Quinta, 23/09/2021
Joinville - SC
janeiro 9, 2020
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 Moradores do loteamento Jardim das Oliveiras, em  Araquari, estão promovendo diversas ações contra a ordem de despejo e reintegração de posse do terreno onde hoje estão alocados. Os moradores têm até o dia 16 de janeiro para deixarem suas residências ou correm o risco de serem despejados, com uso de força policial.

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Eles sofrem com uma medida judicial, julgada em segunda instância, que determinou a saída de todos do local e não cabe mais recurso.

O bairro fica em uma área da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Segundo o presidente da Associação de Moradores, Erico Dias, as famílias tentaram algumas negociações com o prefeito Clenilton Carlos Pereira, mas não foram recebidas e tiveram uma reunião com a Secretaria de Habitação, sem sucesso.

Dias conta que os moradores estão apreensivos, pois muitos não tem para onde ir. “As pessoas estão desesperadas, tem moradores que não tem nada. Estamos falando de 245 crianças que não tem onde ficar com suas famílias”, pontua.

O morador declara ainda, que algumas famílias estão dispostas a regularizar os terrenos, mas o governo municipal não demonstrou interesse em negociar por ser uma área central e que teria pressionado a União para o julgamento da ação, que determinou a desocupação dos moradores do bairro.

Conforme informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Araquari, o município também é réu nesse processo e ainda não foi notificado da decisão judicial. Já sobre a doação da área para o município, a prefeitura alega que não requereu o local e não tem mais informações sobre o assunto.

Contexto

O bairro está localizado em uma ocupação urbana que abrange 193 mil metros quadrados, em um perímetro maior com terras federais. O local também abriga outros bairros que não são regularizados, porém, segundo os moradores, somente o Jardim das Oliveiras vem sofrendo com ameaças de despejo.

Conforme o presidente da associação de moradores, as famílias lutam há anos pelo direito à moradia e por condições dignas de vida, ao mesmo tempo em que tentam se estruturar por meio da organização e do trabalho coletivo. “A sede da associação de moradores, erguida em sistema de mutirão, recebe as famílias nas confraternizações que acontecem durante o ano, as ruas são mantidas em condições de trafegabilidade pelo esforço dos moradores”, argumenta Dias.

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