Sabado, 13/08/2022
Joinville - SC

Comarca de Joinville, em palestra, apresenta opções de apoio para usuários de drogas

julho 1, 2022
Comarca de Joinville, em palestra, apresenta opções de apoio para usuários de drogas
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O Juizado Especial Criminal e Delitos de Trânsito da comarca de Joinville reuniu nesta semana (29/06), no auditório do tribunal do júri, mais de 100 pessoas autuadas pela prática da infração penal de posse de drogas para consumo próprio.

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A palestra de advertência contou com a colaboração do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e outras Drogas da prefeitura municipal. Na oportunidade foram apresentados os efeitos nocivos de entorpecentes e também o trabalho realizado no CAPS AD – que são serviços de saúde de caráter aberto e comunitário voltados aos atendimentos de pessoas com sofrimento psíquico ou transtorno mental, que incluem aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool, crack e outras substâncias, em situações de crise ou em processos de reabilitação psicossocial.

“A posse de drogas para uso pessoal é uma questão que transcende em muito o campo jurídico. Por isto estes encontros são uma ferramenta importante para dar visibilidade à rede de apoio disponibilizada pelo Poder Público, abrindo as portas para que o usuário busque auxílio de forma integral”, destaca a juíza substituta Gabriella Matarelli Calijorne Daimond Gomes, em atuação no JECRIM.

Para a psicóloga Letícia de Andrade, do CAPS AD, encontros como esse são fundamentais para tornar o serviço conhecido e acessível. “Atingimos nosso objetivo com a palestra, enfatizamos os serviços que podem ser buscados no CAPS e também alertamos sobre os riscos originados do consumo de drogas. Essas pessoas foram enquadradas legalmente, mas outro fator, além do jurídico, são os prejuízos com a saúde e os transtornos familiares. E há como pedir ajuda, por isso a importância de se mostrar onde e como”, explica.

A assistente social Rosana Neves, que também palestrou no evento, conta que interações como essa também são realizadas em ambientes educacionais e de saúde da rede pública, e o esforço já apresenta resultados positivos. “De cinco anos para cá observamos que até o público atendido mudou. Anteriormente nossos acolhimentos eram majoritariamente de homens, hoje já conseguimos formar grupos completos de mulheres. Então elas estão buscando também alternativas para sair do ciclo”, finaliza.

 

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