembrar os LPs do Trio com orquestra, uma faixa registra Johann Sebastian Bach. Durante a trajetória de 49 anos na ativa, o grupo gravou 51 discos, entre LPs, EPs e CDs, editados em 22 países.

A montagem de um espaço de drive-in, no estacionamento do Shopping Mueller, no Centro da cidade, é um dos diferenciais desta edição: o pianista norte-americano Jeff Gardner se apresenta em Joinville com seu trio. O show, às 17h do dia 4, marca a estreia do novo trio de Gardner, com o baterista Carlos Bala e o jovem e virtuose baixista Michael Pipoquinha. O repertório autoral é baseado nas composições do Jeff, em ritmo de samba, choro, baião, bossa, afro jazz e gospel.

Uma das principais atrações internacionais do festival, neste ano, é a pianista Mūza Rubackytė, da Lituânia, que faz seu concerto no sábado, 5, às 21h. Frequentemente convidada para os principais palcos mundiais, da França à Rússia, de Pequim a Tóquio, Mūza estudou piano no Tchaikovsky Conservatory, de Moscou, e já atuou com os mais renomados maestros.

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Também é regularmente convidada para membro de júri de importantes competições internacionais e tem discografia com mais de 30 títulos. Para o concerto em Joinville, seu programa traz a Sonata em Mi Menor de Leopold Godowsky, em cinco movimentos, e duas peças de Frederic Chopin: Fantasia opus 49 e Sonata no 2 (Marcha Fúnebre).

Ainda entre os destaques da programação, chama atenção o talento precoce de Olívia Tebaldi, de Vitória (ES). A menina, de 9 anos, começou a estudar piano aos 4. Aos 6, já participava de concursos de piano, no Brasil e, mais recentemente, no exterior. Ela se apresenta no último dia do Pianístico, 6 de dezembro às 17h, no Teatro Juarez Machado.

Já o encerramento do 3º Pianístico traz, novamente, a riqueza do piano brasileiro, nas mãos de Cristovão Bastos, domingo, 6, às 19h30, no Juarez Machado. Respeitado e admirado no cenário musical, este carioca nascido no bairro de Marechal Hermes, na cidade do Rio de Janeiro, completa 74 anos no dia da abertura do festival, com 50 de carreira.

Cristovão foi um dos fundadores da célebre Banda Black Rio, é conhecido por parcerias com nomes como Chico Buarque (na canção “Todo o Sentimento”), Aldir Blanc e Paulinho da Viola. Versão da música que compôs com o poeta Abel Silva, chamada “Raio de Luz”, foi gravada em 1999 pela norte-americana Barbra Streisand.

“A realização do Pianístico é uma afirmação da importância da cultura nas nossas vidas”, pondera Carlos Branco, presidente da Comissão Central Organizadora e curador artístico. Para o produtor, a redução das contaminações no país possibilita pensar num novo momento, em que a cultura retorne, pouco a pouco.

E o Pianístico é um passo nesse sentido. Segundo ele, o festival se viabiliza por ser um evento diferenciado, que não gera grandes aglomerações – e, ainda assim, o público será reduzido em, no mínimo, 50%. “A transmissão de todas as atividades on-line, pelo Youtube e Facebook do festival, irá possibilitar a ampliação deste público para além de Joinville”, acrescenta.

A produtora cultural Albertina Tuma, coordenadora geral, explica que este é um evento completamente diferente das grandes festas que foram canceladas. “O formato não segue os padrões das edições anteriores e foi muito bem pensado. A música servirá como um acalento. E tem o poder de transformar vidas, ajudando a diminuir esse efeito da pandemia, trazendo um pouco de esperança. Várias cidades já adotaram esta alternativa, a da música. É o mundo aos poucos voltando à normalidade.” Na coordenação técnica do festival, a professora e pianista Karina Menezes.

Programação didática

A tradicional programação didática inclui, neste ano, uma importante ação com os professores da rede municipal de ensino de Joinville, em uma formação que relaciona o piano com as outras linguagens artísticas descritas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os professores e alunos receberão uma cartilha, “Pianístico nas Escolas”, que será usada na prática docente e que disponibiliza atividades, informações, links e curiosidades sobre o piano.

“A proposta é articular a música a outros saberes culturais, interrelacionando à diversidade artística humana e pensando na construção do conhecimento musical do professor e do aluno”, explica Patricia Sirydakis, professora de piano e coordenadora do projeto educacional do Pianístico. A formação será realizada com o curso on-line ministrado pela professora Patricia e, também, com a execução prática dos professores com os alunos. Um terceiro momento deve ser o retorno dos professores, após o evento.

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