Quarta, 29/06/2022
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Dermatologista compartilha dicas de boas práticas para prevenção do câncer de pele, o tipo com maior incidência no Brasil

fevereiro 16, 2022
Dermatologista compartilha dicas de boas práticas para prevenção do câncer de pele, o tipo com maior incidência no Brasil
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Uma manchinha pode até parecer algo inocente, mas negligenciá-la pode ser bem perigoso para a sua saúde. Conforme o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer da pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano, e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados. Ele é provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células formam camadas na pele e, de acordo com o local afetado, são definidos os diferentes tipos de câncer.

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Diogo Pazzini Bomfim, dermatologista do Sistema Hapvida

Os homens têm duas vezes mais chances de ter carcinoma basocelular e três vezes de ter carcinoma espinocelular. Isso porque passam mais tempo ao ar livre sem proteção ao longo da vida, quando comparados às mulheres. Os principais fatores de risco são história familiar de câncer de pele; ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros; trabalhar em contato com agrotóxico ou exposto ao sol sem proteção adequada; ter exposição prolongada e repetida ao sol na infância e adolescência; e fazer tratamento com medicamentos imunossupressores.

Os tipos são os carcinomas basocelulares, mais comum; os espinocelulares, segundo mais comum; e o melanoma, mais raro, porém mais grave. No caso do tipo melanoma, o mais agressivo, quando diagnosticado e tratado no início, as chances de cura são de mais de 90%. A prevenção é uma grande aliada no combate à doença.

Cuide-se

Os carcinomas basocelulares e espinocelulares surgem mais frequentemente em regiões expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Podem se desenvolver também nas áreas não expostas, ainda que mais raramente. As recomendações de prevenção são:

• Use chapéus de abas largas, camisetas, óculos escuros e protetores solares;
• Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas;
• Evite a exposição solar e permaneça na sombra entre 9 e 15 horas;
• Use filtros solares diariamente, mesmo em dias nublados, e não somente em horários de lazer ou de diversão;
• Utilize um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplique o produto a cada duas horas ou menos se entrar na água, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, para quem não trabalha exposto diretamente ao sol, aplique uma boa quantidade pela manhã e reaplique antes de sair para o almoço;
• Mantenha bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses, com indicação do dermatologista ou do pediatra;
• A exposição social para síntese da vitamina D não é consenso entre os dermatologistas. Em diversos casos, orientamos fotoproteção reforçada, como no caso do albinismo, dos pacientes com histórico de câncer de pele e dos pacientes que querem controle eficaz do melasma. A exposição casual, no dia a dia, mesmo com protetor solar, já é suficiente. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda que se reconheçam os níveis individuais de vitamina D por exame de sangue e a reposição oral seja feita, se necessário, com acompanhamento médico;
• O bronzeamento artificial não é recomendado. O Brasil foi, inclusive, o primeiro país no mundo a tomar medidas tão restritivas em relação ao procedimento. Uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publicada em dezembro de 2009, proibiu a prática por motivações estéticas.

A prevenção começa em casa

Observe regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas. Os principais sinais do câncer de pele e que as pessoas devem prestar atenção são:

• Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
• Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
• Uma mancha ou ferida que não cicatriza e continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Diante de qualquer alteração, é necessário procurar o dermatologista. Somente exames clínicos feitos por um médico especializado, como a dermatoscopia ou a biópsia, podem diagnosticar o câncer da pele. Vejo diariamente lesões de câncer de pele que não eram notadas pelo paciente e foram diagnosticadas em consultas de rotina, ou o paciente estava no consultório por outro motivo. Lembre-se: é recomendado consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo, mesmo que não haja queixa específica.

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