Sexta, 01/07/2022
Joinville - SC

Perda auditiva: pandemia silenciosa que se combate com diagnóstico precoce e luta contra o preconceito

abril 6, 2022
Perda auditiva: pandemia silenciosa que se combate com diagnóstico precoce e luta contra o preconceito
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No momento em que os índices de contágio e óbitos causados pela Covid-19 diminuem exponencialmente graças à vacinação em massa, o mundo enfrenta uma pandemia silenciosa: a perda auditiva que tem como tratamento cuidados simples no dia a dia e o diagnóstico precoce.

Na data em que celebra-se o Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, a perda auditiva é um tema que deve ser discutido, já que afeta cada vez mais, pessoas de todas as idades.

A gravidade do quadro pode ser percebida em pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva que aponta que, no Brasil, 10,7 milhões de pessoas sofrem com tipo de limitação auditiva, o equivalente a mais de 5% da população. Os homens representam 54% desse público e 46% são mulheres. Desse total, 2,3 milhões sofrem com deficiência severa.

Em âmbito mundial, estima-se que 466 milhões de pessoas sofrem de perda auditiva. Nesse índice, cerca de 34 milhões de casos são de crianças.

Já de acordo com um relatório mundial sobre audição, publicado no ano passado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2050 cerca de 2,5 bilhões de pessoas da população mundial terão algum grau de perda auditiva, ou seja, aproximadamente 25% da população do planeta.

“Diante desse cenário, o mais grave é que muitas pessoas não procuram ajuda para tratar a perda auditiva, seja por desconhecimento ou, até mesmo, por preconceito”, avalia Rosimeiri Maximo, gestora da AudioMax PRO, clínica de soluções auditivas de Joinville e com unidades também em São Bento do Sul e Jaraguá do Sul.

Mais prevenção e menos preconceito: a vacina contra a perda auditiva

Se no caso da Covid-19 a criação das vacinas foi a forma de proteger a população contra a doença em sua versão mais grave, a pandemia silenciosa tem solução ainda mais simples: prevenção e diagnóstico precoce.

“Ainda segundo o relatório da OMS, 60% dos casos existentes no mundo poderiam ser evitados com mais cuidados adequados”, relata Rosimeiri Maximo.

De acordo com a especialista, a prevenção à perda auditiva pode acontecer em três níveis: primária, com cuidados diários e atenção a qualquer sinal relacionado ao problema; secundária, que objetiva detectar uma condição em estágio inicial o que torna mais simples o tratamento e evita o seu agravamento; e a prevenção terciária quando são empregados esforços para recuperar a função e diminuir o impacto na qualidade de vida do paciente.

No entanto, o primeiro passo para que as pessoas passem a prevenir e busca o diagnóstico precoce, é obter mais informações sobre o quadro e perder o preconceito acerca da perda auditiva.

E Rosimeiri explica: “A condição não está necessariamente relacionada ao envelhecimento, embora seja mais comum na população de mais idade. A perda auditiva também está relacionada a questões genéticas, complicações no nascimento, doenças infecciosas, infecções crônicas do ouvido, uso de medicamentos específicos e exposição a ruídos excessivos como o uso demasiado de fones de ouvido”.

Tecnologia e design para se conectar com o ouvir

Independentemente da idade, quando há o diagnóstico da perda auditiva, o principal tratamento é o uso de aparelhos auditivos para os casos de perdas leves a severas [MAC1] – detectados na condição ideal – e os implantes cocleares para perdas profundas.

Rejeitados no passado pelos formatos pouco anatômicos e pela questionável qualidade do som fornecida, os aparelhos auditivos iniciaram seu processo de transformação há cerca de vinte anos, com o surgimento da tecnologia digital.

A partir daí, essas ferramentas vêm passando por constante evolução e, hoje, oferecem aos seus usuários inúmeros benefícios.

Um dos principais é a qualidade do som. Os aparelhos possuem filtros e dispositivos que se ajustam a diferentes tipos de ambientes, eliminando ruídos e direcionando a captação do som a determinado foco. O som é mais limpo e muito semelhante ao captado em condições normais.

O design é outro importante atributo. Os modelos atuais são discretos, com formatos diferenciados, cores compatíveis com o tom de pele do usuário e tamanhos compactos que podem se assemelhar a fones de ouvido.

Além disso, a conectividade está presente inclusive nos modelos mais básicos. Os recursos oferecem inúmeras possibilidades úteis no dia a dia, tais como conexão via wireless com aparelhos eletrônicos que permitem o recebimento de ligações telefônicas e mensagens de áudio, o controle individual do volume da televisão, conexão com eletrodomésticos em residências automatizadas, entre outros.

Vale destacar, no entanto, que mesmo projetados com alta tecnologia, os bons resultados dos aparelhos auditivos dependem do ajuste adequado e do acompanhamento realizado por profissionais qualificados.

“Neste Dia Mundial da Saúde, fique atento à sua saúde e de seus familiares para que não se tornem vítimas desta pandemia silenciosa. A vacina está em nossas próprias mãos: atenção aos primeiros sinais de perda auditiva e a busca de ajuda especializada para um diagnóstico precoce”, finaliza Rosimeiri.

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