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Sistema tem mais de 30 milhões de pessoas cadastradas e pretende aumentar a digitalização de pagamentos no Brasil.

Pix: primeiro dia de uso é marcado por dúvidas dos usuários

No primeiro dia de funcionamento do Pix, sistema de pagamentos lançado pelo Banco Central, os consumidores até demonstraram uma boa expectativa com a novidade. Mas o tom ainda era muito mais de cautela. “No futuro, se esse tipo de transação se concretizar, sim, eu pretendo usar, mas hoje, que é uma coisa nova, fico com um pouco de receio”, disse a gerente de projetos Carolina Picciareli, de 24 anos, na Avenida Paulista.

 


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De acordo com os dados do Banco Central, ontem eram mais de 71 milhões de chaves cadastradas no Pix. Também segundo a instituição, são mais de 30 milhões de pessoas físicas, mas apenas pouco mais de 1,7 milhão de pessoas jurídicas – lembrando que cada CPF/CNPJ pode ter mais de um cadastro.

Vicente Safon acredita que o Pix pode ser um grande facilitador nos negócios.

© Leo Souza/Estadão Vicente Safon acredita que o Pix pode ser um grande facilitador nos negócios.

Um dos estabelecimentos de São Paulo que já aceitou o Pix logo no primeiro dia de funcionamento oficial é uma padaria tradicional no bairro de Higienópolis. Um dos sócios, Vicente Safon, de 39 anos, afirma que colocou o Pix em operação por acreditar que o modelo pode ser um grande facilitador nos negócios. Ele explica que, com o pagamento instantâneo, que promete ser liquidado em até dez segundos, dois grandes gargalos podem ser resolvidos em seu estabelecimento.

O primeiro é em relação às taxas e à rapidez do pagamento. “É uma opção muito boa para o lojista, porque você está trocando o dinheiro e o débito, tendo essa opção com menor custo”, disse. O segundo pode parecer mais simples, mas é uma grande dor de cabeça no comércio: troco. Com mais transações digitais, diminui-se a necessidade pelo “troquinho”. “Cheguei a contratar uma empresa terceira para ter moedas. Claro que este serviço deixava as moedas mais caras.”

Mas, no primeiro dia, a utilização do sistema foi bem pequena. Segundo Safon, até houve pagamentos por meio de transferência do Pix para o estabelecimento, mas foi por encomendas, por pessoas que estavam longe do local. “Dentro da loja ninguém usou ainda. Não teve procura.”

Boa parte desse uso pequeno se deu pelo desconhecimento. “Eu já fiz o cadastro e foi bastante simples. Pelo aplicativo funcionou bem. Eu pretendo usar, confio nas instituições, mas ainda não sei, por exemplo, usar em estabelecimentos. Mas, se alguém me ensinar, eu uso”, disse a radialista Isabella Pulfer, de 34 anos, que estava consumindo na padaria.

Gabriel Nunes acredita que o Pix permitirá pagamentos com mais rapidez, menores taxas e mais segurança. 

© Leo Souza/Estadão Gabriel Nunes acredita que o Pix permitirá pagamentos com mais rapidez, menores taxas e mais segurança.

Para Gabriel Nunes, de 25 anos, que possui um salão de cabeleireiro na Rua Augusta, o Pix pode se tornar uma ferramenta muito importante, já que boa parte de seus clientes não anda com dinheiro ou até mesmo carteira. Geralmente, os pagamentos são via modo digital. O Pix, diz, permitirá que isso seja feito com mais rapidez, menores taxas e de uma forma mais segura.

“Eu decidi colocar o Pix por ser algo novo. Eu acredito que a gente está em constante evolução. Além disso, pagamento em dinheiro aqui é muito raro. Essa forma nova é mais fácil, ainda mais na pandemia. As pessoas não gostam de colocar cartão na maquininha, acaba sendo exposição ao vírus. É também mais segurança e rapidez, sem taxa, instantâneo”, disse.  via msn.com/

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