Domingo, 03/07/2022
Joinville - SC

Blogueira que aplicava golpes em SC e ostentava vida de luxo é presa

fevereiro 15, 2022
Blogueira que aplicava golpes em SC e ostentava vida de luxo é presa
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Foi presa no Rio de Janeiro a blogueira suspeita de fazer parte de um grupo de estelionatários que aplicava o “golpe do motoboy” contra idosos em Santa Catarina. Rayane Figliuzzi estava em um restaurante neste domingo (13) quando foi abordada por policiais militares.

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de Whatsapp Aconteceu em Joinville

Ela permanecerá detida em casa, já que foi beneficiada com a prisão domiciliar pela Justiça catarinense.  As vítimas da organização criminosa chamada de “Família Errejota” moravam em Florianópolis e Balneário Camboriú. As investigações sobre o caso iniciaram em dezembro de 2020, após a prisão de um dos membros em um edifício de luxo da capital.

Para cometer o crime, integrantes ligavam para as vítimas, que geralmente eram idosas, e diziam ser telefonistas de uma instituição financeira. Na ligação, explicava que a pessoa teve os seus cartões de crédito clonados.

Depois, um outro criminoso se passava por um funcionário do banco, inclusive usando um crachá falso da instituição, e ia até a casa da vítima onde coletava o cartão. A partir daí, o grupo fazia diversas compras em estabelecimentos. Os cartões também eram passados em máquinas dos próprios criminosos.Conforme o g1 RJ, Ray, como é conhecida nas redes sociais, vai cumprir a prisão domiciliar em Areal, na Região Serrana do Rio. Apesar de ter sido presa no restaurante, Rayane foi liberada para voltar para casa ao se constatar na delegacia que ela havia sido beneficiada pela prisão domiciliar com monitoramento eletrônico no dia 17 de janeiro.

Ela tem um filho de seis meses e, por isso, tem direito a ficar detida na própria residência para poder cuidar do pequeno.

A influencer aguarda o agendamento da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio (Seap) para colocar a tornozeleira eletrônica.

‘Golpe do motoboy’

Conforme as investigações da Polícia Civil, a base do grupo ficava no Rio de Janeiro, onde ocorriam as ligações, enquanto o restante viajava pelo país aplicando os golpes.

— Parte da quadrilha viajava o Brasil para aplicar os golpes. Já as meninas ficavam no Rio de Janeiro, fazendo as ligações para as vítimas. A base é na cidade, mas eles são de várias partes do país — explicou o delegado Attílio Guaspari Filho, da 5º Delegacia de Polícia Civil de Florianópolis.Com o fim das investigações, em meados de 2021, a polícia da capital pediu pela prisão preventiva dos mais de dez envolvidos, bloqueio de ativos financeiros e outras medidas cautelares contra eles. Boa parte permanece foragida, exceto Rayane e outro integrante.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina, ao conhecer o noivo, que era chefe da quadrilha, Rayane passou a ajudá-lo, emprestando máquina de cartão e fazendo das contas bancárias dela vias do dinheiro ilegal, que depois seria transferido para o homem.

O suspeito de liderar o bando, companheiro da blogueira, continua foragido.

Movimentações milionárias e vida de luxo

De acordo com as investigações, os suspeitos são jovens de classe média que ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais com o dinheiro usado nos golpes. Entre eles, a blogueira com mais de 80 mil seguidores.O grupo compartilhava fotos de bens de luxo e viagens. Além disso, a polícia identificou que, somente em dois meses, um dos integrantes da organização movimentou mais de R$ 2 milhões em apenas uma das dezenas de contas que possuía.

Contraponto

Os advogados Norley Lauand e Charles Santolia, que representam Rayane, informaram ao g1 RJ que a cliente só poderá sair de casa com autorização judicial e que a inocência dela ficará provada durante o processo:

“Rayane não ficou presa na delegacia. Sua liberação foi determinada pelo juízo de Santa Catarina para que ela responda por seus atos em prisão domiciliar, que já estava determinada desde o dia 17 de janeiro. Ela não poderá sair de casa, somente com autorização judicial e não poderá ter contato com os demais investigados. Sobre ser apontada como participante de uma quadrilha de estelionatários, sua inocência ficará provada no decorrer da instrução criminal”.

NSC

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