terça-feira,

27/02/2024

Joinville/SC

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Acidente na Serra Dona Francisca reacende discussões sobre o transporte de cargas perigosas

A questão do transporte de cargas perigosas na Serra Dona Francisca retorna ao centro das discussões após o acidente ocorrido em Joinville nesta segunda-feira.

Esse tema está em debate há quase uma década, especialmente após dois incidentes consecutivos em 2015.

O vazamento de substâncias químicas levou à interdição da SC-418 e à precaução de suspender a captação de água na estação de tratamento do Cubatão.

A operação da estação, localizada próxima à rodovia estadual, será retomada somente após testes de amostras de água confirmarem a ausência de riscos.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o Deputado Federal Darci de Matos (PSD) destacou que “este é o momento de aprovar a restrição às cargas perigosas”.

O deputado Fernando Krelling (MDB) argumenta que o tema deve ser revisitado, considerando ser uma situação que deveria ter sido resolvida anteriormente.

O deputado estadual Matheus Cadorin (Novo), também com base em Joinville, apoia a retomada da discussão sobre a SC-418. Além disso, o deputado Maurício Peixer (PL) planeja resgatar um projeto na Assembleia com propostas para restringir o tráfego de cargas perigosas.

A discussão sobre o tráfego de cargas perigosas na Serra Dona Francisca ganhou destaque em 2015, quando ocorreram acidentes na rodovia, resultando em vazamentos que atingiram cursos d’água.

Contudo, na época, os produtos foram contidos, sem impacto na captação da estação do Cubatão.

O então deputado estadual Darci apresentou um projeto de proibição de cargas perigosas no trecho entre Campo Alegre e Joinville, mas a matéria foi arquivada devido a resistências.

Na Câmara de Vereadores, várias mobilizações foram feitas em prol da proibição, contando com o apoio de diversos vereadores.

A Secretaria de Meio Ambiente (SAMA), antiga Fundação Municipal de Meio Ambiente (Fundema), atual começou a defender a restrição às cargas perigosas quase uma década atrás. Com o recente vazamento, a questão volta a ser debatida.

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