Quarta, 27/10/2021
Joinville - SC

Pandemia agrava as desigualdades sociais em cidades brasileiras

julho 28, 2021
Pandemia agrava as desigualdades sociais em cidades brasileiras
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Desde o início da pandemia causada pelo coronavírus, que afeta o Brasil desde março de 2020, o quadro social do país foi gravemente impactado. Segundo uma pesquisa inédita realizada pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), os municípios brasileiros mais vulneráveis à doença também são aqueles cuja população apresenta as maiores diferenças socioeconômicas.

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A pesquisa aponta que não necessariamente as cidades mais afetadas são aquelas com menor renda, mas sim aquelas com maiores disparidades sociais entre seus habitantes. A pesquisa mostra que quanto maior é a renda, o acesso à redes de esgoto e água encanada e o desenvolvimento geral do município, menor é a vulnerabilidade à Covid-19. Ao mesmo tempo, quanto maior a desigualdade social, maiores as chances da população ser negativamente impactada pela doença.

“As casas com densidade mais alta certamente facilitam a disseminação do vírus, assim como a falta de saneamento e de recursos em determinados pontos das cidades brasileiras. Cidades que concentram trabalhadores que realizam a chamada migração pendular até o trabalho também podem apresentar mais casos da doença, pois trazem o vírus dos aglomerados urbanos.”, comenta Thomas Carlsen, COO e co-fundador da mywork, startup especializada em controle de ponto online.

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Os municípios mais populosos do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, são um exemplo típico. A pesquisa aponta que apesar do rendimento médio ser o maior do país (em torno de R$ 1.504), os recursos não são distribuídos de forma equilibrada entre a população, o que eleva os indicadores de desigualdade. 

Pouco mais de 25% da população brasileira reside em casas com densidade alta, ou seja, com mais de duas pessoas por dormitório. Em cidades com população média de aproximadamente 27 mil habitantes, esse número sobe para 50%.

“O aumento dos casos de contaminação em municípios com grande desigualdade social é um triste reflexo da realidade de muitos centros urbanos no país”, comenta o executivo.

Prefeitura de Joinville acolhe pessoas em situação de rua em ação emergencial de inverno

Além do abrigo instalado no ginásio, a Secretaria de Assistência Social também oferece atendimento em outras instituições que compõem a sua rede de apoio.

Na casa de passagem Vó Joaquina, além dos 16 usuários acolhidos atualmente, em caráter permanente, outras 30 vagas foram abertas exclusivamente para o pernoite de pessoas em situação de vulnerabilidade. O mesmo número de vagas extras foi aberto na Comunidade Eis-me Aqui.

Doações e situações de emergência

A comunidade que desejar colaborar com a ação emergencial de inverno, pode fazer doações de colchões, cobertores, lençóis, travesseiros e fronhas.

Também há necessidade de roupas e agasalhos, principalmente vestuário masculino, incluindo meias e cuecas. Produtos de higiene pessoal e alimentos não perecíveis também podem ser doados.

Os donativos podem ser entregues diretamente no Ginásio Abel Schulz (rua Rio Branco, 54, Centro, em frente ao Terminal Central de ônibus).

Para situações de emergência, a orientação é entrar em contato como Samu, pelo telefone 192.

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