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Em relação aos insumos, mais de 5,3 milhões de unidades, entre seringas e agulhas, já foram encaminhadas aos municípios.

Vacina de Oxford contra Covid-19 tem eficácia de até 90%, diz laboratório

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca mostrou ter levado a uma resposta imunológica robusta contra a covid-19 em pessoas com mais de 60 anos. O resultado amplia a esperança de que o imunizante poderá proteger as faixas etárias mais vulneráveis ao coronavírus.

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Pesquisadores afirmam, em artigo na revista científica Lancet, que a fase 2 dos testes com 560 adultos saudáveis são “animadoras”.

Atualmente, a chamada “vacina de Oxford” está na fase 3 dos testes, etapa em que são analisadas a eficácia e a segurança em dezenas de milhares de voluntários, boa parte deles no Brasil. Estima-se que devem sair nas próximas semanas os resultados preliminares sobre quão eficaz é esse imunizante. Essa vacina Oxford/AstraZeneca é a principal aposta do Brasil entre as várias candidatas em desenvolvimento.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) negociou um acordo com a AstraZeneca para a compra de lotes e transferência de tecnologia, o que permitiria a produção da vacina no Brasil no início de 2021.

O acordo prevê a entrega de 15 milhões de doses até dezembro de 2020 e outros 15 milhões até janeiro de 2021. Esse montante seria suficiente para imunizar 15% da população brasileira. Em seguida, seriam produzidas mais de 70 milhões de doses, com custo unitário em torno de R$ 12.

Mas isso depende ainda dos resultados da fase 3 e de uma análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até poder ser distribuída no Brasil.

Outra aposta do país é a CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. Um parceria com o Instituto Butantan prevê a produção de 46 milhões de doses ainda neste ano, mas os estudos estão na mesma etapa da Oxford/AstraZeneca.

Essas duas grandes apostas de imunização do Brasil estão relativamente atrás de outras três candidatas: a Pfizer/BioNTech, a Moderna e a Sputnik (Gamaleya).

À frente está a candidata da parceria Pfizer/BioNTech, que já apresentou resultados consolidados da fase 3 dos testes, apontando uma eficácia de 94% contra o coronavírus, inclusive entre idosos.

Ou seja, dos 170 casos de covid-19 registrados entre os voluntários, 162 tinham recebido um placebo (uma substância inativa) e 8 tinham recebido da vacina de fato. As farmacêuticas devem pedir ainda nesta semana autorização oficial para sua distribuição.

A americana Moderna e a russa Sputnik que negocia a venda de 50 milhões de doses para Estados brasileiros como o Paraná também apresentaram resultados promissores de eficácia acima de 90%, mas ainda são dados preliminares da fase 3. Somente com resultados consolidados é que poderão pedir aval para distribuição.

Não há até nenhum acordo formal entre o governo federal ou algum Estado com a Pfizer/BioNTech, Moderna ou Sputnik. Mas a participação do Brasil em um consórcio internacional deve garantir acesso ao imunizante da Moderna.

O que os estudos da “vacina de Oxford” apontam?

O desafio de desenvolver uma vacina contra a covid-19 é fazer com que o corpo reaja contra o vírus, independentemente da idade da pessoa.

Em geral, o sistema imunológico mais fraco dos idosos implica que as vacinas tendem a não funcionar tão bem como nos jovens.

Os resultados desses testes da Universidade de Oxford, revisados por outros cientistas na Lancet, sugerem que isso pode não ser um problema com esse imunizante.

Eles mostram que os adultos mais velhos, com idades entre 56 e 69 anos e com mais de 70 anos, tiveram uma resposta imunológica semelhante aos adultos mais jovens com idades entre 18 e 55 anos.

Maheshi Ramasamy, pesquisador do Oxford Vaccine Group, disse: “Ficamos satisfeitos em ver que a nossa vacina não foi apenas bem tolerada em adultos mais velhos mas também estimulou respostas imunológicas semelhantes às observadas em voluntários mais jovens. O próximo passo será ver se isso se traduz em proteção contra a própria doença.”

Duas semanas após a segunda dose, mais de 99% dos participantes apresentaram respostas de anticorpos neutralizantes. Isso incluía pessoas de todas as idades.

A resposta das células T outra medida de quão bem o sistema imunológico responde atingiu o pico duas semanas após a primeira dose da vacina, independentemente da idade.

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