Segunda, 19/04/2021
Joinville

Entrevista : Prefeito Adriano Silva revela primeiras ações de seu governo

Entrevista : Prefeito Adriano Silva revela primeiras ações de seu governo

Em uma entrevista exclusiva para o portal  de notícias Aconteceu em Joinville, Adriano Silva apontou quais serão suas primeiras ações à frente da Prefeitura de Joinville. Falou sobre o processo de transição, nomeações, vacinação, pendências deixadas pela gestão anterior e muito mais. Confira!  

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Qual será sua primeira ação, quando tomar posse em janeiro?

Adriano Silva – Os primeiros atos do governo serão voltados para dois grandes projetos, a desburocratização dos processos e o embelezamento da cidade que faço questão de liderar pessoalmente. A ideia do mutirão da desburocratização é reunir Ministério Público, entidades de classe, secretarias de governo e a câmara de vereadores na mesma mesa e solucionar os problemas. Não estou inventando nada. Esse modelo já deu certo em outras cidades e vamos replicar em Joinville. Precisamos facilitar a vida do cidadão, a abertura de empresas e a geração de empregos e renda.

Para embelezar a cidade, propomos motivar a comunidade para recuperação de praças, jardins e espaços públicos. Todos nós queremos uma cidade bonita e mobilizaremos os voluntários para colaborar com a prefeitura nesse projeto no centro da cidade e nos bairros.

Para um segundo momento, a ideia é criar opções de entretenimento nas praças como food trucks e alternativas de lazer. Quem aluga os espaços passa a cuidar dos ambientes e os próprios clientes avaliarão os cuidados por meio de aplicativo. Boas notas resultarão em descontos no aluguel.

Como está sendo o processo de transição?

Adriano Silva – Estamos trabalhando com um time comprometido e avançando nas atividades da melhor forma possível. Com o adiamento das eleições o tempo de transição ficou muito curto, mas estamos priorizando as ações para garantir a estrutura e o conhecimento necessário para assumir o governo em janeiro.

E a equipe, já estão definidos os secretários? Pode antecipar alguns nomes?

Adriano Silva – No segundo dia após eleitos lançamos o processo seletivo para cargos comissionados do governo. Acreditamos que um governo efetivo e capaz de entregar serviços públicos de qualidade à população depende de profissionais de alto desempenho, motivados e capacitados para encarar os desafios técnicos, gerenciais e políticos, além de entregar resultados. Por essa razão, os cargos comissionados do nosso governo serão, preferencialmente, contratados por meio de um processo de recrutamento e seleção.

Em virtude do pouco tempo de transição disponível (em razão do adiamento das eleições pela pandemia), vamos nos dedicar a escolher, como prioridade, o time de primeiro escalão e cargos chaves (Secretários, Diretor-Executivo e Gerências), para que a máquina pública não pare.

Nesse primeiro momento estamos focados nas posições de secretário, estamos na etapa de entrevistas e os primeiros nomes serão anunciados no decorrer dessa semana. Nessa segunda anunciamos o primeiros nome, o Secretário de Governo, Gilberto Leal.

Como interpreta a alta procura pelo processo seletivo? Tem sido difícil escolher candidatos aos postos?

Adriano Silva – Dos 8.585 inscritos para os 163 cargos comissionados das posições de secretário, diretor executivo e gerente, 1.822 currículos são de servidores. De universo total de 12.500 servidores, isso significa que praticamente 15% dos efetivos se interessaram pelas vagas iniciais. É um universo interessante e uma oportunidade para que as pessoas qualificadas ocupem as funções.

As etapas do processo foram muito claras. Na primeira fase a equipe de RH e os voluntários fizeram a separação dos currículos conforme a aderência da formação à vaga. Em seguida, os pré-selecionados participaram de um teste de perfil para identificar habilidades de lideranças. Dessa etapa, saíram até três nomes para a entrevista comigo e a vice Rejane Gambin.

Com relação à pandemia, podemos esperar novos decretos? Que medidas pretende adotar diante do cenário?

Adriano Silva – A prioridade será ampliar a estrutura da saúde para garantir o atendimento ao cidadão. Aliado a isso, investir mais em educação para conscientizar as pessoas da importância do uso de máscaras, do distanciamento social e dos protocolos de saúde preventiva. Junto com isso, defendemos a manutenção da economia da cidade para evitar problemas sociais de fome e desemprego. Se todos souberem respeitar as regras, teremos condições de manter a economia ativa ao lado do conjunto de cuidados que a pandemia exige. Também daremos continuidade às tratativas para disponibilizar a vacina para que todos que queiram se vacinar tenham esse acesso.

Joinville está preparada para a vacinação, assim que ela for possível?

Adriano Silva – Nessa fase de transição, estamos acompanhando as tratativas encaminhadas pelo atual secretário de saúde e pelo que identificamos já existem recursos previstos no orçamento de 2021, para compra de seringas e disponibilização da estrutura de armazenagem e distribuição das vacinas. A disponibilização das vacinas para estados e municípios é uma política nacional, gerenciada pelo Ministério da Saúde.

O atual governo deixou pendências? Como será, por exemplo, a contratação de uma nova empresa para prestar o serviço de iluminação pública? E a dívida com o Ipreville?

Adriano Silva – Estamos identificando pendências deixadas pelo atual governo nesse período de governo de transição.

Em relação a iluminação pública, o ideal seria viabilizar um contrato emergencial para a cidade não ficar às escuras, mas essa providência dependerá do aval da Procuradoria. E, em seguida, viabilizar uma solução a longo prazo, que naturalmente é um processo mais demorado.

Referente a dívida do Ipreville, estamos acompanhando as providências internas da atual gestão para a dívida possa ser honrada de modo adequado dentro do fluxo de caixa da prefeitura.

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