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14/04/2024

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PF indicia Bolsonaro e outras 16 pessoas por fraude

A Polícia Federal (PF) indiciou além de Jair Bolsonaro, outras 16 pessoas por crimes relacionados à falsificação de certificados de vacinação para covid-19.

Nove dessas pessoas, incluindo a esposa e três filhas de Mauro Cid, ajudante de ordens, teriam se beneficiado de um esquema organizado por ele, juntamente com o presidente e sua filha, e o deputado Gutemberg Reis de Oliveira.

Segundo o relatório da PF, foi Jair Bolsonaro quem ordenou que Mauro Cesar Cid promovesse a falsificação nos certificados de vacinação contra a covid-19 em seu nome e de sua filha menor.

O sigilo sobre o relatório da PF foi retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após partes do documento serem publicadas pelo portal G1 nesta terça-feira (19).

Ele destacou que, com o encerramento das investigações, “não há mais necessidade” de manter o sigilo.

O documento afirma: “Os elementos de prova coletados ao longo da presente investigação são convergentes em demonstrar que Jair Messias Bolsonaro agiu com consciência e vontade determinando que seu chefe da Ajudância de Ordens intermediasse a inserção dos dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde em seu benefício e de sua filha”.

Bolsonaro sempre negou ter tomado a vacina para covid-19, afirmando: “Não existe adulteração da minha parte, não existe.

Eu não tomei a vacina, ponto final”, durante uma entrevista em maio de 2023.

Cid teria inserido informações falsas no sistema do Ministério da Saúde para facilitar a entrada e saída nos Estados Unidos, burlando as exigências sanitárias contra a covid-19 dos dois países. Ambos exigiam vacinação contra a doença para cruzar a fronteira.

Bolsonaro partiu para os EUA com a família e auxiliares no dia 30 de dezembro, após a derrota na eleição presidencial de 2022.

Segundo o relatório, a PF relaciona a adulteração do cartão de vacina do então presidente com a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.

Para o delegado Fábio Alvarez Shor, a intenção de fraudar o documento está relacionada a uma possível solicitação de permanência em outro país.

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