Quinta, 16/09/2021
Joinville - SC
janeiro 31, 2020
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Em 2011, Joinville registrou o primeiro caso conhecido de dengue contraída dentro da cidade. De lá para cá, houve muitos debates e discussões na Câmara de Vereadores sobre a doença. Uma lei estabeleceu multa de quase R$ 3 mil para quem tiver foco do mosquito em casa. Mas, mesmo assim, o número de focos localizados do aedes aegipty cresceu mais de 300% entre 2018 e 2019, conforme dados da Secretaria de Saúde.

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Só neste ano já foram localizados 253 focos do mosquito. Entraram no radar no começo deste ano os bairros Espinheiros, Comasa e Jardim Iririú, onde focos foram encontrados em casas, e não apenas nas armadilhas. Para os moradores desses bairros da zona leste o Serviço de Vigilância Ambiental (SVA) fará uma reunião de orientação no próxima quinta-feira, às 19h, na Escola Municipal Dom Jaime de Barros Câmara (rua João Ebert, 836, Comasa).
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Na primeira semana deste ano outro bairro em que a secretaria focou ações de prevenção foi o Jarivatuba, onde uma moradora contraiu a doença em dezembro e já estava bem após atendimento, conforme a assessoria da Prefeitura. O Jarivatuba estava com 190 focos.
No ano passado, o Serviço de Vigilância Ambiental (SVA) da Secretaria da Saúde encontrou a maioria dos focos nos bairros Boa Vista (441), Fátima (268), Itaum (286), Bucarein (215).
Agentes de combate à dengue também podem, em casos extremos, entrar de forma forçada em imóveis fechados ou abandonados em que focos do mosquito possam estar em grande quantidade.
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Caso os agentes encontrem irregularidades, eles vão notificar o infrator por um prazo. Se o infrator ainda não tiver resolvido a situação, uma multa será aplicada, podendo ir de duas a 10 unidades padrão municipais (índice utilizado pela Prefeitura para calcular impostos, taxas e multas). O valor da UPM varia a cada mês, mas, para você ter uma ideia, a multa pode ir de R$ 592,90 a R$ 2.964,50, dependendo da gravidade da situação.
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O valor da multa também pode ser dobrado se a situação continuar, bem como a presença de larvas do mosquito também pode ampliar o valor aplicado da multa.
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Casos autóctones 
Ainda que a maioria dos focos, mais de 3,3 mil, estejam em armadilhas preparadas para a captura e controle dos insetos, há preocupação da Secretaria da Saúde de que a parcela de insetos que estão se reproduzindo de forma livre possam geram novos casos autóctones da doença.
Um caso é chamado de autóctone quando o contágio acontece dentro da própria cidade.
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Joinville registrou quatro casos autóctones de dengue em 2019. Além desses quatro, houve outros 14 de pessoas que contraíram a doença fora do município. A chamada febre chikungunya também foi registrada em Joinville em pessoas que a contraíram fora do município.
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Como o mosquito que a transmite é o mesmo aedes aegipty, os mesmos cuidados para diminuir as chances de reprodução do inseto são necessários. Além dessas duas doenças, os aedes também podem transmitir o zika vírus e a febre amarela.
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Lei de prevenção à dengue
Joinville possui uma lei voltada especificamente para a prevenção da dengue desde 2015, ainda que outras normas já toquem no assunto pelo menos desde 1998.
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A Lei Complementar 451/2015 foi aprovada após aumento no número de focos de mosquitos a partir de 2013. Naquele ano, o principal bairro afetado era o Floresta.
Mutirões foram realizados com a participação do conselho local de saúde, associações de moradores e de frequentadores de igrejas do bairro para a localização de focos do mosquito e conscientização dos moradores.
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Em 2013 agentes de controle da dengue pediram que policiais acompanhassem as vistorias, pelas dificuldades de acesso a locais fechados, bem como por ameaças de proprietários que foram relatadas à Comissão de Saúde da CVJ.
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Os vereadores Rodrigo Fachini e Odir Nunes apresentaram projetos sobre o tema e a lei que entrou em vigor resultou de um intenso processo de debates na Casa. A Lei Complementar 451/2015 prevê que tanto donos, locatários ou responsáveis por um imóvel mantenham ações para evitar a proliferação dos mosquitos.
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Há normativas mais específicas para borracharias, oficinas de automóveis, ferros-velhos e transportadoras e locais onde haja grande quantidade de pneus, para que haja cobertura desses materiais. Em cemitérios, a Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde pode destruir vasos de plantas e outros objetos que possam acumular água.
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A lei também criou uma obrigação para empresas e instituições que estejam em imóveis com área maior que mil metros quadrados: a criação e manutenção de uma Comissão Permanente de Combate a Focos de Mosquitos da Dengue.
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Cuidados para evitar propagação do mosquito
Verifique todos os objetos e pontos de sua casa que possam acumular água parada e os esvazie e limpe. Isso pode acontecer em pratos de vasinhos de plantas, bebedouros de animais, garrafas, copos, potes, caixas d’água e piscinas. Se são objetos que precisam ficar expostos a chuvas, revise constantemente.
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Observe também bromélias e orquídeas, que podem reter alguma quantidade de água. É preciso fazer isso porque a reprodução do mosquito ocorre quando eles depositam seus ovos em água limpa e parada.
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Os sintomas da dengue são febre alta, náuseas e vômitos, dor de cabeça e no fundo dos olhos, manchas vermelhas na pele, mal-estar e cansaço extremo, dor abdominal, nos ossos e nas articulações. As pessoas que manifestarem algum desses sintomas podem buscar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima.

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