Sabado, 31/07/2021
Joinville
março 13, 2020
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Até janeiro, apenas cinco dias por mês eram necessários para dar conta da demanda de 120 mil frascos de 400 gramas de álcool em gel na fábrica da Companhia Nacional de Álcool (CNA), líder no mercado nacional.a

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A “tranquilidade” começou a dar sinais de que chegaria ao fim logo depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar emergência internacional por causa do surto de coronavírus.

Começaram as corridas a farmácias e a lojas de produtos médico-hospitalares para tentar estocar máscaras de proteção respiratória. Em paralelo, desencadeou-se também uma histeria nacional para comprar álcool em gel, já que a higienização é apontada como uma das melhores formas de se proteger contra o vírus conhecido como SARS-CoV-2.

O resultado? Um milhão de frascos de 400 gramas produzidos em fevereiro só na CNA, horas extras trabalhadas, aumento de 15% nas contratações, criação de um segundo turno e uma estimativa de produzir quase 4 milhões de frascos agora em março.

Os cinco dias usuais de produção ficaram para trás e, hoje, o ritmo da fábrica é intenso: os funcionários trabalham de segunda a sábado (não só até sexta-feira, como era antes) e a produção vai das 7 horas às 22 horas, dividida dois turnos, e não mais das 7 horas às 17 horas.

“Temos um inverno antes do inverno, e o pico já é muito mais intenso do que vivemos no máximo da produção na época da H1N1, em 2016”, lembra Leonardo Ferreira, presidente do CNA. “Vivemos hoje em função do álcool em gel, seja para as mãos, ou limpeza de ambientes. Eu mesmo já usava bastante, fica até difícil dizer se tem como eu usar mais”, brinca.

E não para por aí. Com uma possibilidade de exportação do produto, inclusive, para a China, onde a escassez de álcool em gel é grande, a fábrica pode ter que ampliar ainda mais a produção. “Se assim for, o terceiro turno será feito na madrugada. Mas, primeiro vamos atender a demanda do Brasil”, diz Ferreira.

Vai faltar álcool em gel?

Se vão dar conta da crescente demanda? “Nossa preocupação como uma companhia de limpeza é até onde vai isso”, respondeu o presidente da CNA.

No entanto, a empresa garante que tem se preparado para picos ainda maiores de venda: “Ligamos para fornecedores, buscamos matéria-prima e alinhamos a cadeia produtiva para não faltar nada”.

A válvula “pump”, inclusive, importada da China antes do coronavírus, precisou ser substituída. “Agora estamos atrás de fornecedores nacionais e desenvolvendo um refil para não deixar de abastecer o mercado só por causa da tampa”, explicou o presidente.Fonte

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