Segunda, 15/08/2022
Joinville - SC

Comissão de Saúde realiza Diligência na Maternidade Darcy Vargas

julho 13, 2022
Comissão de Saúde realiza Diligência na Maternidade Darcy Vargas
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Na manhã desta quarta-feira (13/07), um grupo de vereadores liderados pela Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Joinville foram a Maternidade Darcy Vargas. A realização da diligência foi após os parlamentares receberem denúncias sobre negligência no atendimento.

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Os vereadores queriam entender os motivos apontados pelos munícipes referentes aos procedimentos adotados no momento do parto entre outros atendimentos na unidade.
Questionamentos e colocações

O Vereador Brandel Júnior explicou para a direção algumas das reclamações de ações no momento do parto como “fazer a mãe aguardar por mais de 30 horas para induzir a um parto normal”. “Como autor do requerimento dessa diligência e, após ouvir a direção, reforço a necessidade de melhorar o atendimento à gestante e aos familiares. Defendo capacitação dos profissionais, reciclagem. A maioria das reclamações é em relação a isso. Outro ponto é também explicar o porquê do trabalho de parto natural para o bebê. Precisa mais transparência e diálogo com a população” argumenta.

O presidente da Câmara de Vereadores de Joinville Maurício Peixer, questionou a direção colocando como exemplo uma paciente que procura a maternidade, se a mesma teria a opção de escolha entre optar pelo parto normal ou cesariana, caso estivesse por muito tempo aguardando ou com dores.

A vereadora Ana Lúcia lembrou dos óbitos, não somente dos recém-nascidos, mas também das mães, questionando o que poderia ser evitado e quais medidas a maternidade vem tomando nesse sentido.

A vereadora Tânia Larson citou a importância de realizar o pré-natal para detecção precoce de patologias. O acompanhamento da gravidez pode ser realizado na Unidade Básica de Saúde. Para ela a diligência foi importante para conhecer todo o trabalho realizado pela equipe médica da Maternidade Darcy Vargas e defende o acolhimento de forma humanizada.

O Vereador Pastor Ascendino pontuou alguns comentários externos existentes referente a maternidade. Um deles é “se existe mérito em realizar partos normais em vez de cesariana”. Questionou também os números de cada procedimento realizado para uso comparativo.

Vereador Neto Petters questionou a direção sobre padronização no atendimento e solicitações de exames. O parlamentar destacou a importância de uma comunicação mais aberta entra a maternidade e as famílias dos usuários para que tenham conhecimento dos procedimentos que vêm sendo adotados durante os atendimentos.

Henrique Deckman solicitou os indicadores de mulheres que chegam até a unidade para a realização do parto sem terem feito o acompanhamento de pré-natal e mesmo outros indicadores referente DST´s durante o período gestacional.

O que diz a direção?

A direção lembrou sobre a comissão de óbitos dentro da maternidade, onde são discutidos assuntos e casos ocorridos para junto dos profissionais encontrarem uma solução para os casos.

Marcos José Ramos, diretor da Maternidade enfatizou os custos de cada procedimento, lembrando que para a unidade e para os médicos não existe nenhuma diferença entre parto normal ou cesariana. Segundo ele a prática do parto normal traz mais segurança as mulheres e para as crianças.

O Coordenador do serviço de gestação de alto risco da Darcy Vargas, médico Carlito Moreira Filho que trabalha há mais de 30 anos na unidade ressaltou que as pacientes recebem apoio e orientações sobre os benefícios de cada procedimento, tanto para a criança como para a mãe.

A direção apresentou dados e segundo os especialistas a maternidade faz parte da chamada “Rede Cegonha”, uma estratégia do Ministério da Saúde que visa implementar uma rede de cuidados para mulheres terem o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como assegurar às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis. Diante disso a maternidade fica condicionada a atuar de forma inserida em boas práticas de atendimento baseadas em evidências científicas.

Nas palavras do pediatra Robson Marcelo de Oliveira, por exemplo, manter os partos normais como prioridade significa também preservar a saúde como um todo, pois as complicações clínicas para mulheres que realizam cesarianas ou outros procedimentos apresentam índices maiores que o normal.

O que diz o presidente da comissão de Saúde?

O Vereador Willian Tonezi lembrou dos relatos positivos sobre a maternidade mas também dos problemas. Ele questionou o padrão de atendimento adotado entre os profissionais e se existe a supervisão desses trabalhos. Willian ressaltou que na noite do último dia (12/07) foi até a unidade para uma ‘fiscalização’ onde solicitou a presença da coordenação técnica da unidade. Mas, de acordo com o vereador, o profissional que o atendeu informou que existe apenas um especialista no período diurno. Concluindo que durante o período noturno os profissionais ficam sem supervisão para auxilio da avaliação.

“Temos que ter certeza que a conduta correta está sendo tomada na MDV. Ainda seguimos recebendo inúmeras reclamações do atendimento na unidade. Por isso a comissão de saúde está vistoriando a unidade, para ter certeza que as mulheres, além das crianças que aqui nascem estejam asseguradas por parâmetros médicos coerentes com a medicina baseada em estudos e o bem estar das pessoas que buscam ajuda”, ressaltou.

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