Quarta, 25/05/2022
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Fotógrafo é preso durante ação contra grupo que produzia pornografia infantil

abril 28, 2022
Fotógrafo é preso durante ação contra grupo que produzia pornografia infantil
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Na manhã desta quinta-feira, 28, a Polícia Federal deflagrou a Operação Abusou, para desarticular uma organização criminosa que atuava desde 2001 na produção, disponibilização e comercialização de fotos e vídeos de crianças e adolescentes, principalmente brasileiras, em poses sensuais e eróticas. As imagens eram direcionadas à websites do exterior, com conteúdos pedófilos.

A operação abrange ações oficiais como sequestro e bloqueio de bens, 10 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em endereços de Balneário Camboriú (SC), Santana do Parnaíba (SP) e nas capitais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de São Paulo. De acordo com a PF, as garotas eram convencidas a serem filmadas e fotografadas com roupas de banho e sem peças íntimas, com a promessa de que o material seria usado para agenciamento de modelos em trabalhos de moda e publicidade. Os criminosos usavam o argumento de que as fotos seriam exigência das empresas.

Porém, as imagens, nomes e perfis de redes sociais eram vendidos na deepweb pelo grupo em países como República Tcheca, Estados Unidos e Rússia. A PF também conseguiu identificar que as imagens eram comentadas e compartilhadas por indivíduos que expressavam interesse explícito em abuso sexual infantil e em fazer contato com as garotas.

Equipamentos de fotografia foram encontrados durante ação da Polícia Federal — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Equipamentos de fotografia foram encontrados durante ação da Polícia Federal — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Além das acusações já listadas, o principal fotógrafo do grupo também é acusado de crimes sexuais e induzir as modelos a trocarem de roupa em seu carro e em seu estúdio fotográfico, sendo que nestes locais haviam espelhos e câmeras estrategicamente posicionadas para registrá-las nuas. Ao todo, mais de 120 crianças e adolescentes brasileiras, com idades entre 4 e 18 anos já foram identificadas. Ele já foi preso no início da manhã de hoje.

No geral, duzentos mil arquivos de imagens e vídeos estão sendo analisados pelo Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil da Polícia Federal, em Brasília. As investigações tiveram o apoio do Secretariado Geral da Interpol, localizado na cidade francesa de Lyon, tendo em vista que há vários anos as imagens das menores eram reportadas por estarem associadas à pornografia infantil e estarem catalogadas no banco de imagens de exploração sexual infantil da Interpol. Também houve colaboração da Agência de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations – HSI), da Embaixada dos Estados Unidos.

Dez compradores das imagens já foram identificados nesses países e outros ainda estão sob investigação. De acordo com as forças de segurança integradas, a comercialização das imagens aconteceu por muitos anos, por diferentes meios de pagamentos, como cartões de crédito, transferências internacionais e, mais recentemente, também por criptomoedas.

Dez pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização criminosa, violação sexual mediante fraude, importunação sexual, assédio sexual, registro não autorizado da intimidade sexual, disponibilização de material pornográfico e estupro de vulnerável. Na medida de suas participações, os indiciados poderão responder pelos crimes citados, tipificados em Lei e no Estatuto da Criança e do Adolescente.  Com informações do Metrópoles

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