Sabado, 13/08/2022
Joinville - SC

Cuidadora afirma que foi uma tragédia a morte de bebê

julho 21, 2022
Cuidadora afirma que foi uma tragédia a morte de bebê
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O dia 20 de julho ficará marcado de forma trágica para duas famílias. A morte de uma menina, de apenas 8 meses, chocou moradores da rua Ophiuchus, no bairro Jardim Paraíso, e amigos dos pais e da cuidadora.

Eram por volta das 16h20 quando a cuidadora, de 45 anos, acionou a emergência pelo 193 dos Bombeiros Voluntários. Ela alegava que a bebê estava desfalecida, com a boca roxa e não respirava. Por telefone, ela recebeu todas as orientações de como realizar as manobras.

Conversamos por telefone com a filha da cuidadora. Ela informou que horas antes a bebê havia mamado e foi colocada inclinada no carrinho. Posteriormente, a cuidadora colocou a bebê no berço. Na residência, haviam mais duas crianças. A sua neta e uma criança de 5 anos.

Socorro

Alguns minutos se passaram até a chegada de uma guarnição da Companhia de Patrulhamento Tático (CPT), da Polícia Militar. Logo depois, chegou a uma unidade avançada dos Bombeiros. A criança chegou a expelir uma quantia de leite, mas estava em parada cardiorrespiratória.

Para auxiliar na condução rápida ao hospital, foi acionado apoio do helicóptero Águia. A criança então, foi levada para a emergência do Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria. No início da noite, foi confirmado que ela não resistiu e morreu.

Cuidadora de crianças

A cuidadora, que já a anos ocupa essa função, negou que em sua residência haja uma creche não autorizada. Segundo ela, é prestado um serviço de babá domiciliar, o que não configura Centro de Educação Infantil. Ela está muito abalada, disse que foi um trágico acidente e que não sebe se continuará exercendo a função.

A filha da cuidadora afirmou que os pais da bebê estiveram no local do acidente e conversaram pessoalmente com a cuidadora. A mãe estava muito abalada e ambas prestaram solidariedade uma com a outra.

Não há lei

Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro decidiu vetar integralmente o projeto que regulamentava a profissão de cuidador (de idosos, crianças, pessoas com deficiência ou com doença rara), aprovado pela Câmara e pelo Senado.

O projeto exigia dos cuidadores ensino fundamental completo, curso de qualificação na área, idade mínima de 18 anos, atestados de bons antecedentes, além de aptidão física e mental.

Bolsonaro alegou que o projeto, ao criar condicionantes para a profissão de cuidador, restringe o livre exercício profissional, garantido pela Constituição.

A Prefeitura de Joinville também informou que não há uma regulamentação que trate do assunto em âmbito municipal.

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