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Bispo catarinense vai celebrar casamento de Lula

maio 18, 2022
Bispo catarinense vai celebrar casamento de Lula
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 76 anos, e a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, de 55, vão se casar nesta quarta-feira (18), na capital paulista. A cerimônia acontece em meio à pré-campanha à Presidência, que ressalta cada vez mais a imagem de Janja, já chamada de “primeira-dama”, como símbolo de amor e seriedade do ex-presidente.

 

A festa para 200 pessoas é cercada de mistério. A lista de convidados foi disputada – o ex-senador Eduardo Suplicy, por exemplo, foi um dos que ficaram de fora. Amigo do petista há anos, d. Angélico Sândalo Bernardino, bispo de Blumenau, no Vale do Itajaí, vai celebrar o casamento em uma casa de eventos na Vila Olímpia.

Quem é dom Angélico

Natural de Saltinho, interior de São Paulo, Angélico Sândalo Bernardino nasceu em 19 de janeiro de 1933, sendo o quinto entre os nove filhos de pais católicos. “[Meus pais] foram exemplos de amor, de amor à Deus, à igreja e a família, ao trabalho e à comunidade”, falou o religioso ao Projeto Memórias da Ditadura, do Instituto Vladmir Herzog, no fim do ano passado.

A predileção religiosa começou cedo: aos oito anos se tornou coroinha —mesmo querendo desistir após a troca do padre na localidade onde vivia.

Minha mãe estava varrendo o quintal com uma vassoura […]. E eu disse pra minha mãe: ‘eu não vou ser mais coroinha, não!’ Aí minha mãe pegou a vassoura, levantou e disse: ‘vai sim!'[…] Foi este o nascimento para minha vocação.”
Dom Angélico Sândalo Bernardino

 

Ele entrou no seminário em 1946. Chegou a dar um tempo na vida religiosa quando completou 20 anos. Neste período, trabalhou como caldeireiro em uma metalúrgica e abriu a própria oficina. Aos 22 anos, voltou ao celibato. Foi ordenado padre em 1959 e, no ano seguinte, iniciou sua trajetória sacerdotal em Ribeirão Preto.

O envolvimento com os mais pobres começou em 1966 na Vila Carvalho, periferia da cidade. “Foi uma experiência muito enriquecedora na minha vida em que aprendi muito com os pobres e abandonados.”

Em 1974, foi nomeado bispo auxiliar da cidade de São Paulo, ao lado do catarinense dom Paulo Evaristo Arns. Um ano depois, atuou na região episcopal de São Miguel Paulista, zona leste da capital. Por quase 25 anos, teve um trabalho marcante em favor da população menos favorecida na igreja paulistana e arredores, além de lutar contra a ditadura militar.

A partir de 19 de abril de 2000, foi designado o primeiro bispo da recém-criada Diocese de Blumenau, onde permaneceu até 18 de fevereiro de 2009, quando sua renúncia foi aceita pelo Vaticano.

Embora tenha se tornado, automaticamente, bispo emérito da cidade catarinense, voltou a morar em São Paulo no mesmo ano em que foi oficializada sua renúncia.

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