Sabado, 02/07/2022
Joinville - SC

Aniversário de 170 anos: o que esperar da Joinville do Futuro?

março 9, 2021
Aniversário de 170 anos: o que esperar da Joinville do Futuro?
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No aniversário de 170 anos de Joinville, queremos saber: o que esperar da “Joinville do Futuro”? Primeiramente, ouvimos o prefeito da cidade para saber suas expectativas, e ele destacou a importância da inovação para o crescimento econômico do município, sem deixar de lado setores como a indústria tradicional.

Joinville é a terceira maior economia do Sul do Brasil e isso se deve ao potencial diversificado da indústria e do comércio. Os joinvilenses têm, em seu DNA, a união e o comprometimento com o desenvolvimento da cidade. Para continuarmos evoluindo, é fundamental que a inovação e as novas tecnologias estejam cada vez mais presentes, para colaborar com os pilares e a tradição da nossa matriz econômica”, enfatiza o prefeito Adriano Silva .

O chamado ecossistema de inovação de Joinville é, de fato, efervescente. A cidade já é a sexta colocada em densidade de startups por habitante no Brasil, e no estado perde apenas para Florianópolis. Além disso, muitas destas soluções que estão sendo criadas por startups prometem melhorar também a qualidade de vida nas cidades. E neste aspecto, Joinville também vem obtendo destaque.

Joinville sonha em se tornar, até 2025, uma Cidade Inteligente. A meta de estar no topo do ranking das chamadas Smart Cities é audaciosa e muitas ações já estão ocorrendo para que seja possível alcançá-la. Existe, por exemplo, um Pacto pela Inovação, do qual fazem parte 50 organizações, com 350 ações já pactuadas. 

Alguns programas de geração de novos negócios relevantes, como o JEDI (Jornada de Empreendedorismo Desenvolvimento e Inovação), estão se tornando referência. Além disso, a cidade conta com um Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia, o COMCITI, que a cada dois mês reúne atores do ecossistema de inovação, fomentando eventos e negócios. Destaque também para parcerias (firmadas ainda na gestão anterior) com o Waze, para resolver problemas de mobilidade, e a implantação do Living Lab – Latu (Laborátório Ativo de Tecnologias Urbanas), em parceria com o Perini City Lab. A ideia dessa parceria é testar, dentro do Perini Business Park, alternativas que depois podem ser replicadas para solucionar problemas da cidade. 

O professor da UFSC em Joinville, Modesto Hurtado Ferrer, que é presidente do Núcleo de Tecnologia e Inovação da Associação Empresarial de Joinville (Acij), e integra o COMCITI, também acredita que Joinville tende a se destacar, cada vez mais, como um polo de inovação. Mas, alerta: “se quisermos uma cidade inovadora, competitiva em escala global, empreendedora e com muito mais crescimento é preciso de colaboração, colaboração e colaboração, essa deve ser a mentalidade básica que precisa ser cultivada entre todos os atores que fazem parte da nossa cidade – agentes privados e públicos; academia e indústria; industrias de pequeno e de grande porte-, criando condições para que todos possam participar, trocar experiências e para construir, de maneira conjunta, estratégias para a convergência das ações das suas organizações em prol da cidade“. 

Segundo a professora Renata Marè, doutora pela USP e pesquisadora na área de Smart Cities, Santa Catarina, de um modo geral, está se posicionando de forma ativa, diante da inevitável necessidade de revisão dos nossos modelos urbanos. “Afinal, as cidades de hoje precisam passar por transformações profundas para que possam cumprir o seu papel com sustentabilidade, atendendo às necessidades dos cidadãos de hoje e do futuro”, ressalta Renata Marè, que atua como professora na Sustentare Escola de Negócios e procura sempre se manter a par das iniciativas não só em Joinville, mas no mundo. 

A professora destaca que muitos países já possuem, por exemplo, postes de iluminação pública com sensores capazes de coletar todo o tipo de dado. E a análise dos dados coletados por sensores diversos embarcados nos postes de iluminação pública pode fornecer importantes insights a vários atores, como por exemplo os gestores da iluminação ou da segurança pública, do tráfego da cidade ou mesmo para desenvolvedores de aplicativos baseados nestes dados. Trata-se de um conjunto de tecnologias que podem criar riqueza nas cidades e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Parece ficção científica, mas isso já é realidade, e esta tecnologia deve chegar também em Joinville.

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