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Depressão na Infância: Carlos Alberto Hang

maio 21, 2021
Depressão na Infância:  Carlos Alberto Hang
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Enquanto jornalista, apesar de também ser psicólogo e pós-graduado em psicopedagogia e especialista em Educação Infantil, sempre procuro cuidar com o que escrevo nos artigos a respeito das ciências da mente, seja numa busca de produzir um texto que possa vir a ser entendido por toda e qualquer pessoa, seja buscando alicerçá-lo numa base atualizada, afastando-o de muitas estatísticas e conceitos de diversos pesquisadores e teorias que se contradizem diante das diferentes visões de ser humano, então busco compilar o assunto num eixo baseado em diversos cursos que já fiz, em observações diante da vida prática, nas aulas que ministrei de psicologia e de educação infantil e, principalmente, diante de minha experiência na clínica de fato, tentando assim ter como resultante um material que seja útil, além de informativo, para a vida dos leitores, escrevendo-o conforme as ideias se apresentam à minha mente a respeito da temática em questão, mas alicerçadas e com aval teórico à contento.

Considerar a DEPRESSÃO como inexistente e desprovida de sentido de ocorrência no contexto infantil, é algo a ser reavaliado, pois a realidade tem se mostrado outra. Até mesmo em bebês encontramos sintomas de depressão, e alguns irão dizer que eles não têm histórico vivencial para tal, mas possuem a carga genética que pode conter dispositivos acionários para tal, pois ela é acionante também da doença.

Alguns dizem que depressão em crianças, e ainda, levá-las para acompanhamento com psicólogo, trata-se de “frescura”, sendo que realmente podem ter razão em alguns casos, onde se trata doutras vertentes acionárias de comportamentos diferenciados, mas nem sempre é assim, e não é nada interessante arriscar ao deixar de lado a devida atenção ao caso.

O que chamamos de TRANSTORNO DEPRESSIVO INFANTIL diz respeito a uma PATOLOGIA DO HUMOR, a qual pode comprometer significativamente o desenvolvimento do infanto, além de promover interferência diante dos processos que envolvem a maturidade da criança, tanto diante das questões sociais, quanto das psicológicas, sendo aquelas consequências diretas destas. Temos ainda as possíveis comorbidades apresentadas diante de um quadro depressivo, como os transtornos de: ansiedade, desafiador opositivo, conduta, déficit de atenção, dentre outros.

Mesmo tendo muitos sinais sintomáticos idênticos ou parecidos da depressão infantil com a do adulto, ela tem uma sintomatologia predominante conforme a faixa etária em que se encontra. A depressão infantil diz respeito a uma perturbação que podem englobar variáveis a nível biopsicossocial.

Dentro de uma perspectiva biológica, trata-se de uma disfunção dos neurotransmissores devido à carga genética ou falhas em áreas específicas do cérebro.

Enquanto psicológico, pode estar associada aos aspectos da personalidade comprometidos para suportar certas situações reais ou fantasiosas.

Já enquanto fator social, pode-se tratar de reflexos dos quadros cultural, familiar, escolar, sexual ou de uma dificuldade adaptativa de algumas circunstâncias, como sentimento de perda significativa de ente querido.

Outra problemática é termos pais e professores tratando as crianças como MINIADULTOS. Até a idade média não existia grande diferença entre criança e adulto, até mesmo as roupas eram as mesmas, sendo que todos dormiam nos mesmos cômodos ou camas e presenciavam cenas que hoje seriam casos de polícia.

Conquistamos a INFÂNCIA, pois SER CRIANÇA NÃO QUER DIZER TER INFÂNCIA, mas parece que, nos últimos anos, temos retornado a uma moderna versão da idade média, expondo nossas crianças a um contexto vivencial de adulto, agenda de adulto, falas de adulto, brincadeiras de adulto, roupas de adulto, músicas e danças de adulto com teor erotizante, quando não expostas precocemente a sexualidade.

E esta confusão entre mundo infantil e adulto, tendo que assumir a infanta atribuições de um mundo adulto, pode acionar este estado conflitivo que venha a ser uma das fendas do modo depressivo.

Criança se trata como criança, usa roupa de criança, fala como criança, brinca como criança, canta e dança música de criança, tem tempo para ser criança sem agenda repleta de cursos e formação esportiva ou religiosa em demasia, não é senhor do próprio querer e nem tem condições de escolha como muitos querem atribuir a elas, e quando ela tem um problema, deve ser sinalizado para ela conscientes de que se trata de uma criança e nós solucionamos numa perspectiva e olhar de adulto que somos.

Crianças num contexto depressivo podem buscar ações, brincadeiras ou esportes que agridam fisicamente outras pessoas ou a si mesmas.

Gozo sentem em lutar ou machucar (ou serem machucadas), brincadeiras envolvendo agressividade física ou que podem se machucar, sendo que, na maioria dos casos, elas têm consciência de que se trata de algo perigoso ou de um perigo à integridade física sua ou doutrem, mas seus conflitos inconscientes são predominantes, e tomam as rédeas em direção aos comportamentos de risco, até mesmo como uma ferramenta que usam para chamar a atenção do outro para si, ou de alarde para que, através da agressividade, percebam seu sofrimento.

Algumas crianças se mantém num quadro doentio numa busca de mobilização da atenção dos pais e demais pessoas para ela, pois associaram a doença a atenção que lhes é negada quando não estão adoentadas, passando a ter o que chamamos de GANHO SECUNDÁRIO diante da doença que buscam manter.

Não é mais possível analisar o mundo infantil do século 21 com o viés conceitual da formação das crianças de outrora. Já passei a vergonha de não saber usar da tecnologia que uma criança de apenas 4 anos estava usando, a qual só queria que eu “brincasse” com ela e me explicou como era, mas não entendi.

Mas vale aqui destacar que a Sociedade Brasileira de Psiquiatria alerta que, crianças entre 2 até 6 anos, devem ficar dispostas diante de tecnologias (celular, videogame, tablet, e afins) no máximo por 2 horas, e que antes dos 2 anos de idade, não se deve permitir o uso destas ferramentas da tecnologia, muito menos para bebês. As tecnologias também podem afetar o comportamento e a promover sintomas depressivos, quando em demasia ou usado de maneira inadequada.

O que devemos tirar da mente, é a associação de uma pessoa deprimida com alguém que vive num quarto escuro e em silêncio, pois muitas vezes, trata-se de uma criança aparentemente muito brincalhona, ativa, alegre, simpática demais e saudável, elogiada por todos.

É preciso entender quando se trata de uma característica natural da criança, ou apenas como mais um método de se a ver com a doença. Preste atenção a mudanças comportamentais, seja para inércia, seja para agitação, contrapondo o comportamento habitual do seu filho, apesar de que as mudanças geralmente ocorrem em forma crescente e não de uma hora para outra como em outras doenças ocorrem.

Algumas crianças se escondem através de personagem que tomam para si, como de serem vistas como muito inteligentes para a idade que estão, muito bonitas, e etc, e os pais e familiares compactuam com este dispositivo, alimentado diariamente tais fantasias, quando não chegam ao ponto de seus comentários serem sentidos pela criança como uma necessidade diária de provar e confirmar que são inteligentes, bonitas e etc, aumentando seus níveis de ansiedade e pressão interna.

Outra questão urgente a ser compreendida pelos pais é a necessidade de permitir que seus filhos se frustrem e que assumam responsabilidades conforme suas capacidades, bem como consequentes penalidades quando erram (conforme a idade em que se encontra a criança).

Por exemplo, se a criança quer comer determinada bala e vão comprar, e ela se encontra em falta no mercado ou está cara demais para comprá-la, que seja substituída por outra ou para outro momento.

No caso de uma refeição, se não tem a carne ou o alimento que a criança quer, paciência, que ela coma do que a mesa oferece, chegando ao ponto de ficar sem comer se criar birra por isso, e sobre isso não se preocupe, pois irá pedir para comer quando sentir fome, e ainda aprenderá com isso.

Mas ir preparar outra coisa para ela não se frustrar, é criar uma criança fraca e mimada, que terá possíveis e crescentes consequências futuras, e provavelmente uma pessoa de difícil convivência social.

É preciso dar LIMITES, mostrar POSSIBILIDADES, ensinar a lidar com FRUSTRAÇÃO, se quer educar bem de fato. Muitos pais fazem projeções na educação de seus filhos, até num movimento deveras narcísico ou de compensação devido a um possível sentimento de remorso ou culpabilidade de qualquer ordem.

Existe uma série de sintomas que podem sinalizar uma possível depressão numa criança, como: agressividade, intolerância, chora facilmente, rói unhas, não consegue ficar parada ou movimenta-se pouco, queixas constantes de dores no corpo, hiperatividade, isolamento social, baixa das notas escolares, medos exagerados, dificuldade de concentração, mudanças de atitudes de uma hora para outra, sentimento de rejeição, sonolência ou falta de sono, entre outras.

Mas aqui chamo a atenção que não se trata de ocorrências momentâneas, mas que venham a ocorrer por um longo período de tempo, como por semanas ou meses, e sem motivo diretivo, como a recente morte ou perda de alguém especial para a criança, separação dos pais, mudança de ambiente escolar, entre outros motivos em que esteja elaborando o natural LUTO pela falta sentida.

Mas o que pode acionar este quadro sintomático, quando não venha a serem as questões hereditárias? Uma pessoa entra em estado depressivo quando ela não dá mais conta das pressões vivenciadas, não tendo mais estrutura para suplantar tudo isso.

Então, além da carga genética, podem desestabilizar a criança: diante do sentimento acumulativo de estresse; falta de rotina clara no lar; contexto social de violência em que vive; violência sexual que tem sofrido ou que já sofreu; expectativa dos pais e da sociedade sobre ela que a pressionam; pais que se afastam dos filhos acreditando na falaciosa crença de que o que importa é a qualidade do tempo presente e não a quantidade; uso demasiado de tecnologia gerando ansiedade; separação dos pais; afastamento ou falecimento de alguém especial para a criança; violência doméstica física ou psicológica constante; ambiente doméstico constantemente agitado e barulhento; pais super-protetores; mãe que se queixa do pai (ou vice-versa) para a criança ou que ela escuta diariamente; pais em convivência conflitante; pais que se contradizem ou que tem ações educacionais muitos contraditórias entre si; falta de contato com outras crianças da mesma idade, entre outros fatores, pois depende da história e leitura interna de cada criança.

Devemos entender que toda criança funciona como uma verdadeira esponja, ou podemos dizer eficiente radar, a sugar ou sintonizar com o que ocorre no meio em que está inserida.

Principalmente é no seio familiar que encontramos os reais motivos que acionam a depressão ou outros problemas de ordem psicológica da criança.

Devemos destacar a forma de educação confusa que os pais promovem, principalmente quando um desmanda o outro; quando os pais podem não estar separados, mas vivem em evidente conflito conjugal, discutindo até por coisas pequenas do dia a dia; uso de drogas ou abuso de álcool; pais que depositam suas vidas sobre a vida da criança, chegando a negar a si mesmos, tornando-se assim as crianças não filhos sadios, mas seus reféns psicológicos, onde superprotegem e supervalorizam a criança; criam pressão constante por resultados comparativos com outras crianças; ameaça constante de separação dos pais; discussões que, mesmo não sendo na frente da criança, ela ouve ou sente diante da presença conflituosa entre os agentes em conflito; depressão de um ou de ambos os pais; entre outras questões onde a criança toma para si as dores do mundo, quando não cria sentimento de culpa em si mesma pelo que vivencia, pois como ela acredita ser o centro do mundo, ela acredita que a culpa pelo que vê de errado no mundo, seja sua.

Dentro de uma nova perspectiva de educação, numa pesquisa feita pela OMS, 87% das crianças responderam que acham que os pais ficam tempo demais nas redes sociais e televisão, deixando-as em segundo plano.

Nos últimos 10 anos, passou de 4,5 para 8% o aumento de casos de depressão em crianças entre 6 e 12 anos, e o que tivemos de grande diferença no mundo durante este tempo? Tecnologia sendo usada sem cometimento.

Não é a tecnologia a vilã, mas o quanto e a maneira em que ela é usada. Está evidente para a maioria de nós que muitos dos pais têm buscado SE LIVRAREM DE SEUS FILHOS, entregando os mesmos para a BABÁ TECNOLÓGICA, quando não é possível para a escola.

Até mesmo para acalmarem ou ameaçarem seus filhos usam a tecnologia, como dizendo que só poderá usar se fizer isso ou aquilo, entregam para pararem de chorar ou ao estarem em birra, e etc.

Outra pesquisa feita nos EUA, com 40 mil crianças e jovens entre 2 a 17 anos que ficaram 1 hora em aparelhos eletrônicos, o resultando é que, tiveram neste período, aumento dos sintomas de ansiedade e depressão, compulsão, inabilidade social, fobia social, irritabilidade e etc.

Mas aqui destaco que as tecnologias promovem ações positivas no desenvolvimento das crianças, como: desenvolvimento do raciocínio lógico, acelera as conexões cerebrais, aumenta a produção de adrenalina (hormônio que deixa a pessoa mais alerta). É tudo uma questão de equilíbrio diante do uso feito.

Diante de um possível quadro depressivo na criança, o que fazer? Um pediatra bem preparado poderá sinalizar a necessidade de acompanhamento psicológico, mas muitos deles não conseguem ter este viés técnico, por estarem mergulhados demais numa prática médica fechada em si mesma.

Encaminhar para um psiquiatra pode ser interessante, mas desde que se encontre um profissional que não veja nas questões medicamentosas uma ferramenta direta de salvação e tenha formação nesta faixa etária.

O ideal é ser encaminhado para um BOM PSICÓLOGO (eu disso UM BOM PSICÓLOGO), pois quando este for realmente preparado, irá sinalizar se se trata de um quadro depressivo, e se precisará acompanhamento também psiquiátrico.

Vale salientar que não se pode fazer um diagnóstico claro e preciso num ou em poucas sessões, se tratando de meses em alguns casos.

Destaco aqui o comportamento que tenho presenciado por anos em alguns pais, que usam a necessária (ou não) ida do filho ao psicólogo, como se fosse um evento social de status, contando para todos que podem que seu filho está em tratamento, que não podem fazer tal coisa evidenciando ser por ter que levar ao filho ao psicólogo, e etc, criando uma rede de estigmatização na criança diante de seu meio social, causando assim problemas maiores em alguns casos.

Lembro de minha infância, sobre um parente, de quase minha idade, que fazia tratamento psiquiátrico naquela época, sendo que eu ouvia familiares comentando que ele era tão problemático e agressivo que ATÉ ESTAVA FAZENDO TRATAMENTO MÉDICO, e até hoje, quando o vejo, recordo disso, pois ficou na minha mente gravado como se ele fosse alguém doente, problemático e agressivo, que não condiz em nada com a realidade atual dele. Por isso só comente com quem  pode ajudar no caso, e muito menos fale a respeito na frente de crianças.

Outra questão que já ouvi pais reclamando ao dizer que não iriam mais levar o filho ao psicólogo porque ele é somente colocado para brincar e desenhar. Não entendem estes pais das técnicas por detrás destas brincadeiras, e que, conforme a idade do filho, não tem como ele verbalizar como um adolescente ou adulto suas questões internas, e estas são lidas através do ato de brincar dele. Lembrei agora que fiz um curso, muitos anos atrás, de uma universidade de Brasília, de leitura psicanalítica do desenho infantil, tamanha a importância deste dispositivo clínico.

Mas também não poderia deixar de comentar a postura de alguns pais que colocam o filho como se fosse o problemático da família, o doente, o depressivo a ser curado, e que tem atrapalhado o bom andamento de tudo. E entregam o mesmo ao psicólogo como se ele fosse o único a ser tratado, sendo este um mero ou prepotente engano.

Na quase totalidade dos casos, é com os pais também o tratamento a ser feito, pois não são poucas as vezes que são estes que tem sido os acionantes da depressão da criança.

É muito comum os pais fazerem terapia em paralelo e esta vem a tornar-se muito necessária e benéfica no tratamento da criança.

Na educação dos filhos os pais precisam assumir seus papeis de pais, e lembrar sempre que ser pai não é sinônimo de ser amigo do filho, como muitos querem crer e acham moderno dizer isso.

Pai tem que pai e mão tem que ser mãe, e não amigo e amiga do filho, pois se não compreende a dimensão de cada qual que os diferencia, procure saber para evitar problemas maiores depois.

Neste texto tratamos, informalmente, de diversas questões a respeito da depressão infantil, sendo que, espero que tenham sido sinalizadoras de conceitos mais claros a respeito de mais este desafio que temos na sociedade a enfrentarmos, que é a depressão infantil.

Vivemos noutros tempos e não podemos acreditar que, em 100% a educação usada décadas atrás, funcione atualmente. Esta conversa que tivemos serve, não somente de alerta, mas de reflexão, e nem de perto se coloca como método obrigatório de educação, mas acionado por anos de estudo, formação acadêmica e experiência clínica que devem servir para que aprimoremos nossa maneira de educar nossos filhos ao assumirmos este papel para além do nosso nome na certidão de nascimento deles.

Ninguém recebe no nascimento dos filhos um manual de educação a ser coloca em prática, pois ele não existe por ser cada ser humano diferente um doutro, mas existem meios comuns e práticos de educarmos em alguns casos e que servem para a coletividade.

Mas não façamos da educação de nossos filhos um laboratório de cobaias, mas tentemos aprender com as experiências que a ciência e o mundo já apresentam como melhores caminhos a serem seguidos.

A saúde física e mental de nossas crianças é a saúde física e mental do futuro da humanidade, sejamos responsáveis diante disso.

(conteúdo trabalhado em minha palestra EDUCANDO CRIANÇAS & ADOLESCENTES PARA A VIDA)

SOBRE O ESCRITOR DESTE ARTIGO: CARLOS ALBERTO HANG, Doutor e Mestre, é escritor com 7 livros escritos, jornalista (03991/SC) desde 1994, psicólogo, International Master Premium em Hipnose Clínica (Universidade Brasileira de Hipnose), Master PNL Practitioner (Programação Neurolinguística) reconhecido internacionalmente pela NLPEA Association of Excellence/EUA, também formado em Filosofia, História, Letras, Teologia; pós-graduado/especialista em Psicologia do Esporte, em Psicopedagogia, em Hipnose Clínica, em Sexologia, em Dependência Química e em Ciências da Religião; MBA em Liderança & Coaching, formação também em Sexualidade Humana, Gestão de Pessoas, Psicanálise, Hipnose Transformacional, Psicologia Clínica e Comportamental, Terapia Cognitivo Comportamental, Psicologia Organizacional, Diagnóstico e Intervenção Psicopedagógicos, Taxicologia, Coaching & Mentoring, Inteligência Emocional, Física Quântica, Recursos Humanos, Jornalismo Digital, Jornalismo Esportivo, Telejornalismo, Logística, Adm. de Hotéis, Gestão de Eventos, Turismo de Eventos, Relações Internacionais, Saúde Mental & Dependência Química, Gestão na Administração Pública, Ciência Política, Política Contemporânea, Gestão de Conflitos, Empreendedorismo, Piano, Linguagem Musical, História da Música; Inglês, Italiano, Espanhol e Francês; é Embaixador pela Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix (Genebra/Suíça), é Cônsul de Joinville – Instituto Internacional Poetas del Mundo, detentor do Oscar Brasileiro by Grupo Jornalístico Ronaldo Côrtes de São Paulo, e membro honorário imortal da Academia de Ciências, Letras e Artes de MG na cadeira 148.  INSTAGRAM: @carlosalbertohang  TWITTER: @hangjornalista PARLER: @Carlosalbertohang  TELEGRAM: @carlosalbertohang FACEBOOK: @opiniaodeumlivrepensadorbyHANG

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