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Opinião: Carlos Alberto Hang: O mundo dos estupefacientes…

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 Meu objetivo maior com os artigos a respeito do mundo das drogas é trabalharmos temáticas a respeito do que possa vir a depor contra a saúde humana, tanto física, quanto psíquica e não ser juiz a julgar mas sempre se manifestando a partir de análises científicas e de pesquisas de campo, sejam doutros, seja de minha experiência clínica psicanalítica.




esta temática se estabelece na expressão em latim Sublata causa, tollitur effectus que quer dizer, Eliminada a causa, desaparece o efeito.

As questões a serem buscadas e suas respostas são: quais as causas e como às eliminaremos? Creio que tenhamos que ir em busca do Substractum, isto é, da essência ou princípio da coisa. Mas como conhecermos essa essência se não através de um mergulho profundo no âmago da questão colocada, nos despojando de todo preconceito, receio e achismo primário?

Mas para que trabalhemos este assunto de maneira mais proveitosa e intensa, faz-se necessário deixarmos mais compreensíveis diversos conceitos e tópicos que envolvam o universo das drogas e entorpecentes, como os tipos e os conceitos de cada qual, o papel do traficante e do usuário, a contribuição familiar e social para que este panorama se estabeleça, a busca de recursos teóricos e práticos para, mais do que compreendermos, atuarmos pelo melhoramento do quadro que se tem apresentado diante desta questão, a respeito de tratamentos do usuário e de seus familiares, enfim, buscando não somente entendermos melhor este universo através da reflexão que faremos mas, mais do que isso, desmistificarmos diversos aspectos que envolvam o assunto para que possamos melhor acionarmos dispositivos realmente capazes de trabalhar pela busca da saúde integralizante do ser humano.

Todo usuário, seja apenas enquanto uso recreativo ou seja dependente, está buscando preencher um espaço interior com o uso de drogas, um mecanismo de compensação de um sentimento de falta. Existe algo de solitário no uso de drogas e uma mistura de tentativa de esvaziamento e ao mesmo tempo de preenchimento de si.

Não adianta muito abrir guerra contra as drogas, mas sim da busca do que impulsiona o seu uso naquele determinado usuário. Tem gente que busca compensação através de drogas, bebidas, cigarro, comida, compras exageradas, entre vários outros recursos, até mesmo num empenho desenfreado no trabalho, estudo ou numa religião. O que preocupa é o retorno de cada tipo de investimento que promove, tanto para a sociedade quanto para si mesmo.

Quem sabe tenhamos aqui um dos motivos claros pelos quais não se obtêm uma melhora do quadro que se apresenta na sociedade atual diante do mundo dos narcóticos, isto é, o que se vê pela mídia e pelo discurso social é o ataque da resultante em si e não da essência da mesma, sendo como aquele jardineiro que, não arrancando o mato pela raiz, em pouco tempo ele retorna, se não apenas mais forte, ainda com mudas novas.

Também trataremos nos próximos artigos a respeito do usuário, seu perfil, possíveis motivos, sintomas de alerta que sinalizem possíveis novos usuários, dependência química, tratamentos possíveis, entre outros assuntos afins.

Devemos começar a caminharmos verbalmente por este assunto compreendendo que sempre existe uma causa primeira, bem como adjacentes, que promovem a entrada de um sujeito ao mundo das drogas e é sobre estes pontos que devemos dar atenção maior se quisermos realmente buscar entendimento a respeito, bem como criarmos ferramentas capazes de ajudar a melhorar o quadro que se apresenta na sociedade diante do uso de substâncias psicoativas.

 

Considero quase  tolice os imensos investimentos na luta contra traficantes em primeiro plano, em detrimento de campanhas de promoção de saúde humana através de projetos educativos, bem como de oferecerem tratamentos adequados aos usuários. Se temos procura, então teremos oferta, logo, se diminuirmos o índice de procura pelas mercadorias, teremos menos ofertas, isto é, menos traficantes agindo, e para que tal cenário venha a ocorrer, precisam-se investir em campanhas de conscientização e de pesquisas na área para maior compreensão e busca de tratamentos mais eficazes e afins.

Apenas prender traficante me parece lavagem de consciência do governo ou politicagem sobre esta ação, causando uma falsa ideia de que o panorama apresentado pela problemática com entorpecentes está melhorando. O foco maior deve estar sobre a prevenção, assim como dispositivos com maior eficácia referentes ao tratamento de usuários, bem como de seus familiares.

 

Traremos aqui diversas questões, como a respeito da dependência física e emocional do usuário, o paralelo entre estupefacientes considerados lícitos e ilícitos, a dimensão social que envolve o mundo dos entorpecentes, entre outros assuntos afins, a partir desta série de artigos.

 

Neste espaço literário não pretendo agir como um detentor de toga a julgar aos atos humanos, mas conhecê-los mais profundamente para poder melhor compreendê-los e buscar com isto sinalizar possíveis caminhos de melhora ao que se apresenta ser incoerente com o que possa vir a promover a saúde integral humana.




mitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.

About Carlos Alberto Hang

Carlos Alberto Hang
Carlos Alberto Hang, psicólogo (CRP 11.931/SC) e jornalista (03991/SC), pós-graduado em psicopedagogia, especialista em Educação Infantil & Séries Iniciais; formado também em filosofia, história, letras, teologia, inglês, italiano, espanhol, trabalha com jornalismo desde 1994, ministrante de cursos e palestras, é Embaixador da Embaixada Universal da Paz - Genebra - Suíça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, é Cônsul de Joinville - Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo) e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de Minas Gerais na cadeira 148. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.
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