Terça, 24/05/2022
Joinville - SC
março 28, 2020
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Em balanço sobre os 30 dias da Covid-19 no Brasil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu a necessidade de o país continuar com as medidas de quarentena contra a COVID-19. Contrariando as declarações recentes do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) Mandetta disse que “não é hora de carreatas”.
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A declaração ocorre em momento no qual o número de mortos no Brasil chega a 114 e o Palácio do Planalto fala em “isolamento vertical”, para retomar parcialmente as atividades no país.
O ministro Mandetta afirmou na coletiva de imprensa que as medidas de isolamento adotadas no país têm dado resultado na abertura de vagas nas UTIs, pois reduziram as internações por acidentes. Ele ressaltou a orientação de que “a gente ficar em casa, parado”, até que o poder público “consiga colocar os equipamentos na mão dos profissionais que precisam”.
“Porque se a gente sair andando todo mundo de uma vez vai faltar para o rico, para o pobre, para o dono da empresa, para o dono do botequim, para o dono de todo mundo”, afirmou o ministro. “Nós precisamos ter racionalidade e não nos mover por impulso neste momento.

Nós vamos nos mover, como eu disse desde o princípio, vamos nos mover pela ciência e pela parte técnica, com planejamento. Pensando em todos os cenários quando a gente fala de colapso, de sobrecarga, ou de sobreuso no sistema. A gente está falando disso”, disse Mandetta.

O ministro defendeu novamente o isolamento social para evitar o avanço da doença e também para evitar sobrecarregar os hospitais com outros tipos de atendimento. “Quando a gente manda parar diminuem acidentes, traumas e aumentam leitos de UTI quando precisamos”, disse o ministro. “Ou seja, mais um benefício quando manda parar, além de diminuir a transmissão”.

Riscos da cloroquina

O ministro da saúde frisou que o uso irresponsável da cloroquina pode causar mais problemas do que o próprio coronavírus.
“Esse medicamento, se tomado, pode dar arritmia cardíaca, pode paralisar a função do fígado. Se sairmos com a caixa na mão dizendo ‘pode tomar’, nós podemos ter mais mortes por mal uso do medicamento do que pela própria virose. Não façam isso”, declarou.
A cloroquina é um medicamento barato e usado há várias décadas no tratamento da malária, um parasita transmitido por mosquito. Seu derivado, a hidroxicloroquina, é usado contra doenças inflamatórias das articulações. Em meados de fevereiro, pesquisadores chineses afirmaram ter obtido resultados positivos em ensaios clínicos com cloroquina, entre cem pacientes com coronavírus.
O medicamento tem sido usado no Brasil em pacientes mais graves de Covid-19. Mas, segundo Mandetta os estudos sobre os efeitos da cloroquina ainda estão em fase inicial e que o medicamento não é a cura para todos os males.
“Não é a panaceia. A cloroquina não é o remédio que veio para salvar a humanidade, ainda”, disse o ministro.
Os efeitos colaterais da cloroquina são múltiplos: náusea, vômito, erupções cutâneas, mas também condições oftalmológicas, cardíacas e neurológicas. Uma overdose pode ser perigosa e os médicos desaconselham tomá-la sem receita médica. Fonte em.com.br/

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