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História de Andarilho que procura filha em Joinville Viraliza nas redes sociais

A história de um homem, identificado apenas como Emir, que é um morador de rua  em São Paulo e que perdeu o contato com a família, está causando uma grande repercussão nas redes sociais. A mobilização é para localizar a sua filha,  identificada apenas como Elizabete, que segundo ele mora em Joinville.

Mariana Lopes, 24 anos, uma estudante encontrou o homem por acaso em uma calçada do Vale do Anhangabaú, a mulher dividiu  um copo de bebida e partir daí ele contou um pouco de sua vida e ela ficou sensibilizada com a história.

No meio da conversa, Emir percebeu que Mariana tinha um celular pediu para que entrar em contato com sua filha. “Moça, liga pra minha filha, em Joinville?”, mas Emir não tinha o número do contato da filha.

Uma fotografia foi feita dos dois e a imagem foi postada em sua rede social,  a esperança de Mariana agora é que através desses contatos, o recado de Emir chegue até sua filha.

–  Resolvi expor a história porque eu tinha uma foto com ele e eu sabia que por meio das redes sociais talvez eu conseguisse chegar até a filha dele. E parece que está dando certo. Estou esperançosa, porque sei que muitas pessoas estão sabendo e as chances de encontrarmos a filha dele são grandes”,

 

Veja o texto da postagem na íntegra

Semana passada eu fui na festa do aniversário de São Paulo, no meio do eu rolê, decidi sentar no pé de uma árvore pra descansar. 
Tinha um senhor, morador de rua, sentado nesse lugar, mas tinha lugar pra mim também, então ok, sentei do lado dele.

Ele tava quietinho me observando enquanto eu curtia sentada. Ele me viu dar um gole numa garrafa de vinho barato e aí sim ele puxou assunto:

– moça, moça, me dá um pouquinho desse vinho.
– oi?
– me dá um pouquinho?

Peguei uma garrafinha de água, enchi com um tanto de vinho e dei a garrafinha pra ele

– toma, pode ficar com esse vinho
– posso? 
– pode
– Deus te abençoe, fia

Ele deu uma goladinha e sorriu pra mim. Dei uma golada na minha garrafa também

– viu, como é seu nome?
– Emir
– Emílio?
– Emir!
– Atah, Emir…

– vc mora por aqui, Emir?
– moro, moro – mas ele tava com uma cara de perdido nessa hora
– vc sabe onde a gente tá? A gente tá no Vale do Anhangabaú
– isso! É aqui que eu moro! 
– e vc mora aqui sozinho?
– eu e Deus! – nessa hora ele apontou pro céu
– e como vc faz pra se alimentar, Emir?
– bolsa família, graças a Deus

– mas eu não sou daqui não. Sou de Joinville. Vim pra cá andando.
– andando? Sozinho?
– sozinho não. Vim eu e Deus
Achei bonitinho porque ele sorriu todas as vezes que falou de Deus.

Mas enfim, continuamos conversando. De repente, quando ele viu meu celular, ele disse

– moça, liga pra minha filha?
– pra sua filha? Onde ela tá?
– em Joinville.

Eita (como eu ia ligar pra uma mulher em Joinville)

– como é o nome dela?
– Elizabete
– mas, Emir, vc sabe o número dela?
– não sei não
– então eu não tenho como ligar, Emir. Pra ligar, a gente precisa saber o número
– atah…

Ele deu mais uma golinho no vinho, pegou minha mão e disse “deus te abençoe, fia”

Ficamos amigos e tiramos essa foto juntos

(Se vc for a Elizabete de Joinville que tem um pai chamado Emir, perdido por esse mundão, saiba que seu pai mora no vale do Anhangabaú, acompanhado de Deus e da fé dele, e que ele não entrou em contato com você ainda pq ele não sabe seu número. Mas ele pensa muito em você)

Quem quiser compartilhar, fique a vontade, quem sabe a gente chega até a Elizabete… 😉

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