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Campanha de vacinação contra sarampo e pólio começa em agosto

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo será realizada entre 6 e 31 de agosto com o chamado “Dia D”, de mobilização nacional, no dia 18, um sábado.




A ação envolve todos os postos de saúde do Brasil. As crianças menores de 5 anos devem ser levadas aos serviços de saúde, mesmo que tenham sido vacinadas anteriormente.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos da doença, em Roraima e Amazonas.

O último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o Brasil tem 822 casos confirmados de sarampo. Em Roraima, onde foram registrados 272 casos e há outros 160 em investigação e no Amazonas, com 519 casos e 2.529 em investigação. Mas, a ameaça não se restringe ao norte brasileiro. No Rio de Janeiro, já foram confirmados sete casos. São Paulo, Rio Grande do Sul e Rondônia também tem casos isolados de pessoas infectadas em outros estados ou países. O novo surto preocupa.

A vacinação é a única maneira de prevenção. O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade.

As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. O comportamento endêmico do sarampo varia, de um local para outro, e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, além da circulação do vírus na área.

O médico infectologista Fábio Gaudenzi, chefe da divisão de imunização da Vigilância Epidemiológica do estado, aponta uma série de fatores que provocaram a volta da doença ao Brasil. “Nos últimos anos, pela diminuição dos casos de doenças como o sarampo, como a poliomielite, as pessoas esqueceram os danos que esses vírus causam à saúde, então a gente começa a se preocupar menos com a vacinação, porque a gente não vê a doença, mas na verdade a gente não está vendo a doença porque as pessoas estavam protegidas com a vacina.”

Como o melhor caminho é a prevenção, a chefe de imunização da vigilância epidemiolóca, Arieli Fialho, informa que, no mês de agosto, a campanha de vacinação vai atender crianças com menos de cinco anos de idade. “De 6 a 31 de agosto, todas as unidades de saúde do estado vão oferecer a vacina para crianças de um ano até quatro anos, 11 meses e 29 dias. Pais e responsáveis devem levar essas crianças, mesmo que elas estejam com a caderneta de vacinação em dia para que elas recebam as doses da poliomielite e da tríplice viral que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.”

Para crianças fora dessa faixa etária e adultos, a vacina está à disposição regularmente e de graça em todos os postos de saúde. A cobertura vacinal em Santa Catarina está abaixo da meta, o que aumenta o risco da volta do sarampo estado.

“É importante lembrar que nos últimos anos há uma diminuição da cobertura vacinal, da proporção, principalmente nas crianças que têm se vacinado. Nossa meta é acima de 90% e nós temos atingido 80%. Então, nós temos uma massa da população não protegida”, alerta Gaudenzi.

 

Transmissão e sintomas

A transmissão do sarampo ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por isso, o elevado poder de contágio da doença. O vírus vacinal não é transmissível. O sarampo afeta, igualmente, ambos os sexos. A incidência, a evolução clínica e a letalidade são influenciadas pelas condições socioeconômicas, nutricionais, imunitárias e àquelas que favorecem a aglomeração em lugares públicos e em pequenas residências.

Os sintomas iniciais são febre alta, acima de 38,5 graus, acompanhada de tosse, conjuntivite e coriza. Depois desses primeiros sinais, também surgem manchas avermelhadas no corpo com duração mínima de três dias. Além disso, a doença pode causar diarreia, infecção nos ouvidos e nos casos mais graves, pneumonia, lesões cerebrais e morte. Aparecendo os primeiros sintomas, a recomendação é procurar um médico.

“O médico vai fazer a avaliação clinica, vai dispor de exames complementares e fazer um diagnóstico do que está causando a infecção naquele paciente, para que a conduta seja encaminhada da melhor maneira possível. É importante lembrar que não existe um antiviral específico para o vírus do sarampo, então a gente não tem um tratamento específico”, ressalta Fábio Gaudenzi.

 

Fake News contra a vacinação

Os agentes de saúde estão preocupados com boatos contra a vacina que podem prejudicar a vacinação e reforçam que ela é segura e a melhor forma de evitar a volta do sarampo a Santa Catarina.

“As fake news que circulam nas redes sociais infelizmente acabam atrapalhando. As pessoas estão compartilhando sem ter certeza da informação, então a gente sempre orienta que busquem fontes seguras, no próprio site da Vigilância Epidemiológica, no Ministério da Saúde antes de compartilhar”, alerta Arieli Fialho.

 

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