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Opinião: Carlos Alberto Hang: as drogas e os tipos de usuários…

Neste segundo artigo desta série apresentarei os tipos de usuários de drogas que segundo a Unesco são quatro tipos: experimentador, ocasional, habitual e dependente.




Dificilmente um usuário consegue se identificar com uma categoria que realmente seja a sua pois diante da negação da realidade costuma se identificar com aquela menos severa, até mesmo por crer decididamente que controla o uso do entorpecente. Vale aqui destacar que temos apenas uma visão científica e de saúde mas não judiciária ou moralista sobre usuários, drogas, dependentes e codependentes. Vamos agora analisar as características de cada tipo de usuário:

O tipo experimentador que é aquele que faz uso de um ou vários entorpecentes apenas uma ou poucas vezes, uso esporádico, seja por simples curiosidade ou seja por pressão do grupo de amigos afins mas que, em geral, abandona naturalmente o uso, sendo muitos dos usuários adolescentes dentro desta categoria, principalmente por usarem em busca de uma posição social entre seus pares e como meio de se haver com as questões turbulentas da passagem entre as fases infância – adolescência – vida adulta.

 

Temos aqueles do tipo ocasional, sendo desta categoria aqueles que usam somente as drogas quando estas estão disponíveis, seja numa festa entre amigos, balada, encontro com outro usuário que tenha a droga com facilidade e a ofereça, seja entre outras ocasiões diversas, sendo que os que pertencem a este grupo ainda não são chamados dependentes.

 

 

Outro é o tipo usuário habitual, sendo que, neste caso, já passa a apresentar dependência em algum nível, mas que, mesmo assim, não tem rupturas diante do trato social, sendo que, este trabalha, namora, tem relacionamento estável com familiares e amigos, estuda, entre outras ações costumeiras de qualquer pessoa não usuária de drogas. Podemos dizer que a ruptura social ocorre no momento em que ocorrem quedas nestas atividades cotidianas consideradas normais para a sua faixa etária.

Temos o tipo dependente, sendo aquele que passa a ter na droga seu estilo de vida, vivendo de e para o consumo de entorpecentes. Este usuário tem rupturas sociais evidentes, perda de vínculos que antes eram fortes, substituindo-os por outros afins aos seus interesses do momento, possuindo grande tendência ao isolamento social, assim como tomadas de ações marginalizantes de diversas ordens. Percebe-se neste tipo, se não num todo, pelo menos parcial, sintomas de decadência física e moral, se comparado com antes deste período.

Este tipo de usuário é aquele que não medirá esforços para a obtenção da droga, usando diversos métodos para tal. Compreendemos que ninguém nasce do tipo dependente de fato, mas o usuário dependente foi construído e passou pelas etapas anteriores, portanto, não deve-se se sentir aliviado, por exemplo, um pai ao descobrir que seu filho é apenas usuário experimentador e, sendo assim, venha a deixar de tomar alguma atitude a respeito a tempo, pois todo dependente também iniciou com a experimentação um dia por si mesma.

Temos sim indivíduos que passam a vida numa única categoria ou se desloquem da primeira até a terceira sem nunca se tornar um dependente de fato, mas trata-se aqui de fatos raros, quando não estiver o usuário se enganando, querendo crer que não se encontra dependente e que tem controle sobre o uso das substâncias químicas como comumente ocorre, pensando ser apenas do tipo habitual, por exemplo.

O abuso de substâncias tem diversos fatores que pulsionam tal feita, como a característica fisiológica de cada qual, pois tem algumas estruturas mais tolerantes que outras diante do uso de drogas. O que podemos enfatizar é quanto ao tratamento, o qual se torna mais evidentemente facilitado se estiver o paciente pertencente aos primeiros tipos de usuários.

 

 

 

 

 

Temos usado o vocábulo droga em nossos artigos devido a ser este termo mais corriqueiro, mas deve-se compreender que o sentido científico de droga é de medicamento, sendo por isso que temos as drogarias nas cidades, locais onde compramos as drogas para tratamento de diversas doenças. O termo drogas usados trivialmente diz respeito às substâncias tóxicas, as quais promovem alterações, tanto psíquicas quanto comportamentais de quem as fazem uso, isso devido aos efeitos que estas substâncias produzem no sistema nervoso central, promovendo alterações diversas no organismo, como alterar a percepção, a memória, a inteligência, o raciocínio, autocontrole, promover excitação, volúpia, excitação ou até mesmo acalmar o usuário, promovendo sensação de prazer diante da sedação desencadeada pelo uso de algumas substâncias.

 

Podemos dizer que o descontrole ocorrerá diante de diversos fatores que o influenciam, como o tipo de substância usada, a quantidade ou dosagem, a maneira pela qual foi feita a administração da substância no corpo do usuário, que fatores motivam ao uso, além das questões da saúde mental e física do usuário em dado momento, bem como sua natural pré-disposição orgânica pela dependência.

 

 

Na continuação desta série de artigos a respeito à dependência química, trataremos a respeito do tipo de drogas, como saber se existe possibilidade de estarmos diante de um usuário, tratamentos psicoterápicos para o dependentes e seus familiares, os possíveis motivadores ao uso de entorpecentes, entre outras questões afins. Estes artigos trazem o subtítulo Sublata causa, tollitur effectus que é uma expressão latina e que significa Eliminada a causa, desaparece o efeito sendo título de uma palestra e de um novo livro meu.

 

(Texto de autoria de Carlos Alberto Hang, psicólogo (CRP 11.931) e jornalista (03991), pós-graduado em psicopedagogia, especialista em Educação Infantil & Séries Iniciais; formado também em filosofia, história, letras, teologia, inglês, italiano, espanhol, trabalha com jornalismo desde 1994, ministrante de cursos e palestras, é Embaixador da Embaixada Universal da Paz – Genebra – Suíça – Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, é Cônsul de Joinville – Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo) e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de Minas Gerais na cadeira 148. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.
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Carlos Alberto Hang
Carlos Alberto Hang, psicólogo (CRP 11.931/SC) e jornalista (03991/SC), pós-graduado em psicopedagogia, especialista em Educação Infantil & Séries Iniciais; formado também em filosofia, história, letras, teologia, inglês, italiano, espanhol, trabalha com jornalismo desde 1994, ministrante de cursos e palestras, é Embaixador da Embaixada Universal da Paz - Genebra - Suíça - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, é Cônsul de Joinville - Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo) e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de Minas Gerais na cadeira 148. Só permitida a veiculação ou uso do texto acima mediante a nomeação do jornalista e autor do mesmo.
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