Quinta, 02/12/2021
Joinville - SC

Joinville paga caro pela reposição de cabos de iluminação pública furtados

novembro 10, 2021
Joinville paga caro pela reposição de cabos de iluminação pública furtados
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Sem saber, os joinvilenses desembolsaram quase R$ 55 mil — só nos últimos 90 dias — para cobrir os custos de reposição de materiais e equipamentos de iluminação pública. A informação é da diretora-executiva da Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Janaína Ferreira Teixeira, repassada aos vereadores da Comissão de Urbanismo na reunião ordinária desta terça-feira (9).

 

E esse valor, certamente, é maior, porque os dados apresentados são apenas dos 10 pontos mais críticos de furtos. É preciso levar em conta todos os demais pontos da cidade em que esse crime ocorre e o fato de que só a Prefeitura trouxe dados para a reunião.

O gerente técnico do escritório regional Celesc em Joinville, Sérgio Luiz Berkembrock, que não apresentou valores do prejuízo da concessionária, mas disse aos vereadores que já foram registrados mais mil boletins de ocorrência em Joinville. “A Celesc, quando calcula sua tarifa, leva em conta, sim, esse gasto, e isso gera alguns centavos a mais na conta de todo mundo a cada mês”, admitiu o gerente.

A discussão na Comissão de Urbanismo desta terça-feira sobre os problemas enfrentados pela Prefeitura na manutenção da iluminação pública foi proposta pelo vereador Neto Petters (Novo). Ele queria compreender, na verdade, o que é função da Prefeitura e o que é função da Celesc na prestação desse serviço.

Janaína Teixeira, da Seinfra, explicou que o município é o responsável pela instalação e manutenção da haste metálica e da luminária, pela fixação mecânica desse conjunto e pelo circuito elétrico. A Celesc, então, cede a fiação e o poste, que já são partes naturais da sua rede de distribuição de energia elétrica.

A iluminação e também uma parte dos gastos de reposição dos insumos furtados recaem sobre os consumidores, por meio da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip), paga na fatura da Celesc, mas gerida pela Prefeitura.

De acordo com a diretora-executiva da Seinfra, o Parque da Cidade, no bairro Guanabara, é o ponto mais crítico de furtos de cabeamento elétrico em Joinville. Somente daquele local, nos últimos 90 dias, foram levados cerca de dois quilômetros de fios, além de quadros elétricos e disjuntores.

O segundo ponto em que mais há prejuízos para a cidade é a Ponte do Trabalhador, que liga os bairros Guanabara e Boa Vista. De lá foram levados 1.845 metros nos últimos três meses, inclusive com danos físicos à ponte. O terceiro local no “ranking” é a Praça Afonso Nass, no Jardim Sofia, com 1.400 metros de fiação surripiados.

Os 10 pontos de Joinville relacionados pela diretora-executiva Seinfra somam 8.445 metros de cabos levados pelos bandidos. Isso equivale à distância de 80 campos de futebol (iguais ao da Arena Joinville) perfilados de trave a trave ou à distância, em linha reta, do Parque Zoobotânico, no bairro Saguaçu, ao Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola, no Cubatão.

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