Terça, 17/05/2022
Joinville - SC
novembro 4, 2020
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A defesa de Leonardo Natan Chaves Martins entrou com recurso contra o resultado do Tribunal do Júri, que condenou o réu a 12 anos de reclusão em regime fechado. O julgamento que durou 11 horas, ocorreu no dia 27/10.

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De acordo com os advogados da defesa, os jurados entenderam que não houve feminicídio e rejeitaram a tese da acusação. Por outro lado, decidiram por maioria de votos que o disparo foi intencional e, por isso, Leonardo foi condenado por homicídio doloso. Embora a acusação de feminicídio tenha sido rejeitada pelo Júri, a defesa não se conforma com a rejeição da primeira tese defensiva, qual seja, a de que o disparo foi acidental (homicídio culposo).

Agora a Justiça deverá  intimar os advogados para que, no prazo de 8 dias, apresentem as razões do inconformismo. Depois, o caso será julgado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Julgamento

Pela ordem, o primeiro a falar foi o promotor Ricardo Paladino, do Ministério Público, que apresentou vídeos de depoimentos de audiência de instrução, exibiu cenas da chegada da garota carregada no colo para dentro do Hospital Bethesda. O promotor falou da suposta ocultação de celulares e da arma do episódio para esclarecer detalhes do caso.
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Os advogados de defesa argumentaram que o tiro disparado pela arma foi acidental, ou seja, sem a intenção de matá-la. Após as duas explanações, também aconteceu a réplica e a tréplica.
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A sessão de julgamento foi presidida pelo juiz Gustavo Henrique Aracheski, titular da Vara do Tribunal do Júri da comarca de Joinville. Atuou com o promotor Ricardo Paladino, com os assistentes de Acusação, Marco Aurélio Marcucci e Israel Patrício. Os advogados de defesa do réu foram: Pedro Wellington Alves da Silva, Jonathan Moreira dos Santos, Deise Kohler e Antonio Luiz Lavarda.

Crime

O crime ocorreu no dia 23 de Julho de 2019, no imóvel onde o casal morava , no Distrito de Pirabeiraba, em Joinville. Após o disparo, Leonardo colocou o corpo da jovem no porta-malas do carro e a levou até o Hospital Bethesda. Gabriella já chegou morta na unidade.

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Após deixar a namorada em cima de uma maca, Leonardo fugiu para São Francisco do Sul e, no caminho, teria jogado a arma usada no crime no Canal do Linguado.

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