Sexta, 28/01/2022
Joinville - SC

Jutta Hagemann, guardiã da história de Joinville, deverá dar nome a uma rua no Vila Nova

dezembro 1, 2021
Jutta Hagemann, guardiã da história de Joinville, deverá dar nome a uma rua no Vila Nova
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Conhecida como uma guardiã da história de Joinville, Jutta Hagemann, está prestes a receber uma homenagem. A joinvilense, que nasceu em 19 de junho de 1926, quando Joinville tinha 75 anos de fundação, e faleceu em 2018, aos 92 anos, dedicou boa parte de sua vida à preservação da história da cidade, às pesquisas, ao registro da história oral, à coleção de livros, objetos e também muitos amigos que compartilhavam desta mesma paixão pela história.

Agora, ela deve dar nome a uma rua no bairro Vila Nova, antigo Neudorf, como era conhecido até 1940. O Projeto de Lei Ordinária 162/2021, de autoria do vereador Cassiano Ucker, que sugere a alteração do nome de um trecho da atual rua Leopoldo Beninca, para Jutta Hagemann, foi aprovado na Câmara de Vereadores de Joinville e encaminhado para sanção ou veto do Prefeito Adriano Silva.

“Nada mais justo do que homenagear quem, por muito tempo, dedicou-se a preservar a memória da cidade”, enfatiza Dr Cassiano. “A família e amigos há tempos esperam por uma justa homenagem, para eternizar o nome dessa notória joinvilense, que tanto lutou para preservar memórias e, com certeza, já ficou para a história de Joinville”, acrescenta.

Ainda segundo o vereador, a escolha desta rua, especificamente, visa também acabar com um problema causado pelo fato de que, após a implantação do binário do Vila Nova, duas ruas terem ficado com o mesmo nome. “Existem dois trechos, com as numerações iniciais, que constam como Leopoldo Beninca, e isso tem gerado equívocos com entregas, por exemplo”, comenta o vereador.

Biografia de Jutta Hagemann
Em relação à homenageada, pessoa de notória reputação, muito conhecida dos moradores de Joinville pela prodigiosa memória em relação à história da cidade. Era sempre procurada por estudantes, jornalistas e interessados para falar sobre fatos e prédios históricos, como fonte oral, sendo contribuidora assídua da antiga sessão AN Memória, no Jornal A Notícia, por exemplo.

Jutta Hagemann nasceu em Joinville, em 19 de junho de 1926, filha de Gerda (nascida Brand) e Conrado Hagemann, neta de Engelbert Hagemann, açougueiro, que imigrou para Joinville em 1862, aos cinco anos, trazido pelos pais, Johann Bernand (Fernand) e Elisabeth Hagemann; e de Rudolf Brand, marceneiro de formação, dono da Esquadrias de Madeira Brand, um homem de vasta cultura, que chegou à colônia aos 15 anos, em 1881. Brand casou-se com Marie Kröhne, que era filha de Julius e Mella Heeren Kröhne. Mella era filha de Friedrich Heeren e Marie Haltenhof, filha do primeiro prefeito de Joinville, Adolpho Haltenhoff, que veio para a então Colônia Dona Francisca no terceiro navio de imigrantes, ainda em 1851.

Jutta trabalhou na Tupy, na Ambalit e depois na Buschle & Lepper, onde se aposentou oficialmente em 1988. Em 1991, voltou para organizar a biblioteca da Buschle & Lepper e ficou mais cinco anos. Trabalho esse que aguçou ainda mais seu gosto pela história da cidade. Serviu de fonte para documentários históricos, como

“Estrangeiros no próprio país”, que abordou a vida dos descendentes dos imigrantes Europeus no Estado Novo; “Centenário de Joinville”, além de vários artigos acadêmicos. Faleceu no dia 13 de dezembro de 2018, deixando seis netos, pois já havia perdido as duas filhas, Maria Thereza Böbel e Maria Christina Hagemann da Cunha. Deixou “órfãos” também em uma horda de admiradores da história dos costumes de nossa gente.

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