Terça, 24/05/2022
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Irmã de menina morta pela mãe em SC também sofria agressões em casa, diz polícia

maio 11, 2022
Irmã de menina morta pela mãe em SC também sofria agressões em casa, diz polícia
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Além da menina Luna Nathielli Bonett Gonçalves, de 11 anos, morta pela mãe em Timbó, no Vale do Itajaí, a Polícia Civil identificou sinais de agressão também na irmã da vítima, de 6 anos. Segundo informação divulgada nesta terça-feira (10) pelo delegado André Beckman, responsável pelas investigações, a menina já havia aparecido na escola com hematomas na pele. A informação é do portal g1.com.

 

O investigador conta que, durante depoimentos, professores também disseram que o perfil da caçula era parecido com o de Luna. A vítima costumava andar com roupas compridas mesmo em dias quentes e não gostava de falar da vida pessoal.

Para comprovar a situação de violência, a equipe cumpriu mandado de busca na residência das irmãs na quinta-feira (5). Lá a polícia apreendeu um objeto semelhante a um relho, que é um chicote usado para domar cavalo e que pode ter sido utilizado para espancar a menina até a morte.

A polícia também procurou anotações feitas pela vítima revelando as agressões, mas o delegado não confirmou o que exatamente foi encontrado. Apesar de não dar detalhes, Beckman revelou que as irmãs viviam em um ambiente aparentemente hostil.

A mãe confessou o homicídio, mas contradições na versão dela fizeram a Polícia Civil buscar todas as provas para elucidar o que de fato aconteceu.

Investigação

O investigador informou que o inquérito que apura o assassinato ainda está aberto. O prazo para conclusão é no fim desta semana, porém a polícia não descarta pedir mais 30 dias para finalizá-lo.

O crime aconteceu em 14 de abril e, dias depois, a mãe da menina confessou à Polícia Civil ter matado a filha com socos e chutes.

O delegado afirmou que recebeu o laudo que confirmaria ou não violência sexual contra Luna , porém “pediu complementações” antes finalizar a investigação. Outros documentos são esperados nesta reta final da investigação.

Ataque de raiva

As investigações deram conta que a mãe, ao supostamente descobrir que a filha mais velha tinha um namorado e mantinha relações sexuais com ele, teve um ataque de raiva e espancou Luna a socos e chutes.

“Ela contou que foi prostituta e não queria que as filhas seguissem pelo mesmo caminho. Por isso não aceitava que ela tivesse esse tipo de relações”, detalha o delegado.

Ainda segundo a Polícia Civil, a família teria proibido a menina e a irmã mais nova de irem à escola porque Luna teria arrumado o namorado lá. As faltas se estenderam por todo o mês de abril. Segundo a Secretaria de Estado da Educação (SED), a escola onde Luna estava matriculada havia comunicado o Conselho Tutelar em 5 de abril sobre a infrequência da estudante na escola.

De acordo com a nota, o procedimento seguiu os critérios do Programa de Combate à Evasão Escolar (Apoia), desenvolvido em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina, que diz que a escola deve comunicar o Conselho Tutelar após ausência do aluno em cinco dias consecutivos ou sete dias alternados.

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