Quarta, 10/08/2022
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Com bandeira da ética e renovação, Lunelli será candidato a deputado estadual

julho 26, 2022
Com bandeira da ética e renovação, Lunelli será candidato a deputado estadual
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O ex-prefeito de Jaraguá do Sul Antídio Lunelli decidiu que vai ser candidato a deputado estadual após ser derrotado na convenção do MDB que optou por ter o MDB de vice de Carlos Moisés da Silva com Udo Döhler.

Antídio vinha defendendo a candidatura própria do partido, através de seu nome. No discurso de encerramento, ele alfinetou o MDB e citou de algumas pressões que podem ter interferido no resultado da Convenção

Resultado da convenção

“Pelo desejo da base, eu acreditava que venceríamos. Mas se você analisar bem o cenário, a força do Diário Oficial do governo e do pix venceu. Foi muita pressão. Nos dias que antecederam as convenções, inclusive, com ameaças, demissões e promessas de cargos. Apesar disso, eu respeito o resultado. E vou seguir trabalhando pela renovação, pela ética, por uma política mais limpa e honesta. Uma política que pense no cidadão e não em interesses mesquinhos e vergonhosos de gente que quer se manter no poder a qualquer preço.  Vou trabalhar para o MDB recuperar sua força, honrar sua história e para deixar essa página triste do fisiologismo para trás”.

Futuro político – candidatura a deputado estadual:

“Serei candidato a deputado estadual. Até para honrar o apoio que eu recebi e também para marcar posição pela resistência, pela renovação do MDB e por uma gestão pública mais eficiente e que entregue mais à população Se as pessoas que querem mudança não participam, aí não teremos saída”.

Apoio à candidatura de Moisés e Udo

Não é por ter perdido a convenção, mas pelas circunstâncias. Foram muitas manobras, nada republicanas, para impedir minha candidatura. Prévias adiadas por três vezes, depois desistência dos concorrentes. Impediram o lançamento da minha pré-candidatura e eu sempre cedendo e dialogando.

Para piorar, Moisés e algumas lideranças do nosso partido fizeram uma armação para que Udo Döhler se lançasse a vice. Udo, que foi incentivador da minha candidatura e da minha renúncia. Como eu disse no meu discurso na convenção, a política pode até perdoar a traição, mas não perdoa o traidor.

Faltou transparência e honestidade. Udo nunca falou comigo sobre a possibilidade de concorrer, ao contrário, dizia sempre que estava comigo e que eu era a melhor opção para Santa Catarina e para o MDB. Eu jamais faria algo do tipo e não vou aceitar como se fosse natural. É jogo baixo e rasteiro.

Não fui educado para fazer esse tipo de coisa e não vou aceitar quieto que façam isso comigo. Eu sou partidário, já dei diversas provas disso, mas não sou burro de carga. Não apoiarei um governo ineficiente, que despreza a saúde, que não tem nenhum projeto a longo prazo para Santa Catarina. Acredito que o catarinense vai dar a resposta.

O governo está com cofre cheio, gastando irresponsavelmente, mas a população está com dificuldade para pagar suas contas. As mães estão sem leito de UTI para seus filhos, enquanto o governador usa a máquina pública para fazer campanha. Isso é crime”.

Relação com deputados e prefeitos do MDB

“Me dou bem com a maioria deles. Não vejo problema em termos posicionamentos diferentes. O que não aceito é jogo baixo e rasteiro e isso não foram todos que fizeram, foi uma minoria. Respeito a bancada e respeito os prefeitos que estão pensando nos seus municípios. Mas discordo dessa prática fisiológica. Temos que renovar o MDB, mostrar nosso verdadeiro DNA, ou vamos virar um partido sem expressão”.

 

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