Sexta, 27/05/2022
Joinville - SC
abril 3, 2020
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A pandemia de coronavírus mudou a rotina dos moradores de Santa Catarina e também de muitos trabalhadores dos serviços considerados essenciais. Com medo de contaminação e para seguir normas, os agentes funerários redobraram os cuidados.

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O Governo de Santa Catarina emitiu nota técnica orientando sobre os protocolos a serem seguidos por esses profissionais. Funerais de pessoas confirmadas com a doença ou suspeitas devem ser evitados ou ter no máximo 10 pessoas e o sepultamento tem que ocorrer no mesmo dia da morte, inclusive quando não há suspeita de Covid-19.

Cuidados que devem ser tomados

Segundo a nota técnica do Governo do Estado, os cuidados em velórios devem ser tomados no caso de qualquer morte durante a pandemia. Os velórios devem ser restritos aos familiares e amigos mais próximos e durar poucas horas. Não deve, por exemplo, ocorrer de um dia para outro, como era comum antes da quarentena.

  • Familiares devem evitar tocar o corpo, e se o fizerem, realizar a higienização das mãos com álcool em gel 70%;
  • se o familiar for caso suspeito ou confirmado de novo coronavírus, também utilizar máscara cirúrgica descartável e evitar o contato com outras pessoas;
  • os funerais deverão ser realizados apenas com familiares diretos e amigos próximos, recomendando-se no máximo 10 pessoas no local para evitar aglomerações;
  • os funerais devem ser realizados somente no dia do sepultamento;
  • o acesso ao caixão deve ocorrer de forma individual;
  • é recomendada a suspensão de cultos ecumênicos e cortejos fúnebres para velórios;
  • os velórios devem ser realizados em capelas mortuárias;
  • manter sempre os ambientes ventilados;
  • intensificar a frequência de higienização: das salas, copas, banheiros, maçanetas, mesas, balcões, cadeiras com água e sabão;
  • disponibilizar produtos como sabonete líquido e toalhas de papel descartáveis nas instalações sanitárias;
  • as capelas mortuárias devem ser totalmente higienizadas a cada velório.

Transporte dos corpos:

  • a instituição onde a vítima morreu deverá comunicar ao serviço funerário quando há suspeita ou confirmação da morte por infecção pelo novo coronavírus;
  • se o serviço funerário for chamado para atender alguém que morreu em casa, os profissionais devem utilizar EPIs de precaução de contato durante qualquer manipulação do corpo ou nos procedimentos;
  • após a manipulação do corpo, retirar e descartar as luvas, máscara e avental como resíduo infectante;
  • não há contraindicação quanto ao material utilizado na confecção do caixão;
  • realizar a desinfecção das alças do caixão com álcool 70% ou outro desinfetante padronizado, após fechá-lo.

Funerárias:

  • é recomendável que se manipule o corpo o mínimo possível;
  • não é recomendável a realização de procedimentos de tanatopraxia;
  • é proibida a realização de procedimentos de formolização, embalsamamento;
  • o preparo do corpo deve ser em local isolado dos demais e, quando não houver essa possibilidade, deve se estabelecer barreira técnica (de local e de tempo) e fazer procedimentos de limpeza e desinfecção da sala após cada manipulação;
  • os profissionais devem seguir as recomendações e precauções padrão no cuidado do corpo, utilizando EPIs em todas as etapas do preparo.

Crematórios:

  • ter câmara fria com área mínima de 8,00 m², ou dimensionada para a quantidade de corpos que ficarão acondicionados, não sendo permitido o acúmulo deles;
  • os corpos devem ser cremados individualmente, podendo no caso de óbito de gestante, incluir o bebê;
  • as cadeiras para os usuários devem obedecer ao distanciamento de dois metros;
  • os ambientes devem ser mantidos ventilados;
  • deve se intensificar a frequência de higienização: das salas, copas, banheiros, maçanetas, mesas, balcões, cadeiras com água e sabão.

Serviços de saúde:
*conforme Nota Técnica Conjunta Nº. 015/2020 – DIVS/SUV/SES/SC

  • providenciar local específico e restrito para dispor o corpo que aguarda a funerária;
  • dispor de mecanismo para evitar contato com fluidos corporais que possam ser extravasados;
  • o número de profissionais presentes no procedimento deve ser o menor possível;
  • o local deve garantir insumos para higienização das mãos e recipientes com álcool gel 70% para os usuários;
  • intensificar a limpeza e desinfecção do ambiente utilizado para disposição dos corpos;
  • apenas agentes funerários especializados podem ter acesso ao corpo dentro do serviço de saúde, munidos de roupas, equipamentos de proteção individual (EPI) e caixão de máxima proteção;
  • para procedimentos com possibilidade de geração de aerossóis usar gorro e máscara minimamente PFF2 (também conhecida como N95) ou com níveis de filtração ainda melhores. A máscara e demais EPIs devem ser descartadas após o uso;
  • todos os materiais usados em procedimentos que envolvam cadáveres suspeitos ou confirmados de morte por coronavírus devem ser descartados e ter seu gerenciamento como resíduos infectantes Grupo A (RDC 222/18). Fonte g1.com

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