Terça, 26/10/2021
Joinville - SC

Economia catarinense segue sendo destaque nacional

setembro 20, 2021
Economia catarinense segue sendo destaque nacional
Compartilhar
Ouvir publicação

Os dados são da FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina, apontando que a atividade econômica no estado vai seguindo bem, mesmo diante das incertezas do cenário nacional.

Segundo a entidade, o Índice de Atividade Econômica (IBC) de Santa Catarina registrou em julho a quarta expansão mensal consecutiva, com variação de 0,83% em comparação com junho. O resultado ficou acima da média nacional, de 0,6%, nos dados dessazonalizados. Na comparação com julho de 2020, o avanço foi de 8,8% – o segundo maior crescimento entre os estados brasileiros no período, atrás apenas do Espírito Santo.

“Percebemos que o avanço da vacinação no país e a reabertura das atividades está permitindo o crescimento da economia em Santa Catarina e no país. O resultado é um ciclo virtuoso, que vai resultar na retomada de todos os setores da nossa economia”, avalia o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

No acumulado de janeiro a julho de 2021, a expansão do IBC em Santa Catarina foi de 9,27%, taxa superior à do Brasil, de 6,8%.

De acordo com análise do Observatório FIESC, uma plataforma digital que mostra o desempenho do estado a partir de vários indicadores, o comércio foi o segmento que teve maior destaque no período, com expansão de 12,5% no mês de julho na comparação com junho. Conforme o economista Maicon Luiz Brand, o resultado foi puxado principalmente pelo aumento das vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico. No Brasil, a expansão do setor foi da ordem de 1,2%.

Desafios persistem, avalia indústria

Apesar do recuo em julho ante junho, o setor industrial de máquinas e equipamentos teve expansão no acumulado do ano. Já o segmento de Serviços sofreu retração, com destaque para serviços de informação e comunicação. Desequilíbrios entre oferta e demanda, continuam sendo grandes desafios para ambos os setores.

“O cenário atual ainda se mostra desafiador em função do nível de inflação, da perspectiva de uma crise hídrica e gargalos logísticos, que vêm afetando os demais setores da economia, sobretudo a agropecuária e a indústria”, avalia o economista do Observatório FIESC. No curto prazo, no entanto, as perspectivas são positivas em função da retomada das atividades principalmente de lazer e consumo.

Block